4 de maio de 2015

NI - Uma questão de coerência - 4.5.2015

A apreciação da Conta de Gerência e Relatório de Actividades de 2014, o primeiro de inteira responsabilidade do actual Executivo (de coligação do PS com o PSD "oficioso"), comprovou as críticas que a CDU vem fazendo desde o início do mandato: trata-se do outro lado da mesma moeda.
Recorda-se que no início do mandato a CDU propôs, cumprindo o seu compromisso eleitoral e a bem do rigor e transparência, a realização de uma auditoria aos mandatos anteriores. A actual maioria limitou-se a recusá-la, sem argumentação credível; mas o que ao longo deste tempo se tem vindo a revelar, designadamente quanto ao que ocorreu na Gaianima, é que tal Auditoria era imprescindível.
Toda a argumentação que o Executivo apresentou em defesa dos documentos apreciados baseou-se meramente em slogans sem conteúdo real, tendo evitado a todo o custo responder às notas críticas da nossa intervenção, recorrendo mesmo a subterfúgios absurdos.
Destacamos que o argumento mais forte – ter conseguido "evitar" o recurso ao FAM por ter diminuído o passivo em 20 milhões de euros – resulta simplesmente do recurso ao PAEL, na recta final do anterior mandato e então com o apoio de PS, PSD e CDS – a Troika nacional replicada a nível municipal. E o documento demonstra que a Câmara se preocupou, essencialmente, em "não fazer", quando era necessária uma resposta adequada e diferente às necessidades dos Gaienses, com políticas diferentes das que no passado foram implementadas com a passividade e colaboração de muitos dos actuais responsáveis, e conduziram à grave situação em que o Município se encontra, em que os pesados impostos sobre as famílias e as micro, pequenas e médias empresas suportam já metade do Orçamento municipal. Em simultâneo assiste-se ao empobrecimento do poder local, com menos transferências de verbas  para as freguesias, ao mesmo tempo que vêm sendo obrigadas a acumular mais encargos.

A CDU, que votara contra o Plano e o Orçamento a que se referem estas contas, demonstrou com exemplos que as políticas seguidas não constituem uma mudança substantiva face ao passado, e coerentemente recusou sancioná-las.

4.maio.2015
CDU/GAIA
(em anexo: intervenção e Declaração de Voto)


