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31 de março de 2011

NI - PCP questiona Governo sobre o estado de degradação da Estação Ferroviária de General Torres – 31.03.2011

A estação ferroviária de General Torres, interface primário multimodal, sita em pleno centro de Vila Nova de Gaia, há largos anos que tem graves problemas estruturais.

Na verdade, subsistem os seguintes problemas que urge resolver:

  • As coberturas metálicas dos cais encontram-se bastante degradadas. Actualmente, existem mesmo buracos nas mesmas, por onde passa água em dias de chuva, originando grandes problemas aos numerosíssimos utentes;
  • Nunca foi construído um acesso alternativo à escadaria existente desde o subsolo à Avenida da República. Este problema acarreta graves transtornos aos passageiros com bagagens, idosos, cidadãos com dificuldade de locomoção e acompanhantes de crianças pequenas ou de colo. A verdade é que não constitui uma solução viável à saída pela cota baixa, contornando a própria estação e subindo a Rua de Luís de Camões, pela longa extensão a percorrer, assim como pelo grande desnível a transpor até à Avenida da República, onde a maioria dos utentes faz interface com os outros meios de transporte.

Face a isto os deputados do PCP questionaram o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre a razão do arrastamento destes problemas e sobre medidas eventuais, nomeadamente tomadas pela REFER para resolver esta situação.

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9 de março de 2011

NI - Gaia comemora 90 anos do PCP - 09.03.2011

A Comissão Concelhia de V. N. Gaia do PCP assinalou o nonagésimo aniversário do Partido, no passado Sábado, dia 5 de Março, organizando um fraternal jantar-convívio na Escola Secundária de Oliveira do Douro, que contou com cerca de 200  militantes e amigos do PCP. Intervieram nesta iniciativa Francisco Lopes, membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do PCP e João Pires, membro do Comité Central do PCP e responsável da Organização Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP.

90_PCP

Intervenção de João Pires

Camaradas e amigos,

Saúdo, em nome da Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia, todos os que estão presentes neste jantar.

Os comunistas, que comemoram o aniversário do seu Partido, que têm orgulho na sua história, e que conscientes do seu papel, são militantes e obreiros na intervenção deste Partido.

Os não comunistas, que escolheram estar connosco hoje, porque reconhecem neste Partido e no seu património de luta, a correcção, a seriedade, a indispensabilidade para a ruptura e para a construção da mudança necessária que se impõe.

Fazemos este jantar, num momento difícil para a esmagadora maioria dos trabalhadores e do Povo, fortemente massacrado pelas consequências e medidas que lhes são impostas. Medidas que servem para tentar salvar o capitalismo deste seu episódio de crise sistémica, crise que não tem fim à vista e que vai exigindo, na óptica de quem gere o sistema, novos e mais fundos sacrifícios a todos aqueles que trabalham e a todas as camadas exploradas deste país.

Fazemos este jantar, quando o poder dominante e quem o suporta tenta novas fugas para a frente, recorrendo para isso à criação de falsas soluções e falsas alternativas ou até manobras de diversão e pseudo-luta inconsequente, criando ilusões no plano político, económico e social, que põem em causa tudo e todos, menos o poder económico e financeiro, os seus lucros e benesses.

Fazemos este jantar, comemorando os 90 anos do nosso Partido, olhando para o seu trajecto e recolhendo ensinamentos e lições para o presente e futuro: da mesma forma que não há direitos que não possam tirar, não há também reveses e retrocessos que sejam definitivos e que não possam ser recuperados pelos trabalhadores e o Povo. É assim que, neste quadro e neste tempo, enormes perigos de retrocessos coexistem com possibilidades de acção e intervenção e com possibilidades de avanços no sentido certo.

Mas estes avanços, no sentido revolucionário e de emancipação do povo, não se fazem sem a intervenção empenhada do nosso Partido, num cenário em que reconhecemos, os meios e as forças estão claramente inclinados para o lado do capital e dos seus servidores.

Por isso, a participação neste jantar não se pode ser  resumida a uma participação pontual de nenhum comunista ou de nenhum democrata numa iniciativa em concreto. A participação neste jantar deve ser um compromisso que deve abrir portas e janelas de intervenção e militância no trabalho mais geral do Partido, na intervenção do Partido, no fortalecimento da sua organização, porque cada um de nós que aqui está tem papel na criação de melhores e maiores condições de intervenção, de esclarecimento e de mobilização do povo português para resistir à ofensiva e avançar com a alternativa.

Estamos a iniciar em Vila Nova de Gaia o processo de preparação da nossa décima Assembleia de Organização, um momento importante para a organização do Partido  em Gaia, uma oportunidade de tentarmos colectivamente resolver alguns dos problemas estruturais na nossa organização e de impulsionar, a partir daí, a nossa intervenção.

Organizar, intervir, conquistar o futuro.

Não brincamos à democracia interna; cada um dos camaradas será chamado a participar nas assembleias plenárias, discutindo e encontrando soluções colectivas da forma que nos caracteriza.

Estamos certos que no dia 2 de Abril, data da nossa Assembleia de Organização, poderemos dizer mais uma vez que este partido discutiu e colectivamente decidiu.

Um Partido mais organizado, mais forte, mais ligado aos problemas, anseios, aspirações dos trabalhadores e dos gaienses, com maior e melhor intervenção política; um Partido capaz de elevar a consciência política das massas, cumprindo assim também o seu papel na luta contra a política de direita e na afirmação da possibilidade e necessidade da ruptura política.

Um Partido mais forte em Gaia, assumindo a sua responsabilidade e a sua quota-parte na construção do mundo novo, onde a justiça social prevaleça, mundo novo materializado no projecto de aprofundamento da democracia nas suas diversas vertentes, etapa histórica para a construção do socialismo e do comunismo.

O Concelho de Vila Nova de Gaia tem sido fortemente fustigado por opções nacionais e locais que o colocam em situação limite.

Mais de 24 mil desempregados, número em crescimento constante, liquidação do tecido produtivo do pequeno comércio, aposta desenfreada num modelo de suposta criação de emprego, que está hoje provado conduz ao desastre.

Gaia é o paraíso da grande distribuição, arrastando e liquidando tudo o que poderia ser concorrente.

Os dados revelados pelo INE relativos ao sector empresarial são disso ilustrativos. O País, no período compreendido entre 2006 e 2008 (antes desta crise financeira) perdeu 18,8% do número de indústrias transformadoras.

Nesse mesmo período, Vila Nova de Gaia perde mais de 600 empresas transformadoras, ou seja 18,3% do número de empresas do sector produtivo existentes na altura. Ausência de dados mais recentes levam apenas a adivinhar o que terá acontecido nos período entre 2008 e 2010.

Entre 2006 e 2008, Gaia perdeu 27,8% das indústrias têxteis, 24,8% das indústrias de couro e madeiras, 24,2% da indústria metalomecânica, num processo sistemático de destruição do aparelho produtivo.

Estas são responsabilidades partilhadas entre PS e PSD, entre o Poder Central e o Poder Autárquico, obcecados com um modelo de desenvolvimento assente na grande distribuição.

Entre 2004 e 2006 encerraram, em Gaia, 1274 empresas de comércio a grosso e a retalho e, entre 2006 e 2008, encerraram mais de mil. Ou seja, em apenas 4 anos encerraram cerca de 2500 empresas de comércio, pequenas e médias empresas que sucumbiram à concorrência com a grande distribuição. Novamente a ausência de dados não permite quantificar com rigor o período até 2010, mas é visível para todos a falência do comércio tradicional e a retalho no Concelho. Esta é uma das principais marcas caracterizadoras dos 13 anos de mandato de Luís Filipe Menezes.

Opção de beneficio e submissão à grande distribuição, que se vê novamente na recusa de PSD, CDS e PS de aprovarem em Assembleia Municipal uma proposta que visava encerrar estas unidades ao domingo e feriados à tarde.

O contacto feito pela Comissão Concelhia de Gaia junto dos trabalhadores dos Hipers e grandes superfícies, revela que estes estão profundamente revoltados e insatisfeitos. O domingo à tarde era para muitos destes trabalhadores o único período disponível para o convívio familiar. Mas este contacto revela outra coisa: o clima de repressão feroz, de chantagem crescente que os grupos económicos (e em particular a SONAE) exerce sobre os trabalhadores. Claro que, nem o governo, nem o poder municipal, manifestaram sobre isto uma palavra ou acção.

