23 de abril de 2007

Abril sempre! - Texto de IF

Foi há 33 anos que a revolução de 25 de Abril de 1974 pôs fim ao fascismo. A unidade que se gerou entre o Movimento das Forças Armadas e o Povo Português (MFA/POVO) criou as condições para pôr fim ao regime de opressão, censura, falta de liberdade e democracia, de guerra e emigração massiva, de pobreza, exploração e miséria, de analfabetismo e gritantes injustiças sociais.

Foi com a revolução de Abril que vivemos dos melhores tempos das nossas vidas, com alegria e participação popular na construção de um País mais justo, com liberdade, progresso e desenvolvimento ao serviço de todos.

Foi com a Revolução de Abril que as populações carenciadas tiveram acesso ao serviço nacional de saúde e à educação pública universal e gratuita durante mais anos, que os trabalhadores conseguiram emprego com direitos, incluindo o direito à greve e à segurança social pública e universal, e, em muitos casos, a uma habitação com um mínimo de dignidade.

Foi apenas com a Constituição de Abril que, pela primeira vez, as mulheres portuguesas viram consagrado na lei o estatuto da igualdade de direitos e oportunidades.

No entanto, muitos destes direitos têm vindo a ser sistematicamente destruídos, por sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP, que, combatendo os valores de Abril, têm comprometido também o desenvolvimento e o progresso do País, criando os graves problemas da actualidade.

Por isso, este ano as comemorações do 25 de Abril são já, também, uma preparação para as lutas que se vão intensificar nos próximos tempos, com destaque para a greve geral que a CGTP acaba de marcar para o dia 30 de Maio.

Entre Abril e Maio novas e importantes lutas se vão desenvolver em Portugal para defender os ideais de Abril, a justiça social, o progresso e a dignidade de quem trabalha, a saúde pública, a educação e a segurança social, por melhores condições de vida.


Ilda Figueiredo


 

 

 

 

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22 de abril de 2007

Agenda - Conferência de Imprensa - 24.4.2007, 16h

Realiza-se amanhã, dia 24, terça-feira, pelas 16h00, no Centro de Trabalho do PCP (Av. da República, 664), uma Conferência de Imprensa subordinada à questão acima referida, em que participarão as Deputadas Municipais Filomena Tavares e Ana Valente, e outros elementos da CDU, e em que serão analisadas as últimas situações vividas na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia.

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20 de abril de 2007

Agenda - 21.4.2007 - 15 H - Debate sobre Centro Histórico

No sábado, 21 de Abril, pelas 15h, a CDU/Gaia leva a efeito um Debate sobre os problemas do Centro Histórico de Gaia, que terá lugar nos "Mareantes do Rio Douro" e contará com a participação da Vereadora Ilda Figueiredo e outros eleitos municipais da CDU.





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17 de abril de 2007

25 Abril Sempre! - por PT

À data da Revolução de Abril, eu tinha apenas 7 anos de idade. Para muitos poderá parecer que eu ainda era muito novo para compreender o que se estava a passar. De facto, assim foi.

Mas na altura, mesmo sendo eu uma criança, há momentos que nunca se apagarão da minha memória: a alegria de meu Pai e alguns amigos que o vieram buscar a casa nesse dia à noite, para irem festejar aquele momento à cidade do Porto. Como eu gostava imenso de andar de automóvel e apreciar todas aquelas luzes mágicas que à noite se viam ao atravessar a ponte D.Luís I, pedi muito ao meu Pai para me levar - e ele acedeu.

O momento que vivi nessa noite foi fabuloso: havia uma enorme multidão de pessoas na rua, abraçando-se fraternalmente, muitos carros do exército, as pessoas cumprimentavam-se de forma efusiva, dos canos das metralhadoras de todos aqueles soldados as únicas munições que saíam eram cravos vermelhos, distribuídos pelas muitas mulheres que se encontravam naquela manifestação de alegria.

Para aqueles Soldados, com a revolução de Abril, renascia uma nova esperança de vida, assim como para as suas famílias: a guerra terminava. Os milhares de Portugueses que saíram à rua no dia 25 de Abril de 1974, também nunca se esquecerão desse dia e dos dias que se seguiram, porque a sua vida mudou, de forma substancial, já podiam respirar liberdade, podiam cantar, sorrir, votar, opinar sem medo que na mesa ao lado, no café, estivesse o bufo da Pide que os denunciaria. Com o 25 de Abril adquiriram-se direitos: no campo da saúde, da segurança social, da educação, do trabalho (os trabalhadores viram aos seus salários serem aumentados de forma justa); e acima de tudo os Portugueses ganharam auto-estima.