4.1 – Relatório e Conta de Gerência de 2014
Este Relatório espelha aquele que é o primeiro ano de atividade do actual Executivo; mas acaba por espelhar também uma certa continuidade de métodos que confirma as "habilitações de herdeiros" a que em campanha eleitoral se assistiu.
Sobre as receitas:
Confirma-se o que dissemos quando votamos contra o Plano e o Orçamento que dá origem a este Relatório: o PAEL ofereceu, no curto prazo, uma espécie de balão de oxigénio, mas, esgotado este, deixou uma asfixia e não resolveu os problemas de fundo.
Para além de algumas discrepâncias entre quadros no que respeita à receita de Capital (num sítio referem-se 22,76 milhões, e noutro 22,61), o que fica mais uma vez claro é o brutal aumento da carga fiscal sobre os cidadãos, com um aumento de 4 milhões na verba resultante de impostos diretos (IMI, IMT, etc). É um aumento de 7% relativamente a 2013, e os Impostos são agora responsáveis por metade da receita total.
Não deixa de ser estranho, e merece ponderação, que a verba resultante da Derrama aumente de 3,9 milhões para 4,7 milhões, tal como a "venda de bens e serviços correntes", que passa de 3,9 para 5,3 milhões - esta por força da taxa de RSU, que passa de 2 para 3,4 milhões, e apesar da propalada diminuição dessa Taxa.
Já no que respeita às receitas de capital, estas regressam a níveis de 2011, com uma diminuição superior a um terço, de 37 para menos de 23 milhões.
Assim, de novo se comprova, como sempre denunciamos, que as empoladas previsões, em particular das Receitas de Capital, serviam apenas para efeitos mediáticos, e que eram os cidadãos e as micro, pequenas e médias empresas gaienses quem pagava, e bem caro, as exorbitâncias da anterior gestão.
O facto de o empolamento ter sido agora menor permite, obviamente, que mesmo um valor de execução na linha do que é habitual possa ser anunciado como uma "correção da situação financeira" que, em bom rigor, não existe – é um mero desejo.
Sobre as Despesas:
A Despesa Corrente, que em 2013 subira quase 6,5 milhões, aumentou agora outros 6 milhões. Já a de Capital – ou seja, o investimento - diminuiu de 61 para 40 milhões.
Reconhecemos que foi importante a redução de 20 milhões de euros operada no passivo municipal, em grande parte devido ao PAEL, "Plano de Apoio às Entidades Locais".
Mas constatamos que o serviço da dívida, que no Orçamento para 2014 se estimava em 21,7 milhões, foi afinal superior a 30 milhões. Quase 20% do Orçamento ficou subordinado a esse objectivo, alegadamente destinado a evitar ter de se recorrer ao FAM, "Fundo de Apoio Municipal".
Importa neste contexto afirmar que, tal como fomos contra o PAEL, pelo que significava de intromissão na esfera autárquica e de premiação dos desvarios orçamentais que repetidamente denunciamos, somos igualmente contra o FAM, que igualmente acaba por beneficiar os municípios em que se verificam infrações à custa do prejuízo dos restantes.
Sobre as transferências para as Freguesias:
As Freguesias, já depauperadas pela acção do Governo em resultado da extinção e agregação forçada, foram ainda confrontadas com o incumprimento das promessas camarárias de transferência de verbas: a previsão de 897 mil euros de transferências correntes apenas foi cumprida a 50%, com o pagamento de 447 mil. E as transferências de capital a 59%: dos 4,7 milhões prometidos só 2,8 foram pagos.
Ao contrário da actual e da anterior maioria, sempre denunciamos que a extinção e fusão forçada de Freguesias não traria – como não trouxe - qualquer vantagem. Pelo contrário.
Isso mesmo ficou ainda mais claro com a recente votação unânime, em Gulpilhares e Valadares, de apoio aos projetos-lei que na AR o PCP apresentou, visando a reposição das Freguesias lamentavelmente extintas. Tratou-se de cumprir o que assumimos logo no início do processo, e que inscrevemos no compromisso que apresentamos nas eleições autárquicas de Outubro de 2013.
Uma Auditoria continua a ser imprescindível:
Cabe aqui recordar um outro compromisso eleitoral da CDU: o de defender a realização de uma auditoria aos mandatos anteriores, a bem do rigor e transparência. A actual maioria recusou-a, quando no início do mandato a propusemos.
Mas veja-se a que foi feita à Gaianima, e o que revelou: é mais um sinal de que a nossa proposta devia ter sido aceite e concretizada.
Cabe também aqui recordar que defendemos a reposição do horário de 35 horas (uma "conquista civilizacional", como foi escrito no Boletim Municipal de onde a voz da Oposição continua afastada)
Por isso criticamos o recuo da Câmara, que depois de assinar um acordo com os sindicatos, e por algum tempo o cumprir, viria a ceder à chantagem governamental e a impor as 40 horas, ao contrário do que sucede em centenas de câmaras, juntas e outros organismos em todo o país, que recusaram essa chantagem, bem como as pseudo-alternativas que o Governo continua a querer impor, contra a autonomia do Poder Local consagrada da Constituição.
Cabe recordar ainda que defendemos a Regionalização, e recusamos a municipalização das áreas sociais do Estado, seja na Educação, na Saúde e outras. Também a ANMP, no seu recente Congresso, recusou o errado modelo de "delegação de competências" que o Governo vem tentando impor. Lembramos por isso o que aconteceu na recente votação nesta Assembleia, em que uma proposta da CDU em tudo similar à posição da ANMP foi rejeitada não só por PSD e CDS, como também pela actual maioria.
A este propósito, deixamos um ponto de reflexão: como se justifica que, perante a continuada degradação dos estabelecimentos públicos de saúde no Concelho e no País, se assista à abertura das mais diversas instituições privadas nesta área, nomeadamente em Gaia – instituições essas que, para funcionar, carecem do acordos com a ADSE e outras entidades públicas, que para elas transferem rios de dinheiro?
Sobre a área da Educação:
A falta de investimento do Governo e do Município nas escolas que requerem investimentos mais urgentes, bem como a sempre adiada resolução do problema dos telhados com amianto, é uma  crítica que aqui deixamos, pois nesta matéria a Autarquia poderia ter feito muito mais.
Por outro lado, criou-se o projeto "Gaia Aprende+" – que devido aos custos tem servido "mais" para corresponder aos horários alargados de trabalho dos pais e encarregados de educação do que como um aditivo de aprendizagem. A forma como foi apresentado o projecto mais pareceu uma operação de propaganda. Ora, a Educação é um serviço público com demasiada importância para que todas as questões relevantes sejam reduzidas a este mero – e caro - projecto de actividade extra-curriculares e de gestão de tempos livres.
O Executivo deveria dar especial atenção, e repudiar, o facto de os pais não poderem acompanhar adequadamente os seus filhos devido a horários de trabalho sobrecarregados e incompatíveis com os escolares, à falta de transportes e de soluções alternativas, e por isso tenham de deixar os filhos ao cuidado da escola durante a maior parte do dia, limitando os relacionamentos familiares a um mínimo e transformando as escolas em meros "depósitos", o que a médio e longo prazo se traduzirá em gravíssimos problemas.
Sobre a Cultura e o Desporto:
A Cultura continua a ser o "parente pobre" deste Executivo, com uma execução de pouco mais de metade dos 651 mil euros previstos – uma verba já de si irrisória.
Embora anunciado no Plano, nada foi feito na Biblioteca, na Casa-Museu Teixeira Lopes, no Auditório, ou na Casa Barbot. Na área do Teatro, em que Gaia tem tantas potencialidades, perderam-se oportunidades e escassearam apoios.
E se é positivo o apoio dado à realização da I Bienal de Arte (que constituía, aliás, uma proposta eleitoral da CDU), constatamos que não há uma mudança de fundo na política cultural. Lembramos que a animação artística e lúdica dos espaços públicos, que podia ser obtida em grande parte com recursos endógenos, e um roteiro turístico do Património de Gaia, não exigem largas verbas, ao contrário da "Cultura de Eventos" que o actual Executivo, como o anterior, prefere privilegiar.
E por isso faltou apoio às múltiplas colectividades culturais do concelho: dos 362 mil euros prometidos só foram atribuídos 255, pouco mais de 2/3.
Quanto ao Desporto, também o apoio às colectividades que meritoriamente desenvolvem um trabalho de base, essencial para a democratização da prática desportiva, a situação foi ainda pior: de 720 mil euros anunciados apenas foram atribuídos 202 mil, menos de 1/3!
Em conclusão:
Opusemo-nos ao Orçamento para 2014.
Este documento vem agora comprovar a necessidade de uma resposta adequada e diferente às necessidades dos Gaienses, como releva também a necessidade de desenvolver políticas diferentes das que no passado foram implementadas, com a passividade e colaboração de muitos dos actuais responsáveis, e conduziram à grave situação em que o Município se encontra.

