10 de abril de 2008

Contra os despedimentos na Yazaki Saltano- Texto de IF

Escrevo este texto após contactos com trabalhadoras e trabalhadores da Yazaki Saltano, à porta da fábrica, em Serzedo, numa acção de solidariedade organizada pelo PCP e, simultaneamente, de protesto contra a decisão da empresa de tentar despedir mais 400 trabalhadores, na sua maioria mulheres.
Neste momento ainda se desconhece a posição do Governo PS. Mas, desde já, fica o desafio à recusa deste despedimento colectivo e à exigência de que a Yazaki Saltano mantenha a sua laboração e todo o emprego com direitos, trazendo para Portugal novos produtos e novos investimentos, em vez de continuar a deslocalizar a produção para outros países, só para aumentar os seus lucros.
Recorde-se que a empresa argumenta que, “devido à conjuntura económica mundial e à necessidade de redução de custos, viu-se obrigada a terminar, a partir do próximo dia 30 de Abril, a produção do modelo M59 da Yazaki Saltano de Gaia, o que leva à dispensa de 400 colaboradores, afectos à produção deste modelo”.
Segundo um comunicado emitido pela própria Yazaki Portugal, no primeiro trimestre de 2008, a empresa conseguiu recolocar cerca de 60 colaboradores do M59 em duas novas unidades de negócio internas, afirmando que “a aposta nestes dois sectores representa uma alternativa, mas não se revela suficiente para recolocar todos os trabalhadores, acrescentando que a tendência do Grupo em Portugal vai passar por actividades de desenvolvimento, especialização e diversificação".
Entretanto, a Yazaki esclarece que parte do fluxo logístico continuará centralizado nas instalações da Yazaki Gaia, além de outras valências, como Recursos Humanos, Financeira, Sistemas & Tecnologias de Informação e o PTC.
As duas outras fábricas do Grupo, localizadas em Ovar (Yazaki Saltano Portugal Ovar e Yazaki Saltano Produtos Eléctricos), não são afectadas por este processo", afirmou a empresa.
Ora, numa resposta recente da Comissão Europeia a uma pergunta que formulei no Parlamento Europeu, que cita as informações recebidas das autoridades portuguesas, pode ver-se que a empresa Yazaki Saltano recebeu do Fundo Social Europeu e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional 6.806.42 euros, ou seja, quase sete milhões de euros.
Os montantes do FSE e do FEDER foram atribuídos a acções de formação profissional e de investimento produtivo, desenvolvidas em conformidade com a legislação nacional e comunitária relevante.
Por isso, não se pode continuar a admitir que a Yazaki Saltano, que já empregou cerca de 3000 trabalhadores em Vila Nova de Gaia, fique, agora, com apenas cerca de 200 trabalhadores. Já há muitos milhares de desempregados em Gaia. É preciso dizer não a mais este despedimento colectivo! O Governo PS não pode continuar passivo a esta estratégia das multinacionais. Tem de actuar na defesa da produção e do emprego com direitos!
Ilda Figueiredo
Deputada do PCP no PE e vereadora da CDU na CMG

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7 de abril de 2008

Nota de Imprensa - Preocupações da CDU - 7.4.2008

Na reunião de hoje da Câmara Municipal, a Vereadora Ilda Figueiredo lamentou o anunciado despedimento colectivo de 401 trabalhadores da unidade de Serzedo da Yazaki Saltano, que recebeu nos últimos anos mais de cinco milhões de euros de fundos comunitários, relembrando os múltiplos alertas que fez ao longo dos anos sobre essa possibilidade e criticando as medidas avulsas, pouco fundamentadas e desconexas que têm sido apresentadas para minimizar os efeitos de mais esta deslocalização.


Igualmente lamentou o facto de só agora se apresentar uma candidatura a fundos comunitários (QREN) no sentido de requalificar Vila d'Este, lembrando que em Junho do ano passado, e em resposta a uma sua Pergunta Escrita na qualidade de Deputada do PCP ao Parlamento Europeu, a Comissão Europeia havia claramente referido a existência de programas comunitários com verbas disponíveis a que poderia candidatar-se tal requalificação.

Ilda Figueiredo expressou ainda as suas preocupações quanto às questões de funcionamento e quanto ao futuro da empresa municipal Águas de Gaia, manifestando desde já a sua discordância de qualquer alteração patrimonial e de gestão dos equipamentos de Saneamento, os quais devem continuar na esfera municipal.