É um concelho da política do faz de conta, a opção política de Menezes, e do PSD, é a de embrulhar num papel bonito um presente que não é mais que um embuste.

Veja-se alguns dos exemplos recentes: o teleférico, pré-inaugurado com pompa e circunstância, com bilhetes a 9 euros e meio, para turista ver e utilizar. A piada que cheira a ridículo é a possibilidade de criação de um passe para trabalhadores e passageiros frequentes. Mas esta obra tem um custo - foi para financiar esta obra que se privatizou a superfície urbana do centro do concelho, transformando as ruas e o estacionamento em negócio.

Sucedem-se as primeiras pedras, as declarações de intenção, tudo embrulhado numa monumental máquina de propaganda político-partidária ou pessoal, paga com dinheiros públicos e utilizando meios públicos.

A fusão de empresas municipais resultou não em diminuição de custos com chefias e mordomias, mas sim no perigo de perda de postos de trabalho das muitas centenas de trabalhadores precários que estas empresas comportam.

O tarifário social de água e saneamento, com distribuição casa a casa de folhetos e cartazes por todo o concelho, quando escalpelizado, é apenas uma manobra de propaganda, não existe. Os critérios apertados para beneficiar deste apoio (desempregados de longa duração sem apoios sociais e que tenham rendimentos anuais inferiores a 1,5 salários mínimos...cerca de 60 euros mensais) deixam de fora a generalidade das famílias carenciadas de Gaia, ficando, portanto, excluídos deste apoio os idosos com pensões de miséria, os desempregados com subsídio de desemprego, os trabalhadores com salários de miséria, os beneficiários do rendimento social de inserção, etc.

E este embuste surge pouco tempo depois de se terem aumentado de forma obscena as taxas de saneamento e resíduos sólidos.

Continuam por realizar obras estruturantes, prometidas e datadas e redatadas, como a extensão do metro até à Vila D'Este ou o novo hospital, agora alvo de uma guerra de palavras e de troca de galhardetes entre PS e PSD, curiosamente os mesmos que, juntos, aprovaram o orçamento de estado restritivo e que recusaram em PIDDAC a proposta de dotação de verbas para a construção deste equipamento.

Gaia, o concelho que por opção política de PS e PSD, as rendas sociais tiveram aumentos escandalosos e incomportáveis, transformando a habitação social em negócio e numa fonte de rendimento para a autarquia.

Mas recentemente tivemos oportunidade de ver, no Bairro do Cavaco da Afurada, que a Câmara Municipal é implacável na exigência do cumprimento por parte dos deveres dos moradores (famílias carenciadas), mas desleixada ou ausente no cumprimento dos seus deveres para com estes moradores, não dotando sequer as habitações de condições mínimas de habitabilidade.

Menezes aqui, Sócrates no governo, PSD e PS ambos com as mesmas opções, quando se trata de sacrifícios - escolhem ir aos que menos têm para deixar os grandes intocáveis.

Degrada-se o parque escolar, a taxa de cobertura do pré-escolar é miserável; degrada-se a rede viária em todo o concelho, diminuem-se os transportes públicos, transformando freguesias de Gaia em guetos sem possibilidade de mobilidade a partir do fim da tarde; encerram-se repartições de finanças; permite-se encerramento de farmácias, deixando populações sem acesso a medicamentos, aumentam o número de gaienses sem médico de família por via da não substituição de médicos em centros de saúde.

A cereja no topo do bolo é a recente ideia de diminuir o número de freguesias de Gaia de 24 para 7 ou 8.

Parece cair bem hoje o ataque barato e sem pudor à democracia: a democracia e o poder local sai caro e é dispensável para estes senhores, que curiosamente a descredibilizam.

A diminuição do número de freguesias, acarretaria consigo consequências altamente nefastas para as populações e qualidade de vida dos gaienses.

Desde logo porque perderiam os interlocutores de poder mais próximos, os eleitos que as populações muitas vezes tratam por tu; perder-se-iam o conjunto de serviços nas áreas de apoio social, cultura, recreio e outros serviços que as Juntas de Freguesia diariamente prestam e que deixariam de o fazer de forma tão próxima; perderiam, a prazo, centros de saúde, estações de correios, escolas e um conjunto de serviços que se organizam em função da freguesia. Não é no gasto directo com presidentes de junta e eleitos que está a poupança que tanto ambicionam - este é apenas o argumento fácil e que pega. A poupança vem depois, na destruição dos serviços públicos de proximidade. Mas isto Menezes e companhia escondem. Mais, querem discutir com os partidos da oposição esta reorganização, e desde logo pedem que se faça sem alarmismos, ou seja, pela calada e sem ondas. Pois daqui afirmamos, ondas e marés no esclarecimento e mobilização popular contra este roubo à democracia e aos direitos sociais em Vila Nova de Gaia.

Muitos mais exemplos poderiam ser dados, e que reflectiriam o contraste entre a degradação das condições de vida dos gaienses e a opulência da propaganda do oásis que o PSD quer vender.

Mas cada um destes exemplos é também um exemplo da possibilidade de intervir, denunciar, contactar, esclarecer, afirmar alternativas. Temos feito, precisamos de fazer mais.

Cada um destes exemplos é exemplo de possibilidade de luta, luta popular e organizada que se impõe como elemento indispensável para a alternativa política.

Luta das populações, luta dos trabalhadores, que se impõe no quadro actual, luta que terá como etapa mais próxima a manifestação de 19 de Março convocada pela CGTP, e que merecerá dos comunistas apoio activo, quer na participação, quer na mobilização. Apelamos a todos que, desde já, sinalizem a intenção de estarem presentes em Lisboa no próximo dia 19.

Permitam-me que daqui faça ainda o apelo à participação de todos e cada um de vós no nosso Comício Regional, no próximo sábado dia 12, pelas 15h, na Alfândega do Porto.

Faremos aí uma grande festa, uma justa homenagem ao nosso Partido, ao seu projecto, ao futuro.

Contamos ali com cada um de vós e com os amigos que certamente trarão.

Finalmente, uma palavra sobre o nosso convidado desta noite.

O camarada Francisco Lopes foi o candidato do nosso Partido às Eleições Presidenciais, desempenhou com brilhantismo e coerência esta tarefa.

E não se esperava outra coisa, porque é comunista e o seu compromisso é com a verdade, com o projecto revolucionário do nosso Partido, com o trabalho, com os explorados.

Mas não é na condição de  ex-candidato à Presidência da República que está hoje aqui presente.

É também deputado na Assembleia da República, mas também não é nessa condição que aqui está.

O camarada Francisco Lopes é membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do nosso Partido, com responsabilidades na intervenção do Partido no movimento sindical e nas questões de organização.

As conquistas orgânicas do nosso Partido, aquilo que realizamos desde 2004 são conquistas do nosso imenso e abnegado colectivo partidário.

A luta social, organizada dos trabalhadores que desde aí realizamos, é conquista dos trabalhadores portugueses, dos comunistas que intervêm no movimento sindical, e da entrega do nosso colectivo partidário à luta. Mas Francisco Lopes (e sei que não gostará do que eu vou dizer), tem ai papel especial.

É enquanto dirigente do nosso Partido que aqui está, num quadro em que preparamos a nossa Assembleia de Organização, ao mesmo tempo que lutamos e intervimos. Daqui até 2 de Abril, estaremos tudo menos fechados sobre nós próprios.

É com enorme prazer que dou a palavra ao Chico Lopes.

Intervenção de Francisco Lopes

Gostaria de saudar todos os que estão presentes neste jantar, e saudar especialmente as mulheres, cujo Dia Internacional se comemora no próximo 8 de Março.

Este Partido tem um enorme orgulho e honra na sua história, nos seus 90 anos. A sua criação, em 1921, nasce da necessidade de luta. A sua actualidade é sustentada pelos seus 90 anos de luta – somos hoje também um Partido que dá resposta ao presente, numa exigência de futuro.