Pel'A CDU,


4.1 – Relatório e Conta de Gerência de 2014
DECLARAÇÃO DE VOTO

A CDU votou contra o Relatório de Actividades e a Conta de Gerência de 2014 pelos motivos apontados na intervenção pronunciada, que se anexa, e por uma questão de coerência.
  • Coerência, porque o Relatório e Contas reflete um Plano e Orçamento que por sua vez refletem uma opção política com a qual não estamos de acordo;
  • Coerência para com os eleitores que votaram na CDU e no programa que apresentamos;
  • Coerência aqui e em qualquer outro órgão institucional, como seja a Assembleia da República;
  • Coerência na busca de transparência, quando propusemos uma Auditoria;
  • Coerência com a defesa de justiça para com aqueles que viram o seu horário de trabalho aumentado, sem que vissem os seus salários aumentados;
  • Coerência porque propusemos uma política de Cultura que assumiremos e defenderemos sempre!

Pel'A CDU,



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30 de abril de 2015

NI PCP - Despedimento colectivo na Makro - 30.4.2015

Makro, insígnia pertencente ao grupo alemão Metro,

promove despedimento colectivo em Portugal

 

A cadeia de lojas Makro, pertencente ao Grupo alemão Metro (detentor também da insígnia 'Media Markt') anunciou que pretende proceder a um despedimento colectivo em Portugal abrangendo cerca de 230 trabalhadores, sendo que cerca de 90 são trabalhadores da região do Grande Porto, das lojas de Matosinhos e de Vila Nova de Gaia.

Este despedimento colectivo transporta consigo uma tremenda injustiça sobretudo quando a empresa multinacional anunciou que em 2014 triplicou os seus lucros face a 2013, atingindo os 127 milhões de euros.

Estamos perante uma empresa que terá beneficiado de apoios do Estado Português e da União Europeia quando se instalou em Portugal e que agora ignora pura e simplesmente esses apoios que terão sido viabilizados recorrendo também aos impostos dos trabalhadores portugueses. Mais uma vez assistimos à transferência mais ou menos encapotada da riqueza gerada pelos trabalhadores directamente para os bolsos dos grandes empresários.

Acresce à injustiça que representa este despedimento colectivo o facto de a empresa, ao arrepio das regras, e em vez de anunciar a lista dos trabalhadores que pretende despedir e negociar com esses trabalhadores a eventual rescisão contratual, inverteu o processo e andou a "convidar" os trabalhadores a abdicarem do seu posto de trabalho, pressionando-os com a ameaça que se não aceitassem o acordo iriam ser incluídos no processo de despedimento colectivo e seriam despedidos com valores de indemnização inferiores.