Já sobre o Protocolo a firmar com o Governo sobre o futuro novo Hospital, reafirmou a sua oposição à opção por uma "parceria público-privada" para a construção, e manteve a exigência de o novo Hospital continuar a ser público, incluindo na respectiva gestão, por forma a concretizar o direito universal à saúde consagrado na Constituição da República Portuguesa.

A Vereadora questionou ainda o Executivo com Requerimentos sobre diversos problemas detectados durante uma visita recente de uma delegação da CDU às Urbanizações Municipais "Coronel Pinto Simões" e "Barbosa de Melo", ambas em Canidelo, que exigem uma actuação rápida e a correcção de múltiplas deficiências, tendo proposto a criação de equipas multidisciplinares para funcionarem nos bairros municipais, acompanhadas da criação de infra-estruturas e equipamentos sociais.

Referindo-se às obras de remodelação que vão ser levadas a efeito na Estação Ferroviária das Devesas, reafirmou a necessidade de tal equipamento ser planeado no sentido de dar uma resposta condigna às necessidade do Concelho que vai servir, com mais de 300 mil habitantes, devendo para isso apresentar características bem melhores do que as que até aqui existiam.

CDU/Gaia

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Comunicado do PCP/Gaia aos moradores de Vila d'Este - 7.4.2008

AOS MORADORES DE VILA D'ESTE

Qual a razão do atraso do Governo e da CMG no recurso aos fundos comunitários para apoio à requalificação da Urbanização de Vila d'Este?

Recorde-se que, em Junho de 2007, numa resposta a uma pergunta da deputada do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, sobre a possibilidade de apoios para a requalificação da urbanização de Vila D`Este, a Comissão Europeia afirmou existirem dois projectos de programa que englobam determinadas prioridades que poderão dar resposta, para o que deveriam ser apresentadas candidaturas formais:

- O programa regional «Norte», cujo terceiro eixo prioritário (desenvolvimento urbano) abrange acções e parcerias com vista à regeneração urbana; e,

- O programa temático pluriregional «Desenvolvimento Territorial», cujo sexto eixo prioritário tem por objectivo, entre outros, a promoção da igualdade de oportunidades e da integração social de grupos socialmente desfavorecidos.

Mas só agora é que a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia se decidiu apresentar uma candidatura para obter os fundos comunitários necessários às obras em Vila D´Este. E quanto tempo vai demorar a ser apreciada pelo Governo?

Será que CMG e Governo estão à espera da pré-campanha eleitoral para iniciar as obras?

Vila Nova de Gaia, 7 de Abril de 2008

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4 de abril de 2008

CDU visita Urbanização de Vila d'Este - 5.4.2008, 11h

Prosseguindo o contacto directo com as populações e os seus problemas, uma delegação da CDU integrando a Vereadora Ilda Figueiredo e outros eleitos e activistas da CDU, visita amanhã, sábado, 5.Abril.2008, a urbanização de Vila d'Este, em Vilar de Andorinho.

A iniciativa terá início pelas 11h, junto ao Mercado local.

Por outro lado, antes desta visita, pelas 10h, a mesma delegação encontrar-se-á com trabalhadores do Centro Hospitalar de Gaia.


V N de Gaia, 4 de Abril de 2008

Comissão Coordenadora da CDU/Gaia

Gabinete de Imprensa

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Onde está o Presidente da Câmara? Texto de PT