Comemoram-se agora os 33 anos da Revolução de Abril e muitos dos direitos nela conquistados pelo povo estão a ser colocados em causa por este governo de um Partido dito Socialista. O momento que se vive no País é de tristeza e consternação, não só pelo aumento do desemprego, mas também pelos direitos agora ameaçados por políticas "neo-liberais", muitos deles consagrados na nossa Constituição da República, mas de que os sucessivos Governos do PS, PSD, e CDS-PP, têm vindo a fazer tábua rasa.

Por isso é importante que no dia 25 de Abril as pessoas saíam à rua de uma forma serena e digam que se lembram do 25 de Abril de 1974, do que este significou para as suas vidas e gritem: 25 DE ABRIL SEMPRE!

Paulo Tavares

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13 de abril de 2007

Visita à Freguesia de Valadares - 16.4.2007, 17h

Na segunda-feira, 16 de Abril, pelas 17 horas, a Vereadora Ilda Figueiredo e outros eleitos e activistas da CDU/Gaia visitarão a Freguesia de Valadares, onde tomarão contacto com as realidades e problemas locais.
O ponto de encontro será em frente à entrada do ex-Sanatório Marítimo do Norte.

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11 de abril de 2007

Canções de Adriano - por IF

Adriano Correia de Oliveira nasceu a nove de Abril de 1942, no Porto, mas cedo veio viver para Avintes, na quinta de seus Pais. A sua vida esteve sempre ligada à luta pela liberdade, aos ideais da revolução de Abril, mesmo quando ainda não sabíamos que a revolução ia ser em Abril. Mas morreu demasiado cedo. Com apenas 40 anos, a 16 de Outubro de 1982, na mesma localidade onde cresceu e onde vinha regularmente – Avintes.
Foi para Coimbra estudar Direito, em 1959, e aí deu expressão à sua rica sensibilidade para a poesia e a música. Foi aí que se juntou ao forte movimento antifascista estudantil e também ao PCP. As suas canções davam a conhecer poetas e temas importantes. Foi com ” Cantar de Emigração” que descobri a poetisa galega, Rosalia de Castro. Interessei-me por António Gedeão com “Lágrima de Preta”. Foi a partir de algumas das canções de Adriano que descobri a obra de vários poetas, e que, em certo momento, me encantei com a “Trova do vento que passa”.
Nesses últimos anos do fascismo, as canções de Adriano eram a pureza, a alegria, o humanismo junto de uma juventude que se queria libertar da opressão e pôr fim à guerra colonial. Como escreveu Ary dos Santos “ O teu coração de ouro veio do Douro/ num barco de vindimas de cantigas/ tão generoso como a liberdade”.
A generosidade bem conhecida de Adriano permitiu que o ouvíssemos muitas vezes, nas festas e convívios comunistas, em diversos locais do País. A solidariedade e amizade de Adriano estavam sempre presentes, não apenas nas canções, mas também nas conversas e debates de amigos, onde a sua posição ideológica surgia com grande clareza na defesa dos princípios que nortearam a sua vida.
A sua obra merece maior divulgação. Entre 1960 e 1980 gravou mais de noventa temas, uma das mais ricas obras musicais do século XX. Em 1960 gravou o seu primeiro disco “Noite de Coimbra”. Mas muitos outros se seguiram, incluindo os que já referi e outros como “O canto e as armas” em 1969; “Notícias de Abril”, em 1978;”Cantigas Portuguesas” em 1980 e, a título póstumo “Memória de Adriano”, em 1983.
Neste ano em que se comemoram os 65 anos do seu nascimento, uma Comissão Promotora, que inclui o Centro Cultural e Artístico Adriano Correia de Oliveira, vai homenagear Adriano de Abril a Outubro, aqui, em Vila Nova de Gaia.
A 21 de Abril, estaremos em Avintes, nos Plebeus Avintenses, numa Tertúlia com alguns dos seus amigos. A 5 de Maio, será a vez de um espectáculo, no Auditório Municipal de Gaia. E em Outubro, voltaremos a Avintes com as suas canções.


Ilda Figueiredo
Vereadora da CDU na CMG

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2 de abril de 2007

Visita a S.Félix da Marinha - 2.4.2007, 16h

Prosseguindo as habituais visitas, a Vereadora Ilda Figueiredo desloca-se a S.Félix da Marinha, pelas 16h.

