13 de maio de 2008

Nota de Imprensa - "Centro Cultural" transformado em novo shopping com hotel - 12.05.2008

1. Esteve hoje em debate na reunião de Câmara o projecto de arquitectura do "Centro Cultural", tendo sido adiada a respectiva deliberação.

Confirma-se o que a CDU denunciou desde o início: trata-se meramente de um novo Shopping, com diversas lojas, zona de restauração, e um hotel. Pelo meio, haverá a cedência de alguns recantos à Câmara.

Desta forma, fica claro que o que se pretende não é a intervenção cultural no Centro Histórico, aproveitando os antigos armazéns da "Real Companhia Velha", com toda a carga histórico-cultural que encerram, mas apenas e tão-só mais um negócio imobiliário, com shopping e hotel.

A Cultura, mais uma vez, fica adiada e prejudicada.

2. Devido à contestação da CDU, o empreendimento imobiliário da multinacional "Squarestone" previsto para o edifício da antiga Destilaria do Álcool irá pagar uma percentagem, embora baixa, das taxas de urbanização aplicáveis, ao contrário da proposta inicial da maioria PSD/CDS, de completa isenção.

Mesmo assim, a Vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, votou contra a proposta de diminuição das taxas, tendo declarado no entanto que pode admitir reduções razoáveis das taxas de urbanização na reabilitação do Centro Histórico, que poderão ir até à isenção quando se trate de auto-construção.

A CDU não pode esquecer que os munícipes de Gaia estão a ser sobrecarregados com taxas e impostos municipais, e por isso votou contra esta diminuição de 80% das taxas devidas por esta empresa multinacional.

3. Tal como se havia comprometido, a Vereadora da CDU propôs a realização de uma reunião conjunta com a Câmara do Porto para tratar de assuntos que interessam às duas cidades, nomeadamente a Ponte D.Maria Pia e a requalificação das escarpas do Douro.

Vila Nova de Gaia, 12.Maio.2008
CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa

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6 de maio de 2008

De Abril a Maio - Texto de IF

Sucederam-se, nos últimos dias, as comemorações do 25 de Abril de 1974 e do 1º de Maio - Dia do Trabalhador. São 34 anos de festa e de luta. É que a Revolução dos Cravos, que consubstanciou as grandes aspirações do Povo Português, após 48 anos de uma ditadura fascista, obscura e persecutória, demonstrou a todos os portugueses que valeu, e vale a pena lutar, como se continua a fazer.
O 25 de Abril de 1974 foi o fim de um dos períodos mais negros da nossa história, que conheceu o seu termo com a revolta dos militares progressistas e o apoio popular, atentos que estavam às miseráveis condições de vida e à guerra colonial que maltratava milhões de portugueses e milhões de pessoas das ex-colónias de Angola, Moçambique, Guiné, etc.
Mas a verdade é que novos ataques surgem aos direitos conquistados com a revolução de Abril. Que o digam, nomeadamente, os mais de 500 mil desempregados, bem como o tal milhão de precários, os dois milhões de pessoas em situação de pobreza, os mais de 60 mil licenciados no desemprego, os milhares de jovens a recibo verde, ou, mesmo, os milhares de portugueses que se viram obrigados a emigrar, abandonando as suas terras, na procura de um melhor salário ou, simplesmente, de um posto de trabalho.
Aquela data, que significou, também, o fim do obscurantismo, o regresso dos nossos soldados das colónias, a liberdade sindical, e levou, igualmente, ao fim dos monopólios dirigidos por capitalistas protegidos pelo governo fascista, que punham e disponham da fragilidade laboral e humana dos trabalhadores, muitas vezes obrigados a trabalhar de sol a sol, de forma a aumentarem os lucros de (alguns) patrões, sem horário, sem direitos, sem justiça.
A fórmula dos três “D” (Democracia, Descolonização, Desenvolvimento), com que os militares do Movimento das Forças armadas (MFA) resumiam os propósitos da Revolução do dia 25 de Abril, ilustram bem o muito que continua por fazer. Áreas como as da saúde, educação, justiça e segurança social têm de ser asseguradas a todas as pessoas. Não podem ser privilégios só para alguns, os que têm dinheiro, como querem fazer crer os senhores do poder (PS, PSD e CDS/PP).
É tempo de dizer BASTA! É tempo de cumprir e fazer cumprir a Constituição de 1976, cujo projecto político progressista e humanista, continua, em muitos aspectos, por concretizar. Por isso, a luta vai continuar, como aconteceu no 1º de Maio.
Ilda Figueiredo
Vereadora na CMG