As últimas duas décadas foram de enorme retrocesso social, uma marca do agravamento da exploração e uma liquidação de direitos em nome do lucro, da vontade do lucro, que se sobrepõe à vida humana.

O mundo actual está marcado pela agressão aos povos, pela guerra – uma marca do capitalismo e do seu sistema. Uma marca que deixa vítimas, países devastados e com a sua soberania liquidada. Esta é a natureza capitalista.

Os acontecimentos recentes na Líbia mostram isso mesmo – sob o pretexto de armas de destruição massiva invadiu-se o Iraque e agora estão a preparar mais uma ingerência externa, atacar um país soberano com os perigos que isso implica para os direitos do Povo Líbio que está a tomar em mãos o seu legítimo poder. O real interesse do capitalismo nesta zona prende-se com o das suas reservas de petróleo e gás natural.

Este Partido assume um projecto de paz, um projecto baseado na cooperação e solidariedade entre os Povos, com respeito pela sua soberania.

O sistema capitalista tem uma natureza de depredação dos recursos naturais, assentando numa exploração desenfreada, devastando zonas inteiras do globo, com o objectivo do lucro. Esta é a lógica do capital. Vejamos os lucros apresentados pelas petrolíferas. E mesmo assim, o brutal aumento do preço dos combustíveis, o aumento do preço dos bens alimentares, de bens de primeira necessidade... Tudo em nome do lucro. Um lucro que contrasta com o número de 40 milhões de pessoas na pobreza.

Esta especulação permite que o capital aumente os seus lucros à custa dos Povos, dos sacrifícios dos Povos.

Com tal cenário, a exigência de transformação é inevitável – é nesta necessidade de retoma do progresso social que a actualidade do projecto socialista se manifesta firmemente.

A situação nacional resulta, também ela, da natureza do capitalismo, nomeadamente das políticas capitalistas praticadas e apregoadas pela União Europeia. Portugal tem abdicado da sua soberania, cedendo constantemente a grupos económicos e financeiros e ao capital, não defendendo os interesses do país e do seu Povo, como se pode ver com a destruição do aparelho produtivo nacional.

Estas cedências resultaram no aumento do desemprego, no aumento da precariedade laboral, num ataque constante a direitos sociais.

Os mais jovens, que hoje tentam ingressar no mundo do trabalho, entram em condições mais precárias, com baixos salários (raramente adequados às qualificações que têm), insegurança de futuro, numa exploração alarmante.

Esta política não atinge só os mais jovens, mas sim todo o Povo, com a excepção de uma minoria capitalista.

As baixas pensões atribuídas aos mais idosos, a angústia criada aos micro, pequenos e médios empresários, que muitas vezes encerrando as suas empresas ficam com dívidas incomportáveis.

Sinais de um sistema que defende o capital – os lucros dos grandes grupos económicos contrastam com o encerramento de milhares de empresas e com os sacrifícios impostos aos trabalhadores.

No quadro da União Europeia, a última conversa entre Portugal e a Alemanha demonstrou que este governo está disposto a tudo para agradar o capital europeu. O Governo veio dizer que serão necessários mais sacrifícios: os sindicatos foram convocados para assinar um acordo que agravará as condições de trabalho (embaratecimento dos despedimentos, menores indemnizações, tentativa de colocar em causa o papel dos Sindicatos na contratação colectiva,...). As forças políticas do capital estão unidas para infernizar a vida dos trabalhadores.

A este acordo a CGTP diz não!

A entrada no mercado único colocou em causa a produção nacional, que foi cilindrada para defender outros interesses que não os dos trabalhadores e do Povo português.

Depois de tudo isto, querem agora apresentar-nos com um Governo Único Europeu – uma inadmissível perda de soberania nacional. Como se já não bastasse as constantes perdas de poder de decisão e as sucessivas cedências de Portugal às vontades do capital europeu, do governo de Bruxelas.

Com tudo isto, é necessário lutar e exigir uma ruptura com estas políticas, uma mudança de política, que traga novos rumos.

É nesta realidade que se assinala a inegável importância do PCP, a actualidade do seu projecto de democracia avançada, o seu projecto de socialismo. Somos uma força insubstituível e indispensável na criação de um país mais justo, que conte com a participação de todos.

Não há caminhos, nem respostas sem a participação e a presença do PCP na luta, com confiança no seu reforço para intervir.

A luta dos trabalhadores e dos Povos é a força e o motor de mudança; quando os Povos e os trabalhadores assumirem essa força que têm serão imbatíveis.

O PCP tem um papel fundamental de esclarecimento dos trabalhadores e do Povo neste sentido.

É neste quadro de muitas frentes de combate, que assinalamos o dia 19 de Março, como dia de Indignação e Protesto contras todas estas políticas. Neste sentido, apelamos à participação de todos nesta grande manifestação que decorrerá em Lisboa, afirmando a exigência do futuro que queremos e temos direito.

Este grande Partido que temos orgulha-se da sua história, de todos os seus militantes, novos e velhos, que abnegadamente e convictamente dão o seu contributo.

Os noventa anos deste Partido falam por si, espelhando nas suas convicções e lutas, a confiança necessária no futuro.

Somos um Partido diferente, que firmemente afirma o projecto comunista.

A história do PCP demonstra claramente a sua necessidade e papel fundamental na sociedade.

São vários os momentos marcantes nestes noventa anos, que se pautam sempre pela firmeza dos seus valores, convicção e defesa dos trabalhadores e dos seus interesses.

Estes noventa anos são o melhor testemunho da força do PCP.

Numa época em que pululam falsos conceitos de cidadania, afirmamos que o maior exemplo de cidadania é a militância comunista, assente em valores, princípios, objectivos.

Este colectivo partidário nasce do contributo individual de cada um de nós. Mas daqui falamos também a todos os que não sendo militantes do PCP, e que se revêem neste projecto, que se juntem a nós, com a sua ideia, a sua convicção, porque neste colectivo encontrarão resposta.

Aqui deixamos o apelo à militância de todos, à intervenção de todos, ao contributo de todos, para que possamos levar avante as lutas que nos esperam, e para que assim possamos construir um mundo mais justo.

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NI PCP/Gaia – Pressão sobre trabalhadores na Panrico – 9.3.2011

O Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministério da Trabalho sobre situações de discriminação salarial na empresa PANRICO.
De acordo com a informação recolhida, nesta empresa, homens e mulheres que desempenham as mesmas funções, ganham salários diferentes, sendo as mulheres alvo de discriminação. Por outro lado, a atribuição dos prémios, não estando devidamente regulamentada, é discricionária, levando a injustiças na sua atribuição e a consequentes problemas entre trabalhadores. Há ainda problemas com a aplicação do dia de compensação, com o uso de trabalhadores temporários para o desempenho de tarefas permanentes e com o facto de existirem ofensas graves por parte das chefias aos operários, o que origina um grande mal-estar.  Por fim, há informações que dão conta que o Sindicato ainda não tem em sua posse o Quadro de pessoal e o Balanço social da empresa.

Vila Nova de Gaia, 10 de Março de 2011
a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP

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NI PCP/Gaia – São necessárias obras na ES Oliveira do Douro – 9.3.2011

Deputados do PCP na Assembleia da República questionam governo acerca das condições degradantes para alunos, professores e funcionários da Escola Secundária de Oliveira do Douro.

Em causa estão problemas estruturais do edifício, infiltrações e humidades numa escola que, recorde-se, ainda tem telhados contendo amianto.

Texto do Requerimento apresentado pelo Deputado Jorge Machado:

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República

A Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Oliveira do Douro, no concelho de Vila Nova de Gaia, tem cerca de 600 alunos e encontra-se num estado de degradação elevado.

Os problemas que esta escola tem não permite garantir as condições mínimas de funcionamento.

Problemas de infiltrações generalizados, quer nas salas de aula quer nas zonas comuns, cantinas e polivalente (este último chegou a estar interdito em dias de chuva) assumem uma particular gravidade.

Este é um exemplo da degradação a que chegaram muitas escolas públicas, que coloca em risco a saúde que impede o rendimento escola, que coloca professores e funcionários a trabalhar em condições inaceitáveis.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Educação o seguinte:

1.º Está este Ministério a considerar ou tem planeada alguma intervenção nesta escola?