Num destes dias fui abordado na rua por uma pessoa que me perguntou: “Onde está o Presidente da Câmara de Gaia?”; até parecia aquele jogo “Onde está o Wally?”
Como é obvio, não pude responder à sua questão, pois também os Deputados Municipais, tal como a maior parte dos Gaienses, só vêem o Dr. Menezes pela televisão, falando de todos os assuntos, menos os que dizem respeito ao concelho de Gaia.
Dou, entre muitos, o exemplo de um problema que está na ordem do dia: a escarpa da Serra do Pilar.
Por acaso alguém ouviu o Dr. Menezes a comentar este assunto nas reuniões públicas da Câmara ou na Assembleia Municipal?
Não! Porque o ainda Presidente da Câmara (“eleito pela maioria dos eleitores de Gaia”, como gosta de afirmar) simplesmente não aparece nos órgãos autárquicos onde são debatidos os assuntos de maior interesse para o município e populações.
Muitas pessoas se dirigem a estes órgãos para colocar os seus problemas, anseios e preocupações, mas muitas vezes saem de lá sem resposta, ou com respostas insípidas dadas por um ou outro Vereador, com maior ou menor polidez e educação.
Também é evidente para todos que o ainda Presidente da Câmara “está noutra”, a preparar a corrida para se afirmar alternante ao Eng Sócrates.
Vemo-lo a criticar acções do actual Governo, mas sobre Gaia… nada.
Será que o ainda Presidente da Câmara de Gaia se esqueceu do défice da nossa autarquia, que aumentou de forma astronómica desde que tomou posse?
Gaia deve aliás ser o concelho do País com maior número de taxas e das mais inflacionadas, pelo que, somando-se-lhes o aumento do custo de vida motivado pelas políticas anti-sociais deste Governo, não está fácil a vida para os Gaienses!
Seguindo os passos do ainda Presidente da Câmara, temos o seu Vice-Presidente e putativo candidato a candidato à Presidência da Câmara nas próximas eleições autárquicas, Dr. Marco António, que também já troca as reuniões ou sessões da Assembleia Municipal pela participação em programas televisivos. Pelos vistos, aprende rapidamente os (maus) hábitos.
Hoje, dia em que escrevo este artigo, alguém me abordou na rua, perguntando-me se o informava onde ficava o edifício da Câmara Municipal.
A esta pergunta, pelo menos, pude responder!

Paulo Tavares

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1 de abril de 2008

Cinco anos depois - Texto de JS

5 anos depois, depois de 5 milhões de refugiados, de 1 milhão de vítimas da guerra, de 1 milhão de crianças (segundo a UNICEF) sem escola, de 4 mil militares norte-americanos mortos, a ocupação militar do Iraque revela-se como uma das maiores tragédias humanitárias de sempre.
Uma ocupação ordenada a partir de um embuste tão desmedido como a ambição dos seus autores, em primeiro lugar o Presidente Bush e o seu acólito Blair.
Porque eles sabiam - e hoje sabe-se que eles sabiam - que não havia no Iraque armas de destruição massiva, cuja posse foi usada como preterxto para a invasão.
Porque eles sabiam que entre o Governo de Saddam e a Al Qaeda não havia qualquer articulação, ao contrário do que apregoavam como um argumento mais para a agressão.
Foi urdida uma colossal mentira, com o necessário suporte mediático, para legitimar uma operação militar que, à revelia da ONU e do Direito Internacional, tinha como objectivos precisos a garantia do controlo de fontes e rotas do petróleo e uma projecção de força num decisivo espaço estratégico.
Os falcões de Washington, como Wolfwitz ou Rumsfeld, declaravam, em tom angélico, que se tratava de instaurar uma democracia e os direitos humanos no Iraque. Mas do que se tratava, isso sim, era da cínica expressão de um duplo critério.
Porque a ditadura de Saddam só se tornou inconveniente e maléfica nos últimos anos, pois antes, quando prendia e matava os militantes comunistas e outros democratas, ou enquanto guerreava o Irão, era então apoiada pelos Estados Unidos, tratada como parceira e amiga, fornecida de um imenso arsenal de armamento; era então uma "boa ditadura".
Não é a Democracia nem os Direitos Humanos que preocupam o Governo de Bush e os dos seus antecessores, pois se o fosse não apoiavam o Reino da Arábia Saudita, onde não há eleições livres para um Parlamento e às mulheres não é sequer consentido conduzir um automóvel, nem criado, armado e financiado o exército taliban para servir os seus desígnios no Afeganistão, ao tempo da presença soviética. Bin Laden era então, também ele, um "bom terrorista".
O que move os governos de Bush e os dos seus antecessores é o rendimento das indústrias bélicas, em particular a produção de armamento ligado à guerra aérea. É o rendimento das empresas destinadas à formação militar e à segurança. É o rendimento das empresas de construção civil, pagas para reconstruir o que as bombas antes destruíram.
Mas o mais grave e trágico desta situação é que membros actuais ou antigos da Administração norte-americana têm interesses pessoais em tais empresas.
Quanto mais tempo durar a ocupação norte-americana e dos seus fiéis aliados, mais vítimas inocentes haverá.
O povo iraquiano merece toda a nossa solidariedade.
Jorge Sarabando
Deputado Municipal da CDU

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26 de março de 2008

Comissão Europeia revela montante dos apoios comunitários à Yazaki Saltano

A Comissão Europeia apresentou uma resposta à Pergunta Escrita que Ilda Figueiredo, Eurodeputada do PCP e também Vereadora da CDU na Câmara de Gaia, formulou sobre os apoios comunitários à Yazaki Saltano.