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29 de abril de 2008

Mais uma - Texto de JS

Já sabíamos: o concelho de Gaia tem dos mais elevados índices de desemprego e precariedade do País.
Para essa situação concorre o encerramento de grandes e pequenas empresas, sem que surjam alternativas de emprego, estável e de qualidade, ao mesmo tempo que prosseguem os despedimentos a conta-gotas.
Muitos são os trabalhadores que ao entrarem de manhã na empresa não sabem se serão eles os chamados à saída para apresentarem o pedido de rescisão, ou seja, trocar o salário certo, embora baixo, por uma compensação que nenhuma garantia dá para o futuro. Por aqui se pode avaliar a instabilidade emocional em que vivem muitas famílias.
Esta situação tem-se agravado nos últimos anos. Fechou a Brax, e centenas de trabalhadores ainda não receberam todas as indemnizações a que têm direito. Vai fechar a Yazaki Saltano, e são mais quatrocentos trabalhadores no desemprego. Num efeito de dominó, muitos estabelecimentos comerciais vão fechando as portas e, ao mesmo tempo, aumenta a pobreza – a que está, e a que não está exposta, mas vai dando sinais inquietantes.
Recentemente fechou a Altecna, empresa metalúrgica de Grijó. Desde há 5 meses que mais de 30 trabalhadores fazem vigília na fábrica, para defenderem o património material da empresa. Têm muitos meses de salários em atraso e deverão ser-lhes pagas as indemnizações a que têm direito. De nada têm garantias. Por isso, ali estão, a pé firme, com tristeza, mas também com firmeza e determinação. Há um tom de amargura quando dizem que “têm idade a mais para arranjar emprego, e a menos para alcançarem a reforma”.
O entusiasmo só chega quando referem os padrões de elevada qualidade dos materiais produzidos, a boa carteira de clientes. As críticas vão para a gestão, responsável pelo encerramento da empresa.
A luta dos trabalhadores da Altecna merece, exige, todo o apoio e solidariedade, e por isso os eleitos do PCP levantaram o problema nos órgãos a que pertencem: Assembleia da República, Câmara e Assembleia Municipais. Cabe às entidades competentes decidir, mas o que é essencial, o que é justo, é garantir que os direitos destes trabalhadores sejam respeitados, e os salários e indemnizações devidos lhes sejam pagos.
Não resolve o problema do emprego, que vai subsistir para muitos deles, mas ajuda-os a enfrentar a adversidade que caiu sobre as suas vidas e as suas famílias.
Não há verdadeira democracia quando não são defendidos os direitos de quem trabalha.
Uma reflexão final, noutro plano, aqui fica: como é que a Economia do País se pode desenvolver, quando o sector produtivo vai enfraquecendo, como está a ocorrer no Concelho de Gaia?