2.º Que medidas vai este Ministério tomar, no plano imediato,  para minimizar esta situação?”

Vila Nova de Gaia, 9 de Março de 2011

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP

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7 de março de 2011

NI - PCP/Gaia - PCP Visita Centro Hospitalar de Gaia/Espinho - 07.03.2011

Uma delegação do PCP no qual se incluiu Honório Novo, deputado na Assembleia da República reuniu hoje com membros da Administração e visitou as instalações desta unidade Hospitalar.

Do encontro e visita torna-se claro que a actual situação deste Hospital é incomportável, para quem recorre aos serviços e para quem tem de trabalhar em condições altamente precárias.

Ao longo dos anos, num processo que continua, vão sendo investidos milhões em obras de remendo e circunstância, sem que o problema estrutural seja resolvido: este Hospital não serve, é uma adaptação desde a sua origem, não tem perfil nem instalações para as funções nem para o volume populacional que serve.

A solução passa pela construção imediata do novo Hospital. Todos os estudos e questões técnicas estão resolvidas, falta a vontade política para financiar e avançar com este investimento.

PS e PSD, são os responsáveis pelo atraso deste processo, negociaram o Orçamento de Estado restritivo e remeteram a construção  deste Hospital para uma comissão de avaliação dos investimentos em parceria público-privada.

Agora, vão esgrimindo argumentos e empurrando as culpas de uma decisão que é responsabilidade dos dois.

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP defende a imediata construção do novo Hospital de Vila Nova de Gaia com fundos públicos,  e relembra o desastre que tem sido as parecerias público-privadas na saúde.

Recorde-se que, o grupo parlamentar do PCP propôs em Orçamento de Estado a dotação de verbas para a construção deste Hospital, tal proposta foi chumbada por PS e PSD.

No plano local, fica ainda a dúvida se este atraso não se deverá à cedência do poder político aos interesses privados da saúde, com o aparecimento de unidades e alargamento de serviços noutras que fazem da saúde um negócio à custa dos dinheiros e financiamentos públicos.

Vila Nova de Gaia, 7 de Março de 2011

a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia

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NI - PCP/Gaia - O PCP intervém em Gaia - 07.03.2011

Em estreita ligação entre as estruturas locais e os deputados na Assembleia da República, o PCP continua a intervir a nível local para resolver os problemas dos trabalhadores e das populações locais. Como sempre o foi, o Partido Comunista Português não é igual aos demais partidos da Assembleia da República, pois os seus deputados conhecem e intervêm no distrito que os elegeu. Assim enviamos em anexo duas perguntas ao governo sobre problemas concretos de Vila Nova de Gaia.

1 - Grupo Parlamentar do PCP questiona Ministério do Trabalho e Solidariedade Social sobre discriminações a trabalhadores na empresa Barbosa e Almeida.

Texto:

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República

De acordo com informações que chegaram ao Grupo Parlamentar do PCP, a empresa Barbosa e Almeida (B.A) emprega 80 trabalhadores temporários, sendo que 50 são contratados pela empresa Randstad e 30 pela empresa Regivir.
Tendo em conta que dentro das instalações fabris do Grupo da empresa B.A Vidro, SA, em Avintes, Vila Nova de Gaia, trabalham cerca de 280 trabalhadores e mais 15 afectos à empresa mãe B.A Glass I - Serviços de gestão e investimentos, SA, podemos concluir que cerca de 27% dos trabalhadores são temporários.
Contudo, estes trabalhadores que executam o seu trabalho nas linhas de produção e que exercem o seu trabalho nas mesmas categorias profissionais que os do quadro de pessoal da BA., ocupam postos de trabalho permanentes.
A única diferença entre estes trabalhadores temporários e os que tem um contrato de trabalho efectivo é que os temporários ganham substancialmente menos que os restantes trabalhadores, chegando as diferenças salariais a atingir os 200 euros mensais.
Além disso, os 15 trabalhadores afectos à empresa mãe BA Glass I - Serviços de gestão e investimentos, SA. que estão numa secção de produção dentro destas instalações fabris, não se encontram abrangidos pelo acordo salarial, ou seja, pertencendo ao mesmo grupo, não têm direito ao prémio variável que os demais trabalhadores têm.

Além da existência de discriminação salarial atrás descrita, estes 15 trabalhadores são também discriminados no valor que recebem a título de subsídio de alimentação, uma vez que há diferentes valores atribuídos dentro da empresa e são obrigados a utilizar umas cabines plásticas como casas de banho. Tendo em conta que existem instalações sanitárias mais condignas dentro da empresa, não se percebe por que razão estes trabalhadores não podem usar essas instalações.
Por outro lado, sendo esta uma profissão em que o pó e sujidade se acumulam no exercício das funções, ao longo do dia de trabalho, esta empresa tem chuveiros à disposição dos trabalhadores, mas não para todos. A verdade é que as chefias (que pertencem à BA Vidro) não permitem o acesso dos trabalhadores da empresa mãe a estes chuveiros.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social o seguinte:

1.º Conhece este Ministério estas ilegalidades que se estão a cometer nas instalações da BA, Vidro SA, em Avintes?

2.º Que medidas vai este Ministério tomar, nomeadamente inspectivas, para pôr termo a este abuso no uso de trabalhadores temporários? Que medidas vai este Ministério tomar para repor a legalidade e consequentemente integrar estes trabalhadores temporários nos quadros de pessoal da empresa?

3.º Que medidas vai este Ministério tomar para assegurar os mesmos direitos para todos os trabalhadores que laboram nesta unidade fabril, em Avintes? “

2 - PCP questiona Governo sobre o encerramento da Farmácia de Sandim

Texto:

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República

A única farmácia na freguesia de Sandim, concelho de Vila Nova de Gaia, encerrou, deixando aquela população sem alternativas.
Esta freguesia, que tem 15,97 km² de área e 6 326 habitantes, segundo os censos de 2001, ficou assim privada de um serviço importante para a população.
Importa referir que esta farmácia - Farmácia Santa Isabel - estava localizada junto à extensão de saúde de Sandim e era fundamental para uma população idosa que, além de sérias dificuldades económicas, é parcamente servida de transportes públicos.
Ao que foi possível apurar, o que motivou a deslocalização desta farmácia foram critérios meramente económicos - legítimos por parte dos proprietários, mas questionáveis por parte de quem pode ou não autorizar este processo.
A verdade, é que esta farmácia reabriu num centro comercial a mais de 20km de Sandim.
Assim a farmácia mais perto de Sandim fica em Seixo Alvo no Olival, a cerca de 5Km do local onde se encontrava a Farmácia Santa Isabel.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Saúde o seguinte:
1.º Que critérios estiveram presentes para permitir a deslocalização desta farmácia?
2.º Teve este Ministério em consideração os impactos que o encerramento desta farmácia iria ter sobre as populações?
2.º Que passos estão a ser dados para que reabra uma farmácia em Sandim?

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4 de fevereiro de 2011

NI PCP/Gaia - Centro de Saúde de Avintes - 04.02.2011

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou hoje na Assembleia da República um Requerimento onde solicita ao Governo respostas quanto à actual situação do Centro de Saúde de Avintes.
Servindo uma população de cerca de 12500 utentes, esta unidade de saúde tem cerca de 4000 utentes sem médico de família.
Há cerca de dois meses, dois dos 7 médicos que exerciam actividade nesta unidade deixaram de o fazer sem que fossem substituídos.
Esta é uma situação que preocupa a população e que revela bem as consequências dos ataques à saúde pública realizados por este Governo, com a muleta do PSD.

É o seguinte o texto do Requerimento apresentado:

“Assunto: Extensão de Saúde de Avintes (Vila Nova de Gaia)

Destinatário: Ministério da Saúde

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República

A extensão de saúde de Avintes (Vila Nova de Gaia) serve um universo de utentes que ronda os 12500. Destes, cerca de 8000 têm atribuído médico de família, ficando 4500 fora do universo de cobertura.