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CDU defende requalificação de Vila d'Este

Na reunião de hoje da Câmara Municipal de Gaia, a Vereadora da CDU e Deputada ao Parlamento Europeu pelo PCP, Ilda Figueiredo, deu conhecimento que, nesta última condição, apresentou à Comissão Europeia duas perguntas visando a congregação de apoios para a necessária recuperação e requalificação de Vila d’Este.
Em concreto, foi perguntado se é possível incluir aquela Urbanização no programa “Operação de Qualificação e Reinserção Urbana de Bairros Críticos”, e ainda que medidas, designadamente financeiras, poderão ser tomadas para apoiar a transformação estrutural das condições da Urbanização, e simultaneamente apoiar a sua reinserção funcional e urbanística na Cidade de Vila Nova de Gaia, bem como a integração social das crianças, dos jovens e das populações socialmente excluídas.
CDU contesta Protocolo com privados
Na mesma reunião, a Vereadora da CDU votou contra um Protocolo entre a Câmara, a GaiaPolis e a empresa “Imobiliária do Cabedelo”, que prevê urbanizar e construir uma nova via na zona da marginal a poente da Afurada, as quais levantam sérias preocupações ambientais e de densidade urbanística, que contribuirão para pôr em causa a sensibilidade ecológica da zona em causa.
Preços da água e do saneamento deveriam ser mais baixos
A CDU contestou também a Conta de Gerência da empresa municipal “Águas de Gaia”, pois os resultados apresentados demonstram bem que os preços e tarifas cobradas são exorbitantes, e que seria possível e desejável, como vem defendendo a CDU, praticar em Gaia uma política tarifária mais baixa, tendo em conta os graves problemas sociais que os Gaienses enfrentam.

V N de Gaia, 2 de Abril de 2007
Pel’A Comissão Coordenadora da CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa

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27 de março de 2007

A Raposa e o Lobo - por PT

Não vou (re)escrever a história da Raposa (animal manhoso e matreiro, sempre com a intenção de enganar as personagens das histórias onde entra, para conseguir os seus intentos, que normalmente são detectados e sai sempre a perder de rabo entre as pernas) e do Lobo (animal que normalmente ataca em alcateia, e que escolhe como presas criaturas mais ou menos isoladas para poder abocanhar). Mas no dia a dia há pessoas que agem de forma a que nos lembremos de algumas histórias e personagens que preencheram a nossa infância.

Então lembrei-me de escrever sobre o Ministro da Saúde, pela postura que tem tido, com a colaboração do restante Governo PS, de tentar condicionar um direito dos Portugueses, consagrado na Constituição da República, que é o da Saúde, sempre em nome da redução do défice e do cumprimento do pacto de estabilidade, vendo-se as populações relegadas para segundo plano, logo atrás dos números. Senão vejamos: encerramento de maternidades e de centros de saúde, criação de taxas hospitalares, encerramento de urgências...

Relativamente ao fecho de maternidades, após o anúncio de tal decisão na comunicação social o Ministro veio a público dizer que esta decisão era para o bem das populações e que estas medidas eram tomadas apenas a pensar nestas e nas crianças; que, com estas medidas, de 400 nados-mortos por ano poder-se-ia reduzir para 200... as populações, que também conhecem a história da Raposa e são afectadas por estas medidas, organizaram-se, saíram à rua em protesto, pois entenderam que as maternidades em causa iriam fazer falta às mulheres, provocando a deslocação de muitas grávidas para maternidades de outros locais que não as das suas terras de origem.

Hoje podemos constatar que as populações, que nunca foram ouvidas, em tal processo, tinham e continuam a ter razões para estarem descontentes com esta medida, que já começa a ter reflexos: veja-se o nascimento de crianças em ambulâncias a caminho do Hospital. A isto o Ministro responde de forma manhosa: "isto não tem nada a ver com o fecho das maternidades, mas sim com um mau planeamento médico que se faz destas situações". Mas as medidas deste Governo e deste Ministro continuam a ser atentatórias dos interesses das populações, com o encerramento de inúmeros centros de saúde, assim como de urgências; aqui as manifestações agravam o tom, e o Ministro mais o Governo recuam, tendo que meter o rabo entre as pernas, não deixando de dizer que só querem o melhor para as populações e que algumas delas só ficariam a uma hora de distância das novas urgências!

Mas o Ministro é uma pessoa persistente e investe novamente, desta vez com matreirice, tendo vindo a público um documento "secreto" (faltando as duas últimas páginas) sobre o fecho de 56 urgências («SAP's»), ao que consta "fabricado" pelo próprio Ministério da Saúde, sem a colaboração de qualquer comissão técnica de acompanhamento. Ficamos à espera dos resultados destas medidas, mas o Ministro concerteza que também não se vai sair bem desta história.

Também quem tem estado atento a toda esta história é o capital privado, que já se pronunciou e vê nos locais desguarnecidos de maternidades, centros de saúde e urgências, a oportunidade para lá se instalarem, com clínicas e hospitais privados, para abocanharem (sabe-se lá se com a colaboração do Ministro…) o resto das economias daquelas pessoas.