PERGUNTA ESCRITA E-0043/08
apresentada por Ilda Figueiredo (GUE/NGL)
à Comissão

Assunto: Novas ameaças de deslocalização da Yazaki Saltano

Os trabalhadores da multinacional Yazaki Saltano, em Vila Nova de Gaia, e a respectiva autarquia estão preocupados com o fim da produção de cablagens, que ainda envolve, actualmente, cerca de 400 trabalhadores.

Tudo leva a crer que a Administração daquela multinacional vai prosseguir a deslocalização da produção para outros países, designadamente da Ásia, pondo em risco o emprego de mais algumas centenas de trabalhadores, numa zona onde o desemprego é já muito elevado. Recorde se que esta fábrica de Gaia já empregou cerca de 3.000 trabalhadores.

Assim, solicito à Comissão Europeia que me informe do seguinte:
1. Que apoios comunitários foram concedidos à Yazaki Saltano para a sua fábrica de Vila Nova de Gaia? Quais as condições?
2. Que medidas vão ser tomadas para assegurar o emprego e outros direitos destes trabalhadores?




E-0043/08PT
Resposta dada por Vladimir Špidla
em nome da Comissão
(19.3.2008)


Segundo as informações recebidas das autoridades portuguesas, a empresa «Yazaki Saltano» recebeu os seguintes montantes do Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER): (em euros)

Total

2 300 359,94

4 505 783

6 806 142,94

FSE

FEDER

Total

Fundo antigo (1986-1989)

1 398 580,30

1 398 580,30

Quadro comunitário de apoio (QCA) I (1990-1993)

43 460,62

43 460,62

QCA II (94-99)

467 083

467 083

QCA III (00-07)

858 319,02

4 038 700

4 897 019,02

Os montantes do FSE e do FEDER foram atribuídos a acções de formação profissional e de investimento produtivo, desenvolvidas em conformidade com a legislação nacional e comunitária relevante.

A Comissão está consciente das consequências negativas que um plano de reestruturação de uma fábrica pode ter, independentemente do contexto, para os trabalhadores afectados e suas famílias, bem como para a região. No entanto, não compete à Comissão pronunciar-se ou interferir na tomada de decisões pelas empresas, relativamente a um plano de reestruturação, a não ser que se verifique uma violação do direito comunitário.

A este respeito, convém recordar que a legislação comunitária inclui diversas disposições tendentes a garantir a informação e a consulta dos trabalhadores quando se verificam reestruturações, nomeadamente a Directiva 98/59/CE do Conselho relativa aos despedimentos colectivos , a Directiva 2002/14/CE que estabelece um quadro geral relativo à informação e à consulta dos trabalhadores , bem como a Directiva 94/45/CE do Conselho sobre os conselhos de empresa europeus . A manutenção dos direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas, de estabelecimentos ou de partes de estabelecimentos é, além disso, assegurada pela Directiva 2001/23/CE do Conselho . Por último, a Directiva 2002/74/CE trata da protecção dos trabalhadores assalariados em caso de insolvência do empregador . No entanto, são as jurisdições nacionais competentes que devem assegurar o respeito destas disposições comunitárias e das disposições que as transpõem para o direito nacional.

Além disso, a Comissão, por intermédio do Fundo Social Europeu e, nos casos elegíveis e a pedido de um Estado-Membro, por intermédio do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização , financia medidas de antecipação, de preparação e de acompanhamento para apoiar a manutenção dos trabalhadores no mercado de trabalho ou a sua reconversão em caso de reestruturações.