Até há cerca de dois meses, trabalhavam nesta extensão de saúde 7 médicos. Recentemente dois dos médicos deixaram de exercer nesta extensão de saúde, não tendo sido substituídos nem havendo até agora perspectivas para a sua substituição.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do artigo 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto, com carácter de urgência ao Ministério da Saúde o seguinte:

  • Conhece o Ministério esta situação?
  • Que passos estão a ser dados para a substituição dos médicos que recentemente deixaram de estar ao serviço da extensão de saúde de Avintes?
  • Para além destes dois, está este Ministério a considerar o reforço do pessoal médico com vista à total cobertura da população por médicos de família?

Palácio de São Bento, 4 de Fevereiro de 2011”

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3 de fevereiro de 2011

CI da DORP do PCP – Alteração do Regime da Renda Apoiada – 3.2.2011

Realizou-se, hoje, uma Conferência de Imprensa no Centro de Trabalho do PCP, na Avenida da Boavista, Porto, que contou com a presença de Jorge Sarabando (eleito da CDU na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia), Rui Sá (vereador na Câmara Municipal do Porto), Pimenta Dias (eleito na Assembleia Municipal de Gondomar) e Paulo Tavares, membro da Comissão Concelhia de Matosinhos do PCP.

Nestes 4 concelhos (Porto, Gaia, Gondomar e Matosinhos) existem mais de 20 mil fogos de habitação social.

Rui Sá fez a apresentação pública do Projecto de Resolução do PCP que amanhã será sujeito a votação na Assembleia da República e que defende o seguinte conjunto de alterações ao actual Regime da Renda Apoiada:

  • Estabelecer para cálculo do esforço para pagamento de renda apoiada o valor líquido dos rendimentos auferidos e não o valor ilíquido como agora se dispõe;
  • Considerar para efeitos de cálculo dos rendimentos do agregado, com vista à aplicação da taxa de esforço, apenas os rendimentos dos elementos do agregado com idade igual ou superior a 25 anos;
  • Retirar do cálculo de rendimentos todos os prémios e subsídios de carácter não permanente, tais como horas extraordinárias, subsídio de turno, entre outros;
  • Considerar para efeitos de cálculo do rendimento do agregado apenas um valor parcial das pensões de reforma, aposentação, velhice, invalidez e sobrevivência, sempre que estas não atinjam o valor correspondente a dois salários mínimos nacionais;
  • Limitar o esforço com o valor da renda a pagar a 15% do rendimento do agregado sempre que este não exceda o valor correspondente a dois salários mínimos nacionais.

Jorge Sarabando referiu ainda o caso concreto dos moradores da Urbanização D. Manuel Martins, em Gaia, que no ano passado foram notificados pela Câmara Municipal de aumentos exorbitantes no valor das rendas (que em alguns casos chegaram a ultrapassar os 1000%), com base em critérios desconhecidos, e que a Câmara Municipal ainda não revelou apesar de tal ter sido solicitado em requerimento datado de Agosto de 2010.

As alterações propostas pelo Projecto de Resolução do PCP visam evitar situações como esta, melhorando e uniformizando os critérios sociais de cálculo da renda que, tal como estão, conduzem, sobretudo para famílias de mais baixos rendimentos, a um esforço desmesurado e a situações de injustiça.

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1 de fevereiro de 2011

NI PCP/Gaia – Resolução contra o encerramento das Finanças dos Carvalhos – 1.2.2011

Realizou-se, hoje, uma Conferência de Imprensa no Centro de Trabalho do PCP, em Vila Nova de Gaia. Contou com a presença de Honório Novo - deputado do PCP na Assembleia da República, João Pires - responsável Concelhio do PCP e Paula Batista - eleita na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia.

ci

O Grupo Parlamentar do PCP  apresentará na Assembleia da República, no decorrer desta semana,  um Projeto de Resolução (ver aqui) que recomenda ao Governo a manutenção da 3ª Repartição de Finanças de Vila Nova de Gaia (Finanças dos Carvalhos).

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22 de dezembro de 2010

NI do PCP/Gaia - Mais desemprego, maiores dificuldades para a população de Vila Nova de Gaia

Os dados do desemprego recentemente divulgados pelo IEFP colocam a nú o falhanço das opções e rumo político que PS, PSD e Presidente da República conduziram o País.

Mais 2.278 desempregados que em igual período do ano passado (Nov. 2009), uma taxa que ascende agora a 16,5% que se traduz em mais de 28 mil desempregados registados.

Um falhanço partilhado com o poder local, que insiste em linhas de desenvolvimento económico marcado pelo apoio ao sector terciário ligado ao capital (grandes superfícies de distribuição), com emprego precário e mal pago, enquanto assiste ao definhamento do sector produtivo e das micro pequenas e médias empresas.

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP insiste na necessidade de um outro rumo, com outra política e outros protagonistas, uma política de desenvolvimento que aposte na elevação dos rendimentos dos trabalhadores, não só por questões de justiça mas também como factor de desenvolvimento do mercado interno e do sector produtivo, de apoio ao tecido empresarial de menor dimensão, uma política de justiça fiscal  que arrecade receitas naquelas que podem e não pagam (capital financeiro e grandes grupos económicos).

Uma política de ruptura e mudança que a candidatura de Francisco Lopes, à Presidência da República, representa, sem ambiguidades ou compromissos duvidosos, uma oportunidade do Povo Português sinalizar o seu descontentamento e protesto e afirmar com esperança um Portugal com futuro.

Vila Nova de Gaia, 22 de Dezembro de 2010

a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP

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16 de dezembro de 2010

Nota de Imprensa do - Mandatário Concelhio/Gaia Presidenciais Francisco Lopes

Vimos por este meio informar sobre a nomeação do mandatário Concelhio de Vila Nova de Gaia da candidatura Presidencial de Francisco Lopes:

  • João Pires, 38 anos, membro do Comité Central do PCP, do secretariado e executivo da Direcção Regional do Porto do PCP e responsável Concelhio de Vila Nova de Gaia do Partido Comunista Português.

A candidatura de Francisco Lopes é um sinal de esperança no futuro de Portugal, apontando um novo rumo de ruptura e mudança. Transporta a confiança necessária para reunir as forças que defenderão a Constituição da República e que lutarão por um país soberano e independente.

A dinâmica da candidatura de Francisco Lopes tem alcançado, em Vila Nova de Gaia, a simpatia, o interesse e muitos apoios, angariada nas acções de contacto e esclarecimento com os gaienses e nos trabalhadores das empresas do Concelho.

É uma prova da importância e do significado desta candidatura, que sublinha os princípios democráticos e de progresso que contempla, sendo valorizados durante toda a campanha eleitoral.

Vila Nova de Gaia, 16 de Dezembro de 2010

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7 de dezembro de 2010

Deputada do PCP no PE em defesa da cerâmica tradicional

A Deputada do PCP no Parlamento Europeu Ilda Figueiredo apresentou ontem uma Pergunta sobre os apoios à defesa e valorização da cerâmica artística tradicional, que abaixo se transcreve:

É da maior importância apoiar a salvaguarda das actividades tradicionais que fazem parte da cultura de um povo e de uma região, como é o caso da cerâmica artística, em Vila Nova de Gaia. Ainda existem algumas velhas fábricas e espólios muito valiosos, além de ceramistas que tentam continuar esta tradição secular. Mas faltam os incentivos e apoios necessários, designadamente para a juventude interessada, incluindo também para a construção de um espaço museológico e para a valorização destas actividades. Assim, solicito à Comissão Europeia que me informe do seguinte:

  1. Que programas existem para apoiar estas actividades tradicionais?
  2. Que apoios podem ser concedidos para a construção de um espaço museológico de salvaguarda da tradição da cerâmica artística em Vila Nova de Gaia?

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6 de dezembro de 2010

NI do PCP/Gaia – Conclusões da Comissão Concelhia - 6.12.2010

Conclusões da CC de VNG do PCP de 3 de Dezembro de 2010.

  • Grandiosa Greve Geral em Gaia
  • OE 2011 rumo de desastre para o país!
  • Propostas CDU na Assembleia Municipal
  • Francisco Lopes em Gaia

· Grandiosa Greve Geral em Gaia

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia saúda a Greve Geral de 24 de Novembro e os trabalhadores do Concelho.

Uma greve com níveis de adesão e compreensão históricos, mesmo num quadro de pressão e chantagem constantes sobre os trabalhadores.