É claro que o Ministro já veio tornar público que aqueles locais não têm condições para ter hospitais e clínicas privadas; mas como o povo não é parvo, já começa a ver a história da Raposa e o Lobo a cumprimentarem-se algures e a esfregar as mãos de contentes. Veremos no futuro como o povo dá resposta a isto.

Paulo Tavares

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50 anos do Tratado de Roma -por IF

No momento em que se comemoram os 50 anos do Tratado de Roma, e sete anos depois da aprovação da Estratégia de Lisboa, saliento três breves notas sobre estes acontecimentos pelos reflexos que têm na evolução da Europa, em Portugal e na vida das pessoas.
A primeira, para referir que estamos a viver um momento particularmente difícil da vida dos trabalhadores e dos povos, em que, por um lado, se assiste a um enorme crescimento dos ganhos especulativos e dos lucros dos grupos económicos e financeiros e, por outro lado, aumenta a precariedade laboral, crescem a pobreza e exclusão social, e mantêm-se elevadas taxas de desemprego, agravando as desigualdades, injustiças sociais e assimetrias regionais, fomentadoras de novas escravaturas. Daí a frustração dos povos com as expectativas criadas pela União Europeia e a critica que alastra em diversos Estados-Membros, o que também é visível nas grandiosas jornadas de luta realizadas em Portugal, destacando-se a última manifestação da CGTP, em 2 de Março.
A segunda, para sublinhar que a anunciada Declaração de Berlim insiste nas políticas que conduziram a esta situação. Ou seja, mantém a dita Estratégia de Lisboa, as privatizações e flexibilidade laboral, o Pacto de Estabilidade e os seus critérios irracionais, as políticas monetaristas e de agravamento das taxas de juro do BCE, os crescentes atropelos aos princípios democráticos e aos direitos humanos fundamentais, a ingerência e subalternidade das soberanias dos povos. Isto significa que o objectivo da Declaração de Berlim é branquear as causas da situação actual, insistindo nas políticas e objectivos fundamentais das elites do poder, na agenda do capital europeu, onde a dita constituição europeia continua a ser um objectivo central, visando o reforço do neoliberalismo, do militarismo e do federalismo, apesar da derrota que sofreram na França e na Holanda.
A terceira, para afirmar que a dita Estratégia de Lisboa, aprovada há sete anos, durante a anterior Presidência Portuguesa, é, hoje, um instrumento essencial do capital europeu, usada para: promover a liberalização e privatização dos serviços públicos, o aumento da idade de reforma e a abertura da segurança social a lógicas de rendibilidade privadas, nomeadamente ao nível das pensões e da saúde; aprofundar a flexibilidade, mobilidade e adaptabilidade do trabalho, visando cada vez maior precariedade; insistir na moderação salarial e na entrega dos ganhos de produtividade do trabalho aos grupos económicos e financeiros; mercantilizar o saber, a investigação e educação, de que o chamado Processo de Bolonha é uma das facetas mais visíveis. Com o seu relançamento em 2005, acentuaram o conteúdo neoliberal, o que se traduziu na concretização de programas concretos de reformas nacionais, em todos os Estados-membros, comprometendo a dimensão social e ignorando os problemas económicos, sociais e ambientais enfrentados pelos diferentes países. A directiva Bolkestein sobre a liberalização dos serviços é um dos seus mais graves exemplos, a que se juntam a “flexigurança”, a proposta de alteração da directiva sobre organização do tempo de trabalho, o aprofundamento das liberalizações ao nível da energia, transportes e correios.
Claro que rejeitamos estas políticas. Consideramos necessária uma ruptura e apresentamos propostas alternativas, de que destaco:
- Substituição da Estratégia de Lisboa por uma Estratégia de Solidariedade e desenvolvimento sustentável, que promova o investimento em: qualidade do trabalho, combate à pobreza e desigualdades, protecção social, serviços públicos, infra-estrutura industrial, protecção do ambiente e investigação;
- Rejeição do conceito de "flexigurança" e sua substituição por mecanismos de controlo do cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Carta Social Europeia do Conselho da Europa;
- Definição de metas concretas para aumentar a taxa de emprego com direitos, reduzir a taxa de desemprego, a precariedade laboral, a pobreza e as desigualdades na distribuição do rendimento;
- Revogação do Pacto de Estabilidade e inclusão de critérios de crescimento económico e emprego no seio da política monetária e orçamental, adaptados às realidades de cada país, acompanhado da democratização do BCE.
* Ilda Figueiredo, Deputada no PE e vereadora na CMG

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