Jorge Sarabando
Deputado Municipal da CDU

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24 de abril de 2008

Nota de Imprensa - AM de Gaia contra portagens nas SCUT e solidária com trabalhadores da Altecna - 24.4.2008

Ontem, a Assembleia Municipal de VN Gaia aprovou duas propostas apresentadas pela CDU:

1. Contra as portagens nas SCUT
Por unanimidade, a Assembleia aprovou a seguinte Moção:
“Têm-se multiplicado as manifestações contra a imposição governamental, ao arrepio das suas próprias promessas, de portajar as chamadas SCUT.
Uma medida destas penalizará muitíssimo as populações que as utilizam e que ficarão sem qualquer alternativa válida caso ela vá por diante, particularmente em Gaia, em que não existem alternativas minimamente viáveis para a A29/IC1: com efeito, nem a antiga EN1, nem a EN109 comportariam o acréscimo de trânsito que dali resultaria.
Como é público, as diversas Comissões de Utentes já terão recolhido, nos últimos tempos, dezenas de milhares de assinaturas contra esta intenção.
Também ao nível autárquico os Municípios afectados têm unanimemente manifestado a sua oposição a esta medida, e mesmo a Junta Metropolitana exige que não sejam aplicadas.
Assim, a Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, reunida em 23 de Abril de 2008, delibera:
Manifestar a sua oposição à criação de portagens nas SCUT do Grande Porto sem a prévia criação de alternativas válidas e a consulta aos órgãos representativos da região.”
Esta Moção, a enviar ao Governo e aos órgãos da Área Metropolitana, releva a injustiça e incongruência da proposta governamental e reforça as posições das Comissões de Utentes.

2. Solidariedade com os trabalhadores da Altecna
Por maioria (com a abstenção do PSD/CDS e do Presidente da Junta de Freguesia de Grijó), a Assembleia aprovou ainda a seguinte Recomendação à Câmara Municipal:
“O Concelho de Vila Nova de Gaia tem sido flagelado pelo encerramento de empresas, algumas de grande dimensão, como a Brax e a Yazaki Saltano, por grande número de despedimentos, por um elevado índice de precariedade, tudo contribuindo, além dos efeitos no enfraquecimento das pequenas e médias empresas comerciais, para o aumento da pobreza e da exclusão social.
Na freguesia de Grijó foi encerrada uma empresa do sector metalúrgico, a Altecna, estando 32 trabalhadores com mais de 5 meses de salários em atraso e sem garantias de recebimento dos salários e das indemnizações a que têm direito. Por isso, têm-se mantido em vigília diária desde Janeiro.
Estes factos não podem deixar indiferente esta Assembleia.
Assim, a Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, reunida em 23 de Abril de 2008, delibera Recomendar à Câmara Municipal que:
1. Desenvolva as diligências necessárias para obter uma informação completa sobre a situação laboral e social dos referidos trabalhadores.
2. Tome os procedimentos que julgue adequados junto das entidades competentes de forma a garantir que os seus direitos sejam respeitados e as remunerações e indemnizações a que tenham direito lhes sejam integralmente pagas.”


Vila Nova de Gaia, 24 de Abril de 2008
CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa

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23 de abril de 2008

PCP apresenta Requerimento na AR sobre a Altecna


PERGUNTA
23-04-2008



Assunto: Situação da Altecna, Sociedade Metalúrgica de Grijó (Gaia)

Apresentada por: Deputados Honório Novo e Jorge Machado (PCP)


Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República

Com sede na Freguesia de Grijó, Concelho de Vila Nova de Gaia, a ALTECNA – Sociedade Metalúrgica de Grijó, fundada há já mais de quarenta anos, dedica-se à construção e montagem de caixilharias de alumínio destinadas á construção civil e, de acordo com todas as informações disponíveis, incluindo uma brochura multilingue de apresentação da firma editada há bem pouco tempo, tem colaborado com alguns dos maiores construtores na edificação de muitos edifícios de dimensão e referência.

Apesar de tudo isto, e de uma carteira de encomendas aparentemente sólida, a ALTECNA, Lda, começou a dar sinais claros de incumprimento de obrigações perante os seus mais de trinta trabalhadores, tendo atingido o final do ano de 2007 com alguns meses de salários e subsídios por liquidar.