Desta forma a empresa tenta tornear os procedimentos legais a que está obrigada no âmbito do despedimento colectivo. Nada garante que, depois de conseguir acordos de rescisão mais ou menos forçados com alguns trabalhadores, a empresa não venha a promover o despedimento colectivo do mesmo número de trabalhadores que tencionava incluir nesse processo antes de negociar as rescisões, aumentando por esta via o número de trabalhadores a despedir.

O PCP, através dos deputados na Assembleia da República Diana Ferreira e Jorge Machado, apresentou no dia 28 de Abril perguntas sobre este processo ao ao Ministro da Economia e ao Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.  

O PCP entende que um grupo empresarial que apresentou os resultados positivos que alardeou em 2014 e que beneficiou dos apoios que terá beneficiado para se instalar em Portugal não deveria optar por fazer com que sejam os trabalhadores a pagar a factura de maus actos de gestão da Makro. O PCP repudia mais esta atitude típica do capitalismo mais selvagem, que invariavelmente opta pela sua máxima de partilhar os prejuízos e arrecadar os lucros.

Exigimos que o Governo e a Câmara Municipal de Gaia interpelem a empresa sobre as suas intenções e sobre a justeza das mesmas.

O PCP de Vila Nova de Gaia solidariza-se com os trabalhadores pressionados a aceitar as rescisões dos seus contratos e com os que, não tendo cedido às pressões a que foram sujeitos, possam eventualmente vir a ser objecto do processo de despedimento colectivo, e exorta-os a defenderem o seu posto de trabalho, demonstrando à empresa que a riqueza que ajudaram a criar ao longo dos anos, fruto do seu trabalho e empenho, deveria ser razão suficiente para que a sua entidade patronal não os considerasse dispensáveis e não os descartasse para garantir o crescimento da acumulação de lucros.

 

Vila Nova de Gaia, 30 de Abril de 2015

PCP/Gaia

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1º MAIO PORTO | 15H00 | AVENIDA DOS ALIADOS

COMÍCIO + MANIFESTAÇÃO CGTP-IN
> 15H00 | PORTO
> AVENIDA DOS ALIADOS

ROMPER COM A POLÍTICA DE DIREITA!
LUTAR PELA ALTERNATIVA, DE ESQUERDA E SOBERANA!





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29 de abril de 2015

NI - AF de Gulpilhares/Valadares apoia por unanimidade projeto-lei do PCP de reposição das Freguesias -29.4.2015

Um compromisso cumprido
Em 2012 a "Lei Relvas", aprovada apenas por PSD e CDS e com votos contra de toda a Oposição, incluindo o PS, veio extinguir freguesias por todo o país e assim diminuir a participação dos cidadãos na vida política, o que abriu caminho ao encerramento de serviços públicos sob pretextos vários.

Em Gaia o PS e o PSD/CDS, na Câmara e Assembleia Municipal, aprovaram uma proposta própria de extinção de 16 freguesias, contra as posições assumidas por estas e, em muitos casos, com os Presidentes de Junta a votarem a extinção das suas (e de outras) freguesias, sem que para tal tivessem recebido mandato popular.

Tal proposta (cujos principais protagonistas foram o actual e o anterior Presidente da Câmara) serviria alegadamente para que as freguesias assim "agregadas" à força pudessem vir a beneficiar de um propalado reforço de verbas – o que na verdade não viria a acontecer.

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21 de abril de 2015

Comemorações Populares do 25 de Abril

PARTICIPA EM DEFESA DE ABRIL!

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14 de abril de 2015

NI - Esclarecimento sobre as propostas de reposição de freguesias extintas - 14.4.2015

Pela Comunicação Social soube-se que a Câmara Municipal de V N Gaia terá decidido 'não se pronunciar' relativamente aos projetos-lei apresentados pelo PCP na Assembleia da República visando a reposição das 16 freguesias gaienses que foram extintas pela famigerada "Lei Relvas".

Face às afirmações do senhor Presidente da Câmara veiculadas nessas notícias, importa esclarecer e recordar os aspetos essenciais desta matéria.