Pressão ideológica sobre a alegada inutilidade da luta, chantagem decorrente da imposição ilegítima de serviços mínimos que visam condicionar o direito à greve, pressão económica dirigida sobretudo a trabalhadores com vínculo precário, com a ameaça de despedimento e de perdas nas remunerações (prémios) e o condicionamento ilegal, com o recurso, em vários casos, à força por parte da PSP e da GNR, para dar cobertura à violação do direito à greve.

Uma greve cuja existência e força, a comunicação social tentou silenciar, à semelhança do que fez o governo e os partidos políticos que se sentiram incomodados. Um êxito, tanto mais assinalável quando centenas de milhares de trabalhadores se vêem confrontados com situações de endividamento e com o agravamento do custo de vida. Trabalhadores para quem, a realização de um dia de greve, implica prescindirem de um dia do seu salário.

Depois desta Greve Geral nada fica como dantes! Os trabalhadores portugueses deram um sinal de dignidade, confiança e esperança. O seu impacto e significado não podem ser ignorados.

Uma Greve que teve expressão em diversos sectores. Nos serviços públicos (Hospitais, escolas, transportes, etc…), encerrados ou fortemente afectados, no sector financeiro com vários balcões encerrados, nas oficinas da Câmara e Águas de Gaia, em diversas Juntas de freguesia e em várias empresas do Concelho.

Uma Greve Geral que, em todo o seu processo de afirmação, foi alvo de ataques ilegais por parte da Câmara Municipal, com retirada de propaganda da Greve Geral.

Que PSD-CDS não esteja de acordo com a Greve Geral, aceitamos. Não podem estar e não estarão de acordo todos os que são arqui-responsáveis por um rumo político que conduziu o País ao estado que está hoje. Todos os que são arqui-responsáveis pelo PEC1, PEC2, PEC3 e Orçamento de Estado. Mas o que não pode fazer é colocar-se acima da lei, retirando propaganda política devidamente assinada, datada e colocada em sítios que não são, tão pouco, propriedade da Câmara Municipal.

A Câmara de Gaia utiliza para fins meramente políticos, meios municipais ou ao serviço do Município, meios pagos por todos nós gaienses.

A retirada desta propaganda é um mero exercício que tentou diminuir a Greve Geral e o PCP, enquanto força política transportadora de um rumo e um caminho político patriótico e de esquerda, um rumo de ruptura com as políticas que os executores da política da crise representam e estão submetidos.

O PCP não se deixa intimidar, as ruas e Avenidas de Gaia não são coutadas Municipais! O PCP continuará a afirmar nas ruas, com os meios que dispõe, as suas propostas, iniciativas e denúncias.

· OE 2011 rumo de desastre para o país!

A aprovação do Orçamento de Estado para 2011 confirma o prosseguimento de um rumo político de desastre para o País.

Confirma igualmente a convergência política entre PS, PSD e Presidente da República, unidos na linha de desastre, aprofundamento das desigualdades e injustiças sociais.

É ainda, neste previsível quadro de agravamento, que se devem ler as inaceitáveis pressões vindas da União Europeia, que o Governo português acaba de aceitar, no sentido de retomar a ofensiva anti-social, numa linha que aprofunda as desigualdades e injustiças sociais, que determina o declínio da nossa produção, assente na perda da soberania nacional. Com o pretexto da necessidade de reformas estruturais, querem impôr novas alterações às leis laborais, com óbvio objectivo de desregular ainda mais os horários de trabalho, reduzir as remunerações e liberalizar os despedimentos. Uma ofensiva que o Governo português acatou, anunciada por um estrangeiro, colocando-se numa posição desprestigiante, de clara submissão e de perda da soberania nacional. Uma ofensiva que quer levar mais longe o ataque ao SNS, com o alargamento da privatização de serviços de saúde e a concretização de novas limitações no acesso, aos cuidados de saúde, das populações; bem como, destruir o que resta do sector e serviço público de transportes.

· Propostas CDU na Assembleia Municipal

Realizou-se, na passada semana, a Assembleia Municipal. A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP destaca a importância da moção para, recomendar ao Governo a retirada do pórtico da A29 em Gulpilhares, apresentada pelos eleitos da CDU e aprovada na mesma. Assim como a proposta relactiva à taxa municipal do direito de passagem, recomendando à Câmara que accione os mecanismos necessários, no sentido de reaver as verbas indevidamente retidas pelas empresas em causa, e ao governo e ANMP para que esta taxa seja paga pelas empresas e não os munícipes. Pela negativa, a aprovação, com votos contra da CDU, das taxas de IMI e da Derrama, que voltaram a ser aprovadas pelos valores máximos. As propostas da CDU foram recusadas, pelo PSD/CDS, a que visava diminuir o peso do IMI sobre as famílias e, pelo PSD/CDS e BE, a que pretendia desonerar a Derrama sobre as micro e pequenas empresas do Concelho.

A CDU denuncia a continuação dos ataques aos bolsos dos Gaienses, que serão acompanhados, nos próximos tempos, por novas medidas gravosas para o rendimento disponível (para quem ainda o tem!) da população.

· Francisco Lopes em Gaia

O PCP chama a atenção para o almoço, do dia 18 de Dezembro, na escola do Freixieiro (Oliveira do Douro), que contará com a presença de Francisco Lopes, membro do Secretariado, da Comissão Política do Comité Central do PCP e candidato à Presidência da República.

Vila Nova de Gaia, 3 de Dezembro de 2010

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia

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3 de dezembro de 2010

Agenda – CDU visita Vilar do Paraíso – 4.12.2010

Uma delegação da CDU, integrando o Deputado Municipal Jorge Sarabando, e outros eleitos e activistas da CDU, desloca-se a Vilar do Paraíso para contactar com as realidades e problemas locais.

O Ponto de encontro será no Parque de São Caetano - junto à Igreja - às 11h30m.

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26 de novembro de 2010

NI do PCP/Gaia – Trabalhadores da VALSAN lutam pelo emprego -

Esta manhã, os trabalhadores da Valdemar Santos, lda (ValSan) manifestaram-se, em frente ao Governo Civil do Porto, exigindo emprego com direitos e a manutenção dos postos de trabalho. Após a entrada do pedido de insolvência, há já diligências para encontrar um investidor que possa manter a laboração nesta empresa, processo que está a ser acompanhado pelo SITE-NORTE - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (CGTP-In).

O PCP marcou presença solidária nesta concentração, recordando aos trabalhadores que actuou na Assembleia da República, no Parlamento Europeu e na Assembleia Municipal de Gaia, confrontando os poderes políticos sobre a situação da empresa e reafirmou a necessidade de, qualquer que seja a solução a encontrar, garantir os direitos adquiridos destes trabalhadores.

Num Concelho particularmente atingido pela crise e pelo desemprego, este é mais um exemplo de uma empresa, que tendo recebido 2,3 milhões de fundos públicos, desde 2001, encerra perante a passividade dos executores da política de direita.

Vila Nova de Gaia, 26 de Novembro de 2010

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP

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3 de novembro de 2010

NI do PCP/Gaia - Risco de encerramento da ValSan - Valdemar dos Santos, Lda - 3.11.2010

As consequências da política de direita continuam a fazer estragos em Vila Nova de Gaia. A empresa Valdemar dos Santos poderá encerrar enviando cerca de 200 trabalhadores para o desemprego.
Fundada em 1923, ou seja com 87 anos, poderá encerrar mais uma importante empresa do Sector metalúrgico.
Trabalhadores e famílias que correm o risco de perder o seu posto de trabalho e ser duplamente penalizados pelas medidas anti-sociais cozinhadas entre PSD e PS.
Trabalhadores, entre os quais vários casais, e de idade em que dificilmente reconstituirão a sua vida em termos laborais, irão engrossar o número de desemprego no Concelho de Vila Nova de Gaia.
Ainda em Janeiro deste ano foi aprovado, no âmbito do QREN, um apoio a esta empresa de 25 mil euros para formação. Desde 2001, o total de investimentos realizados pelo Estado tem um impressionante número de 2 milhões e 300 mil euros (7 milhões e meio de investimento). Quais foram as contrapartidas exigidas a nível de responsabilidade social? Em 2006, esta empresa estava na 877ª posição no ranking das 1000 maiores empresas, a nível nacional.