Perante esta insustentável e inexplicável situação, os trabalhadores decidiram, já durante o mês de Janeiro de 2008, requerer a suspensão dos contratos de trabalho para assim poderem receber o subsídio de desemprego. Desde então, e sem qualquer interrupção, têm comparecido nos seus locais de trabalho, aguardando que a empresa, e respectiva administração, lhes dessem as explicações devidas quanto ao futuro da empresa e, simultaneamente, lhes liquidassem salários e subsídios em dívida.

Apesar desta situação inaceitável de incumprimento das obrigações patronais mínimas, e não obstante a situação ser do conhecimento das autoridades do Ministério do Trabalho (a quem foi comunicada a suspensão dos contratos de trabalho para accionamento do pagamento de subsídio de desemprego), a verdade é que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), ao que julgamos saber, nunca desde Janeiro tentou averiguar a situação, muito menos interveio para que os salários em atraso fossem pagos e a empresa pudesse retomar a laboração.

Nenhum dos trinta e dois trabalhadores que desde o fim de Janeiro permanecem na empresa foi contactado por nenhum funcionário ou inspector da ACT para avaliar a situação da ALTECNA.

E a verdade é que motivos não faltariam para tal, já que, para além do não pagamento de salários e subsídios, os trabalhadores da ALTECNA tinham e têm fortes dúvidas sobre se a empresa terá entregue à Segurança Social a totalidade dos descontos efectuados.

Entretanto a situação agravou-se ainda mais e os trabalhadores que falaram com os deputados do PCP eleitos pelo Porto na tarde do passado dia 18 de Abril, deram-nos conhecimento que por sentença do Tribunal do Comércio de Gaia, publicada no Diário da República, 2ª Série, em 31 de Março de 2008, tinha sido proferida uma declaração de insolvência da ALTECNA, fixando um prazo de trinta dias para a citação de credores.

Perante este quadro quase inacreditável face ao que tinha sido o desenvolvimento normal desta empresa, importa conhecer melhor os pormenores da situação com vista a defender os postos de trabalho e os direitos dos trinta e dois trabalhadores que, na sua esmagadora maioria, trabalham na ALTECNA há bem mais de trinta anos. Por isso, e ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais aplicáveis, solicita-se ao Governo que, por intermédio do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, nos sejam prestadas com urgência as seguintes informações e esclarecimentos:

1. Existem ou não dívidas desta empresa à Segurança Social?
2. Para além destes créditos, vai ou não o Governo reclamar outros créditos – designadamente de origem fiscal - no processo de insolvência acima referido?
3. Porque razão é que, sendo esse Ministério – ou alguns dos seus departamentos – inteiramente conhecedores da decisão dos trabalhadores de requererem a suspensão dos respectivos contratos de trabalho, nunca intervieram nem investigaram a situação empresarial na ALTECNA?
4. Será que o facto de haver trabalhadores com salários e subsídios em atraso, que o facto de haver trinta e dois funcionários de uma empresa que há quase quatro meses ocupam postos de trabalho à espera que a empresa lhes pague as dívidas e reinicie a laboração, não merece da ACT, nem do Ministério, uma acção de investigação, nem sequer um mero contacto com esses trabalhadores?
5. Vai ou não o Governo usar a totalidade dos seus créditos no processo de insolvência para impor uma solução de recuperação empresarial? Não entende o Governo que a história de mais de 40 anos da ALTECNA e a sua carteira de encomendas, justifica a defesa da empresa e dos respectivos postos de trabalho?
6. Se a assembleia de credores do próximo dia 12 de Maio vier a determinar a falência da empresa, como vai agir o Governo quanto à hierarquização de prioridades dos credores? Vai ou não defender que os créditos dos trabalhadores e respectivos encargos sociais sejam considerados como prioridade absoluta?
7. Que informação tem e pode disponibilizar esse Ministério quanto à existência de bens patrimoniais empresariais – designadamente terrenos e prédios – adequados e suficientes para fazer face à totalidade dos créditos?