Por último, em Março de 2005 a Comissão adoptou a comunicação «Reestruturações e emprego - antecipar e acompanhar as reestruturações para desenvolver o emprego: o papel da União Europeia» na qual desenvolve uma abordagem global e coerente da União Europeia em matéria de reestruturações. Aí se apresentam as políticas comunitárias de antecipação e acompanhamento das mudanças sociais e económicas.

______________
1. Directiva 98/59/CE do Conselho, de 20 de Julho de 1998, relativa à aproximação das legislações dos Estados Membros respeitantes aos despedimentos colectivos, JO L 225 de 12.8.1998.
2. Directiva 2002/14/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Março de 2002, que estabelece um quadro geral relativo à informação e à consulta dos trabalhadores na Comunidade Europeia, JO L 80 de 23.3.2002.
3. Directiva 94/45/CE do Conselho, de 22 de Setembro de 1994, relativa à instituição de um conselho de empresa europeu ou de um procedimento de informação e consulta dos trabalhadores nas empresas ou grupos de empresas de dimensão comunitária, JO L 254 de 30.9.1994.
4. Directiva 2001/23/CE do Conselho, de 12 de Março de 2001, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes à manutenção dos direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de estabelecimentos, JO L 82 de 22.3.2001.
5. Directiva 2002/74/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Setembro de 2002, que altera a Directiva 80/987/CEE do Conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes à protecção dos trabalhadores assalariados em caso de insolvência do empregador, JO L 270 de 8.10.2002.
6. Regulamento (CE) n.º 1081/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Julho de 2006, relativo ao Fundo Social Europeu e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1784/1999, JO L 210 de 31.7.2006.
7. Regulamento (CE) n.º 1927/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro de 2006, que institui o Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, JO L 406 du 30.12.2006.
8. doc.COM (2005) 120 final.

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25 de março de 2008

As contradições em torno da situação da Escarpa da Serra do Pilar estão para durar - Texto de IF

Depois do abuso de poder que foi a entrega de declarações, à noite, com aparato policial, em nome da Câmara Municipal, mas sem qualquer deliberação ou conhecimento prévio de todo o executivo municipal, visando o despejo indiscriminado de cerca de 60 famílias que vivem na Escarpa da Serra do Pilar, na maior parte dos casos há cerca de 30 anos, seguiram-se as peripécias e recuos, como tinha de acontecer num Estado democrático.
Mas quem abusa do poder tem sempre mau perder. Depois dos moradores denunciarem a situação, dos partidos da oposição terem exigido uma actuação de acordo com as regras democráticas, incluindo, portanto, o respeito pelos moradores, a maioria PSD/CDS levou uma proposta à reunião do executivo municipal que contrapos àquela que eu própria tinha apresentado.
Depois de muito debate e de alguns recuos da maioria, designadamente retirando referência às ordens de despejo já enviadas aos moradores sem deliberação municipal, a proposta final, foi aprovada pelos votos do PS, PSD e CDS/PP. Em nome da CDU, abstive-me, porque receei que, mesmo assim, a maioria teimasse em usar aquele documento para continuar a agir de modo incorrecto, sem ter em conta a dignidade e os interesses dos moradores da Escarpa da Serra.
Infelizmente, não me enganei. Uns dias depois, voltaram a enviar novas confirmações do despejo, sem previamente fazerem o estudo que eu própria propus, e sem haver qualquer resposta do Governo à moção aprovada em reunião camarária. Novo abuso de poder, embora, desta vez, sem o aparato policial.
Face ao que se estava a passar, na reunião pública do executivo municipal declarei a minha total oposição a esta actuação do executivo municipal. Estávamos a 17 de Março de 2008. No mesmo dia, à tarde, a Governadora Civil do distrito do Porto declarou o estado de alerta e anunciava uma intervenção local para avaliar os perigos e prevenir acidentes, mas sem despejos. Só depois se verá o que será necessário. Pelo menos aparentemente, é algo parecido com a minha proposta na CMG, mas que a maioria não aceitou.
Entretanto, o vereador Guilherme Aguiar veio de contradição em contradição, até um comunicado como publicidade paga, cheio de meias verdades e algumas mentiras, defender o que não é defensável. A sua actuação em todo o processo e a deturpação sobre a posição da CDU é algo inaceitável.
Não uso dinheiro público para defender o indefensável e, muito menos, para deturpar a posição de outros vereadores.
Mas uma coisa fica clara. A CDU, incluindo eu própria, continuaremos a defender a dignidade e os direitos dos moradores da Serra do Pilar e a denunciar os abusos de poder, seja de quem for.