O que aconteceu? Uma empresa com representações no Reino Unido e nos Estados Unidos não tem encomendas? Quais foram os resultados obtidos em 2007, 2008 e 2009?
A destruição do tecido produtivo é, em parte, dado que o desemprego (na ordem dos 18%) continua a subir neste Concelho que Menezes diz que é um exemplo para o país, substituído por criação de trabalho nos serviços, com remunerações baixíssimas e contratos de trabalho precário e a prazo. Este é o caminho que trilha a política de direita. O silêncio do PSD acerca da redução de salários constante do OE para 2011 (é de notar que os aumentos no sector privado seguem os da Administração central, regional e local) é conivente com o PS e afirma o populismo deste partido e o seu apoio ao crescente processo de exploração de quem trabalha.
A justeza desta Greve Geral, do dia 24 de Novembro, está mais que justificada e ela é dirigida, não só contra o governo mas também contra o PSD e todos os que apoiam as políticas de direita, contra o capital financeiro e contra os grandes grupos económicos.
O PCP questionará através dos deputados na Assembleia da República o Governo face à situação desta empresa e destes trabalhadores.

Vila Nova de Gaia, 3 de Novembro de 2010
a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP

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26 de outubro de 2010

NI - Uma política de duas caras - 26.10.2010

O Presidente da Câmara de Gaia, Dr.Luís Filipe Menezes, produziu hoje inflamadas declarações à Comunicação Social de crítica às portagens nas SCUTs, com base nos evidentes malefícios que tal medida está a provocar ao País e às empresas.

Já na passada semana – e só então - se tinha insurgido contra a localização de um pórtico em Gulpilhares, que há já muitos meses, desde que se iniciou todo o processo, ali está colocado.

Esta atitude do Presidente da Câmara de Gaia só pode causar espanto e indignação aos mais atentos.

De facto, no momento em que podia influir no curso dos acontecimentos, não o fez, bem pelo contrário.

Recorda-se que a CDU apresentou na Assembleia Municipal, em 25/11/09 e em 24/02/10, duas moções contra a introdução de portagens nas SCUTs, que foram rejeitadas pela maioria PSD/CDS; e à época o Dr. Filipe Menezes fazia o discurso sobre o interesse nacional das novas taxas a criar.

É uma política de duas caras, antes e depois: sim às portagens, quando ainda se pode contribuir para as evitar; não às portagens, quando já não se as pode impedir.

As contradições do Presidente da Câmara de Gaia sucedem-se. Sempre defendeu e promoveu a proliferação de empresas municipais, e a maioria PSD/CDS, que dirige, sempre combateu as iniciativas e posições tomadas a este respeito pela CDU, e ainda há pouco tempo considerou publicamente uma “imbecilidade” a proposta de extinção das empresas municipais. Mas agora ordenou a redução do número de empresas municipais.

Esta prática de duas caras e dois discursos, consoante as circunstâncias, pode ser muito eficaz no plano da imagem e do efeito político. Mas é deplorável no plano ético.
   
26.Outubro.2010
CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa


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24 de setembro de 2010

Nota de Imprensa - Actividade das Colectividades de Gaia em risco - 24.9.2010

Maioria PSD/CDS trava acompanhamento da situação
Na Assembleia Municipal do passado dia 22 foi apreciada a questão do apoio camarário às instituições e colectividades do Concelho.
O agendamento deste ponto, que teve por origem uma iniciativa da CDU, e apesar de a maioria PSD/CDS ter inviabilizado medidas concretas, foi positivo por ter trazido para a luz do dia um grave problema que a Câmara gostaria de ver tratado no segredo dos gabinetes, com o movimento associativo gaiense à mercê do seu poder discricionário.
A CDU lamenta que a sua proposta de constituição de uma Comissão de Acompanhamento, no âmbito das competências legais da Assembleia Municipal, tenha sido rejeitada pela maioria de direita.
Tal Comissão, com objecto e prazo de vigência bem definidos, permitiria uma apreciação mais ampla e rigorosa dos apoios a prestar às instituições gaienses no próximo ano, visando o prosseguimento eficaz das suas actividades.
A CDU votou favoravelmente uma outra recomendação visando regulamentar tais apoios, também rejeitada pela maioria, embora entenda que não responde à questão prioritária – evitar que a actividade cultural, desportiva e de apoio social em Gaia seja afectada pela quebra do apoio financeiro prestado pela Câmara.
A CDU considera que é da maior importância que os dirigentes e activistas destas estruturas se mantenham atentos e reivindicativos neste âmbito.

Regulamento de Taxas e Compensações urbanísticas – mais discricionariedade
Foi também apreciada uma alteração do Regulamento de Taxas Urbanísticas, tendo a CDU criticado os valores exorbitantes de algumas delas, com montantes escandalosos, em particular numa situação de grave crise como actualmente se vive, e que agravam o impacto sobre os cidadãos.   
Por outro lado, a CDU criticou o aumento do âmbito das possibilidades de o Executivo reduzir algumas taxas a empreendimentos imobiliários por si escolhidos, chegando até à isenção, sendo que o único critério é um vago “interesse colectivo”, o que é um “guarda-chuva” muito largo que abre espaço para decisões discricionárias e opções políticas duvidosas.

CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa


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16 de setembro de 2010

NI - PCP Gaia - Trabalho em Setembro - 15.09.2010

A Comissão Concelhia de V N Gaia do PCP emitiu a seguinte Nota de Imprensa:

"A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP (CCVNG PCP), reunida a 13 de Setembro de 2010, analisou os principais traços da evolução política e social e apontou metas e objectivos de trabalho para o mês de Setembro.

Num quadro social marcado pelo agravamento das condições de vida  dos trabalhadores e do povo, em que as dificuldades de uns convivem com lucros escandalosos e com a opulência de outros, a CCVNG do PCP denuncia a falência do rumo político prosseguido por PS, PSD e CDS ao longo de mais de 30 anos.

Em Vila Nova de Gaia, esse agravamento é visível, a Alert (empresa do ramo informático), com facturações que ascendiam a 36,4 milhões de euros no ano de 2008 e em 2009 superiores a 42 milhões de euros prepara-se para não renovar contratos a cerca de 120 trabalhadores.

A Sunviauto, numa atitude de perseguição inaceitável aplica lay-off (redução do período normal de trabalho) a todos os trabalhadores que não aceitaram o banco de horas, ao mesmo tempo que os ameaça com processos disciplinares, isto num sector (automóvel) que beneficiou de apoios anti-crise do Governo, sector este que apresenta desde o inicio do ano sinais de recuperação na produção.

É o grande patronato a sentir carta branca e rédea livre para aumentar os níveis de exploração e reduzir direitos com a complacência e silêncio do poder político governamental e autárquico.

A CCVNG do PCP apela aos trabalhadores e ao Povo de Gaia que se mobilizem e sejam parte activa na luta contra esta política, na exigência de um novo rumo político ao serviço dos trabalhadores e das camadas exploradas, luta esta que terá momento alto, com a convocação pela CGTP-In, para o próximo dia 29, de paralisações, greves e manifestações no Porto e em Lisboa.

 

A CCVNG do PCP manifesta a solidariedade com as reivindicações dos pais da EB1 de Corveiros, que legitimamente exigem as condições necessárias para a educação das suas crianças e que se indignam perante o rasgar de compromissos assumidos pela Autarquia, nomeadamente no que respeita à existência de salas de aula dignas, de uma cantina e de ATL.

A CCVNG do PCP denuncia a situação precária em que estão a ser contratados os cerca de 300 docentes para leccionarem actividades extra-curriculares em Vila Nova de Gaia, com contratos com duração de 9 meses, é a Autarquia a dar o exemplo de precariedade e injustiça, colocando os profissionais da educação em situação de incerteza e com a vida a prazo. Denúncia ainda o crescente horário de trabalho dos docentes do 1º ciclo do ensino básico, o desrespeito por uma classe profissional de estrema importância para o futuro do nosso País.

O PCP denuncia a falta de respostas da rede pública pré-escolar, em vagas e em adequação aos horários dos pais trabalhadores e o negócio com ATL´s privados para complementos de horários.