Os Deputados

Honório Novo - Jorge Machado

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21 de abril de 2008

Aumento do custo de vida - Texto de IF

Trabalhadores, reformados e desempregados sentem que cada vez sobra mais parte do mês sem dinheiro. São as despesas com a alimentação, com os transportes, com a casa, com os medicamentos, com o material escolar dos filhos. É a factura da água. São os impostos, taxas e tarifas. Tudo está a aumentar mais do que os salários. Segundo o Índice de Preços no Consumidor que o INE vinha utilizando e divulgando, o aumento de preços, entre Fevereiro de 2007 e Fevereiro de 2008 (variação homóloga), foi de 2,86% (arredondando dá os 2,9% divulgado pelo INE), enquanto o valor calculado com base na estruturas das despesas das famílias dos anos 2005-2006 é já superior a 3% (3,03%).

Na variação anual que foi usada pelo Governo PS, com base no Índice de Preços no Consumidor que o INE vinha utilizando e divulgando, a subida é de 2,5%, enquanto, tomando como base a estrutura das despesas das famílias de 2005-2006 do mesmo INE, o aumento já é de 2,8%. É evidente, que quanto maior for o período considerado maior será a diferença.
Por ex., entre 2002 e Fevereiro de 2008, os preços aumentaram em Portugal, segundo o INE, cerca de 15,2%, mas, se utilizarmos a estrutura das despesas das famílias de 2005-2006, a subida já rondará os 17,3%. Ora, quem é que teve tais aumentos nos salários e nas reformas? Poucos. Claro que não falo dos senhores administradores das grandes empresas e da banca!
Os trabalhadores e os pensionistas têm sido “enganados” sistematicamente com as previsões falsas do governo sobre a inflação, sempre inferiores à inflação que depois se verifica. Mas também estavam a ser eram “enganados” com os valores da inflação verificada divulgados pelo próprio INE, pois também estes valores já não traduziam com verdade o aumento real dos preços em Portugal, dado que utilizavam uma estrutura de despesas das famílias completamente ultrapassada.
Por outro lado, a taxa de inflação não é a mesma para todas as classes da população, porque o chamado Índice de Preços no Consumidor de cada classe social depende do peso dos bens e serviços que mais consome. Por exemplo, uma família em que uma parte muito significativa do seu orçamento mensal é utilizada para pagar as despesas com a habitação incluindo os gastos com ela relacionados como são água, gás e electricidade, encargos com empréstimo bancário, etc, se os preços com as despesas com habitação estão a aumentar muito como sucede em Portugal, então a “taxa de inflação” para esta família será muito superior à de uma família em que as despesas com a habitação têm um peso no orçamento familiar muito reduzido. É por isso que, em vários países europeus, são calculados diversos Índices de Preços no Consumidor. Por ex., em França o organismo oficial de estatística, para além do Índice de Preços no Consumidor geral, publica também um Índice de Preços adaptado aos reformados. Em Portugal, devido ao peso crescente dos reformados e aposentado na população total, seria de toda a conveniência que o INE passasse a divulgar também um índice semelhante. Mas o governo não está interessado nisso.
Ilda Figueiredo
Vereadora da CDU na CM Gaia