Ilda Figueiredo
Vereadora da CDU na CMG

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18 de março de 2008

Oiçam o que eles dizem - Texto de JS

O que mais impressiona no arquipélago de comentadores que se referiram à Marcha da Indignação que cobriu Lisboa, do Marquês ao Terreiro do Paço, em 8 de Março, é o tom agressivo, por vezes injurioso, que animou alguns deles, desde um conhecido cronista do ”Correio da Manhã”, que equiparou os professores aos ”hoolligans”, a um outro que, do alto da sua anafada presença, de passagem num telejornal, a comparou a um desfile de circo.
Deixemos, por ora, de parte, a triste circunstância de certos comentários estarem limitados pelo dever de fidelidade dos seus autores para quem os promove e ampara, pois o seu papel é o de simples notários do Poder, sempre zelosos em exautorar quem se atreva a opor-se ao Governo e à sua política.
A quem assim abomina a causa dos docentes, é indiferente que a manifestação de 8 de Março tenha sido a maior realizada desde sempre em Portugal, que todos os sindicatos do sector – e tão diversos eles são – se tenham associado, que tenha envolvido escolas inteiras, que muito mais de metade de todos os professores do País, de diferentes gerações, tenham desfilado, durante horas, pela avenida da Liberdade, com unidade, criatividade, determinação e mensagens claras.
Por isso, foi um acontecimento histórico, cujo significado só não compreende quem não quer compreender. Os seus efeitos vão perdurar e hão-de frutificar, mesmo que o Ministério e o Governo – tão longe levaram a sua intransigência – queiram dar a imagem de que nada cedem.
Fica dos discursos mais exaltados contra os professores a ideia, que o debate em curso põe a nu, da falta de reflexão e fundamentação, quando resumem os protestos à defesa egoísta de privilégios, à salvaguarda de interesses corporativos ou à recusa em serem avaliados – nada de mais falso.
A verdade é que a uma classe a quem tanto é pedido e que tem sido desconsiderada publicamente pelos governantes, foi imposta a revisão do Estatuto da Carreira sem o acordo dos sindicatos e associações representativos, foi imposto um novo regime de gestão contra um modelo democrático com mais de 30 anos de vigência e boas provas dadas, foi imposta uma carga horária não lectiva insuportável, entre tensões de raiz social que se multiplicam e uma massa burocrática sem fim, e agora pretende impor um modelo de avaliação que a maioria rejeita tal como é apresentado.
A acrescentar aos enganadores rankings das escolas, a uma cultura empresarial que quer generalizar, ao aumento da precariedade, à anunciada transferência para as Câmaras Municipais da gestão dos quadros de docentes, embora de forma mitigada, à desvalorização real do trabalho docente, às más condições de muitos edifícios e equipamentos, à carência de meios, o Ministério quer impor uma medida que os professores rejeitam e que vai enfraquecer a Escola Pública.
Oiçam e compreendam o que eles dizem. Não haverá boa escola sem professores motivados.
Jorge Sarabando
Deputado Municipal da CDU

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12 de março de 2008

Comissão Europeia questionada sobre a "Coats & Clark"

A Deputada do PCP no PArlamento Europeu, e Vereadora da CDU na Câmara de Gaia, apresentou uma Pergunta Escrita à Comissão Europeia, relativa à deslocalização de produção da empresa "Coats & Clark", que se transcreve:

A multinacional de origem britânica Coats & Clark, que produz linhas para rendas e costura, tem uma fábrica em VN Gaia, na Quinta de Cravel, que já empregou cerca de 2000 trabalhadores. Actualmente, emprega apenas 200 dado ter deslocalizado grande parte da sua produção, o que contribuiu para o agravamento do desemprego, atingindo fundamentalmente as mulheres.

Assim, solicito à Comissão Europeia que me informe do seguinte:
1. Que apoios comunitários recebeu a multinacional Coats & Clark? Em que condições?
2. Será que continuam a ser atribuídos apoios a esta multinacional noutros países da União Europeia, dando assim cobertura à deslocalização da produção e às graves consequências para o Norte de Portugal, que tem uma das mais graves taxas de desemprego e de pobreza da União Europeia?

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