A maioria PSD-CDS na Câmara Municipal, convive bem com as opções políticas do ministério da educação e é conivente no ataque à educação pública e gratuita consagrada na constituição.

 

A CCVNG PCP, valoriza o sucesso que representou mais uma edição da Festa do Avante.

A Festa, confirmou-se mais uma vez como a maior iniciativa político-cultural do País, contou com a participação de centenas de Gaienses que fizeram da Atalaia a cidade do futuro, comunistas, outros democratas e gente sem partido, mas unidos no espírito fraterno que a Festa do Avante comporta, no sonho e na possibilidade concreta de construção de uma sociedade mais justa.

A CCVNG PCP saúda os activistas e amigos da Festa que asseguraram de forma abnegada e militante o espaço de Gaia na Festa.

 

A CCVNG do PCP anuncia a realização dum Comício/Festa, no dia 25 deste mês, com a participação do Secretário Geral do PCP Jerónimo de Sousa, a realizar-se no auditório do Parque Biológico em Avintes pelas 15h30.

Comício de festa e de luta, afirmação de esperança num Portugal com futuro.

 

A CCVNG PCP chama a atenção para uma importante discussão que vai ter lugar no dia 22 do presente mês na Assembleia Municipal, referente aos  cortes dos apoios às colectividades do Concelho.

Depois da insistência da CDU para que fosse agendada uma Assembleia Municipal extraordinária para discutir o tema, e depois da recusa da maioria PSD/CDS, esta decidiu a sua inclusão em reunião ordinária da Assembleia Municipal, numa tentativa de a embrulhar no meio da actividade e discussão de outros temas retirando-lhe assim a importância com a qual este assunto deve ser avaliado e discutido.

A CDU apela às colectividades do Concelho que compareçam nesta Assembleia Municipal e para expressarem de viva voz o repúdio pelos cortes Camarários.

 

O PCP levará a cabo uma campanha Nacional em defesa do aparelho produtivo e do emprego.

Trata-se de uma acção nacional com iniciativas descentralizadas em todo o País. Em Gaia terá a sua expressão no comício de dia 25 de Setembro  assim como no contacto com os trabalhadores e a população de Gaia na afirmação da possibilidade de um outro rumo, uma outra política, outras opções e outros protagonistas.

 

A CCVNG PCP saúda a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, uma candidatura que se diferencia de todas as outras, pelo descomprometimento perante a situação social em que nos encontramos,  e comprometida com um projecto de ruptura e mudança, com a constituição e projecto de Abril, projecto de futuro para um País mais justo fraterno e solidário.

A campanha presidencial, merecerá dos comunistas de Gaia o empenho e a dedicação, na mobilização e esclarecimento que a situação política e social merece.

Vila Nova de Gaia, 15 de Setembro de 2010

Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP


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19 de julho de 2010

CI - CDU Chumba Política Educativa no Concelho - 15.7.2010

A política educativa do Executivo da Câmara, que é essencialmente uma política de investimento nas grandes construções de pólos escolares, não revela, nem uma análise profunda da realidade do Concelho que vá ao encontro das necessidades de cada uma das localidades e das suas populações, como também não demonstra qualquer tipo de apreço e respeito, quer pelos docentes, quer pelos profissionais das Actividades de Enriquecimento Curricular, quer pela escola pública.

São claros e evidentes os enormes problemas que a municipalização do ensino trará à escola pública. Não será a qualidade, disso estamos certos, a grande preocupação manifestada.

Vejamos os pontos estruturantes da política educativa no Concelho da maioria PSD/CDS-PP, não tendo oposição do PS:
  • Aposta em pólos escolares, colocando de fora as escolas de área de residência (muitos alunos por menos dinheiro). Aplica-se uma receita sem ter em consideração que os planos aplicados a freguesias urbanas não terão os mesmos efeitos em freguesias rurais grandes, onde muitas vezes a habitação é dispersa.
  • Continua a não existir uma rede de transportes escolares, e a rede de transportes só por anedota pode ser viável. Por outro lado, são as vias que não oferecem o mínimo de condições de circulação diária de grandes fluxos de trânsito para a deslocação dos pais até as escolas (isto para os que possuem automóvel). Tal situação conduz à desumanização das comunidades, ao corte com a família, e a crescente desertificação e envelhecimento das zonas menos urbanas.
  • Uma gestão do Parque Escolar assente na aposta da construção de Pólos Escolares no Concelho, sem se vislumbrar prazos de construção e esquecendo entretanto obras prioritárias e inadiáveis como: cantinas, pavilhões e, muitas vezes, pequenas obras para dotar as salas do mínimo conforto. Como exemplo: EB1 de Corveiros - Grijó, Afurada, salas modulares da EB1JI dos Carvalhos.
  • Apesar das grandes promessas, efectivamente, o alargamento do pré-escolar é uma miragem longe de concretização. Como sabemos a educação é a melhor aposta que podemos fazer para o desenvolvimento dum País e naturalmente dum Concelho.
  • Telhados de fibrocimento é um escândalo. Apesar de constar no plano e orçamento da Câmara Municipal, o que vemos não é mais do que um manifesto de boas intenções. Mas o povo é sábio e costuma dizer: de boas intenções está o inferno cheio. Uma situação que se mantém apesar duma directiva comunitária que recomenda a retirada dos mesmos, por colocar em causa a saúde humana e de ter sido aprovada em Assembleia Municipal, por unanimidade, a substituição destas coberturas.
  • Actividades de Enriquecimento Curricular (AECs) implementam-se sem salas adequadas às suas práticas (sala de música, sala de expressões com água e bancadas para o uso de barro, pintura, informática com computadores para todos).
  • As AECs, tal como o nome indica, realizam-se depois da componente lectiva e não no início ou fim da manhã ou tarde, isto é, quando dá jeito, até para se cumprir o preceito de serem facultativas
  • Os profissionais que leccionam estas actividades continuam a ser pagos a preço de tarefeiros. A Câmara Municipal (PSD/CDS-PP) recusa a integração destes profissionais de acordo com a sua categoria profissional; pelo contrário, sujeita estes agentes educativos a salários miseráveis, aos recibos verdes com ausência de direitos, com elevadíssimos níveis de precariedade.
  • A Câmara Municipal vangloria-se das suas boas relações com o Ministério da Educação e, de facto, assim é. Unidos na degradação da escola publica, não deve ser alheio o crescente papel do ensino privado (o negócio), que representa, hoje, mais de 20% no Concelho.
  • A leccionação do Inglês bem como a Prática Desportiva quando integradas nas AECs representam o empobrecimento do currículo Nacional, além de perverter todo o sentido lúdico e facultativo destas.
  • Os livros oferecidos aos alunos e o material didáctico continua, em parte, por pagar aos comerciantes de Gaia. Facto assumido em reunião da Assembleia Municipal pelo vereador Firmino Pereira.
  • O PEC e as medidas de austeridade que resultam do casamento e convergência política entre PS e PSD e que contam com a solidariedade do actual Executivo Municipal são más notícias para a política educativa em Gaia. O corte no investimento público representará o adiamento, sem prazo, da resolução de muitas carências educativas em Gaia. Veja-se e avalie-se o absurdo da prioridade que representa a transferência das verbas dos Pólos Escolares para a construção da Via Panorâmica do Centro Histórico.

Para a CDU é prioritário, para o próximo ano lectivo:

  1. Reforço da rede pública do Pré-Escolar combatendo as listas de espera, de forma a assegurar o preceito da escola pública de qualidade para todos, em todos os níveis de ensino.
  2. Assegurar aos professores das AECs remuneração condigna, estabilidade laboral e condições para exercer a sua actividade profissional
  3. A substituição de todos os telhados de fibrocimento.
  4. A recuperação das escolas e dos espaços lectivos, dotando-as de condições para a prática Desportiva e de Lazer. li>
  5. A implementação de uma rede de transportes escolares em condições de segurança, conforto e que responda às reais necessidades de pais e alunos.
  6. O pagamento atempado às famílias carenciadas dos subsídios de apoio.
  7. A efectivação da democraticidade, possibilitando o espaço de debate necessário e participação dos intervenientes educativos: pais, alunos, professores e auxiliares de acção educativa, dado a sua pouca representatividade no Conselho da Educação.


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