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18 de abril de 2008

Perguntas ao Presidente 2 - 17.4.2008

Face a esta Informação, algumas perguntas se devem colocar:
1. Porque não se entregam mais habitações em S. Félix da Marinha, quando na própria freguesia continuam várias famílias a habitar em casas degradadas?
2. As colectividades e clubes ainda pagam para usufruir pelos espaços desportivos actualmente geridos pela Gaianima. Porque continuam a ser assim penalizadas estas Associações sem fins lucrativos, que desenvolvem um esforço heróico para apoiar o desenvolvimento físico harmonioso e saudável dos jovens e dos menos jovens?
3. É referido que o Parque Biológico apresentou um projecto de “sequestro de carbono”. É sempre de louvar o aumento da mancha verde pública, mesmo porque, como se sabe e a Gaiurb comprova, essa mancha é de apenas meio por cento do território do Concelho. Mas não parece ser exactamente essa a perspectiva defendida neste Projecto, que fala em “aquisição de cada metro quadrado por cinquenta euros”. Afinal, em que consiste?
4. Será que este projecto visa diminuir a poluição no centro da Cidade, que previsivelmente aumentará com a anunciada construção de 4 grandes parques de estacionamento, que atrairão ainda mais automóveis para ruas onde os próprios moradores já não dispõem de espaço? E já agora, conviria saber se continuam a pensar em cobrar a esses moradores pelo estacionamento nos futuros parcómetros, ou se vão isentá-los de tal pagamento como foi aqui prometido. Eis uma pergunta a que urge dar resposta.
5. Santa Luzia, protectora dos olhos, deve estar muito chorosa e triste com esta Autarquia, pois a via com o seu nome, em Mafamude, encontra-se votada ao abandono e, além de degradada, danifica os automóveis que ali tentam circular. Olhe-se pois para esta realidade.
6. E, falando ainda de vias rodoviárias: ao ler esta Informação fica-se com a ideia de que é a Câmara, e não a Administração Central, que vai construir a A32; o mesmo se passa com a “marginal Afurada/Canidelo”, que está a ser construída ao abrigo do programa Polis. Não ficaria bem dar “o seu a seu dono”?
7. A CDU quer aqui expressar um voto de felicitações ao Futebol Clube de Gaia, que ao longo do século que tem de vida muitas alegrias deu ao Concelho. Mas certamente seria mais gratificante para os seus sócios, e para todos nós, se as comemorações deste aniversário tivessem ocorrido no novo espaço que o actual Executivo lhe prometeu, mas tarda a cumprir.
8. E já que se fala de estádios: que tipo de gestão pensa o Executivo fazer futuramente no do Parque da Cidade? Que clubes lá poderão jogar? Onde treinarão?
Muitas mais perguntas poderiam ser feitas. Ficamos por este punhado, esperando que ao menos a estas respondam.

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Perguntas ao Presidente 1 - 17.4.2008

Ponto prévio: como é do conhecimento público, no passado dia 9 de Abril mão criminosa violou durante a noite o Ct do PCP de Oliveira do Douro e ateou um incêndio que causou sérios danos e destruiu todo o seu recheio.
O PCP confia nas autoridades competentes para descobrir e responsabilizar os autores do crime. Certo é que, sejam quais forem os desígnios de quem assim procedeu, fica claro que tal não afectará a determinação do PCP em prosseguir e reforçar a sua actividade, em Oliveira do Douro como em todo o Concelho.
A informação escrita do Sr Presidente da Câmara continua eivada de notícias requentadas, já do conhecimento desta Assembleia, e alude a obras da Administração Central como se suas fossem. Mas o importante, nesta sessão, é interpelarmos a Câmara sobre os assuntos que interessam ao Concelho e cabe a esta Assembleia ser informada.
1. É indispensável que seja feito um ponto de situação sobre o processo de requalificação de Vila d’Este. Lembramos as promessas, as sessões solenes, os discursos e também a informação da Comissão Europeia è Deputada Ilda Figueiredo, de que havia programas comunitários disponíveis, e a informação de que há uma candidatura no âmbito do QREN. Há ou não um calendário preciso para o início das obras?
2. Não faltam notícias sobre um denominado “Clube de Investidores” e a actividade da Amigaia em Feiras, jantares e almoços, sessões nas praças de Londres e Nova Iorque. Mas em concreto que investimentos foram já atraídos para o Concelho? Quantos postos de trabalho foram gerados com tão exuberante actividade?
3. Todos nos lembramos, certamente, da Moção, aprovada por unanimidade, recomendando à Câmara as diligências necessárias para a substituição dos telhados m fibrocimento nas escolas. Como não é do nosso conhecimento que os telhados estejam a ser substituídos, perguntamos apenas se há algum projecto em curso, da responsabilidade da Câmara ou do Ministério.
4. Mais uma vez alertamos: como é possível o Pelouro da Juventude apresentar como única iniciativa, em três meses, dois momentos de concerto? E a Casa da Juventude, cuja recuperação tão onerosa foi, como está a ser aproveitada?
5. Escarpa da Serra: a Câmara, numa acção a todos os títulos condenável, intimou os moradores a abandonarem as suas casas, em curto prazo. Muitos recorreram judicialmente de tal decisão. Qual a situação de tais processos? Que avaliação faz a Câmara da intervenção em curso, ordenada pelo Governo Civil?

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Intervenção sobre a questão da Yazaki - 17.4.2008

Depois de vermos a informação do Sr. Presidente no que diz respeito ao acordo alegadamente realizado entre a CMG e o grupo Jerónimo Martins, não podemos deixar de colocar algumas questões.
Na informação diz que irão ser criados 675 postos de trabalho por este grupo, em 15 estabelecimentos “Pingo Doce”.
Recentemente foi também dito que seriam aceites até 100 trabalhadores da Yazaki para integrar os grupos de formandos para ocupar aqueles postos de trabalho – o que, obviamente, não é garantia de colocação, apenas de que as pessoas se poderão candidatar a essa formação e, eventualmente, a um posto de trabalho.
Seria bom frisar um aspecto: este acordo é por 10 anos. A questão que se coloca é: que acontece passados esses 10 anos? Fará o grupo Jerónimo Martins o mesmo que a Yazaki?
Sabe-se que um trabalhador da Yazaki recebe de ordenado base 611€ (no caso dos operários) e os quadros técnicos cerca de 1000 €, e usufruem de diversas regalias.
Perguntamos: será que o acordo com o Grupo Jerónimo Martins salvaguarda este tipo de questões? Ou trata-se, mais uma vez, de recrutar mão-de-obra barata? Que tipo de contratos poderão os trabalhadores da Yazaki vir a ter se conseguirem integrar-se no Grupo Jerónimo Martins?
Como pode a CMG não ter exigido do Governo e do PE medidas para evitar esta situação, visto ter sido alertada para isto, no já longínquo ano de 2002, pelos Representantes dos trabalhadores (a quem então chamaram “profetas da desgraça”)?
Aliás, é bom lembrar que a Yazaki recebeu cerca de 7 milhões de euros de fundos comunitários, para formação profissional e criação de emprego - e agora vem a verificar–se o contrário.
Com um Concelho já muito flagelado pelo desemprego, muito deste de longa duração, deixamos aqui um desafio: que a CMG realmente se preocupe com o desemprego do nosso Concelho e não com propaganda que apenas visa esconder o que não fez e deveria ter feito pelos trabalhadores desta empresa em 2002.
Poderão dizer que esta é mais uma bandeira da CDU; mas nós lutamos por soluções para os problemas, e não por promoções pessoais ou outras que tais.
Para finalizar, perguntamos: como vai este Executivo cumprir as promessas que agora fazem aos trabalhadores da Yazaki, se não cumpriram as que fizeram aos trabalhadores da Brax?
Os trabalhadores e os Gaienses merecem uma resposta clara a estas e outras questões já aqui colocadas pela CDU.

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Agenda - CDU visita zona das Devesas (Santa Marinha) - 19.4.2008 - 15:30

Prosseguindo o contacto directo com as populações e os seus problemas, uma delegação da CDU integrando a Vereadora Ilda Figueiredo e outros eleitos e activistas da CDU, visita amanhã, sábado, 19.Abril.2008, a zona das Devesas, em Santa Marinha.

A iniciativa terá início pelas 15:30h, junto à Estação Ferroviária das Devesas, prosseguindo depois na Fábrica de Cerâmica das Devesas.

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