"Troikas" e Lei Relvas
Em 2012, a "Lei Relvas" foi aprovada apenas por PSD e CDS e com votos contra de toda a Oposição, incluindo o PS. Essa Lei, dita "de reorganização administrativa", resultaria de um compromisso assumido pela "Troika" nacional perante a "Troika" estrangeira.
Na verdade, tratava-se de um logro: em vez de proceder a uma verdadeira reorganização e promover a participação das populações envolvidas, a Lei limitou-se usar "régua e esquadro" para extinguir freguesias e assim diminuir a participação dos cidadãos na vida política, beneficiando ao mesmo tempo os interesses dos partidos do "Bloco Central" e abrindo caminho ao encerramento de serviços públicos sob pretextos vários.
O resultado prático está à vista: vem-se assistindo a um conjunto de encerramentos e/ou degradação dos serviços prestados pelas Freguesias, que cumulativamente viram diminuída a sua (já de si muito pequena) participação financeira no Orçamento de Estado, como amplamente tem sido demonstrado.

"Troika" também em Gaia
Em Outubro de 2012 o PS e o PSD/CDS, na Câmara e Assembleia Municipal de V N Gaia, aprovaram uma proposta própria de extinção de 16 freguesias, contra as posições assumidas por estas e, em muitos casos, com os Presidentes de Junta a votarem a extinção das suas (e de outras) freguesias, sem que para tal tivessem recebido mandato popular.
Tal proposta (cujos principais protagonistas foram o actual e o anterior Presidente da Câmara) serviria alegadamente para que as freguesias assim "agregadas" à força pudessem vir a beneficiar de um propalado reforço de verbas – o que na verdade não viria a acontecer.

Em Janeiro de 2013, publicada a "reorganização" com a cumplicidade do Presidente da República, o PCP anunciou o seu propósito de a revogar e de repor as freguesias extintas.

No Manifesto e programa que apresentou nas eleições autárquicas de Outubro a CDU/Gaia comprometeu-se a lutar por esse mesmo objetivo.

Cumprindo estes compromissos, o Grupo Parlamentar do PCP na AR começou a apresentar, a partir de Abril de 2014, projetos-lei visando a reposição, uma a uma, das Freguesias extintas. Em Dezembro foram apresentados os relativos a Gaia, do que foi dado público conhecimento em conferência de imprensa.

Tais projectos seguiram a sua normal tramitação e, em todos os casos, a Comissão de Poder Local da AR considerou que reuniam "os requisitos constitucionais, legais e regimentais para serem agendados para apreciação pelo Plenário da Assembleia da República" e enviou-os, em Fevereiro passado, à Presidente da Assembleia da República para esse fim.

Esta terá solicitado os pareceres das Câmaras e Assembleias dos Municípios envolvidos, e em breve os diversos partidos serão confrontados em Plenário com a questão e terão de se pronunciar sobre esta matéria.

Cumprir com a palavra dada
A CDU/Gaia cumpriu a sua palavra: opôs-se à extinção de Freguesias e serviços, e anunciou que iria promover a reposição da situação anterior.
E fê-lo.
O argumento invocado envergonhadamente pela Câmara para não se pronunciar – dizendo tratar-se de "pré-campanha eleitoral" - não colhe: por um lado as eleições só ocorrerão no final deste ano, e serão legislativas e não autárquicas; por outro, todo o processo se tem vindo a desenrolar desde há mais de um ano.

A CDU cumpriu. Cabe agora a cada um dos restantes partidos assumir as suas responsabilidades e opções.


14.abril.2015
CDU/GAIA



Links úteis

2012
Maio - Votação da "Lei Relvas"
Outubro – votação de proposta conjunta PSD/CDS/PS na AM de Gaia
Novembro – recusada a proposta PSD/CDS/PS e extintas 16 Freguesias, "agregadas" em 7

2013
Janeiro – PCP/Gaia reitera posição
Maio - Manifesto Eleitoral da CDU/Gaia
Outubro – Programa Eleitoral da CDU/Gaia

2014
Abril – PCP começa a apresentar Projectos-lei de reposição de Freguesias extintas
Dezembro - PCP/Gaia anuncia apresentação dos projetos de Lei referentes a Gaia



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Agenda - 18, Exposição sobre Virgínia Moura; 19, Almoço Regional do PCP/25 de Abril




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7 de abril de 2015

DEBATE "A actualidade Política e Situação Internacional", 6ªf.10ABR.21.30, C/Albano Nunes do Secretariado do CC, PCP

A Comissão Concelhia do PCP de Vila Nova de Gaia leva a efeito um Debate sobre "A actualidade Política e Situação Internacional", com a presença de Albano Nunes do Secretariado do Comité Central do PCP.

Esta iniciativa terá lugar no Centro de Trabalho de Gaia, na próxima Sexta-feira, dia 10 de Abril, pelas 21.30.




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6 de março de 2015

NI - Manter aberto o Pólo da Afurada da Biblioteca Municipal de Gaia - 6.3.2015

Nota de Imprensa

No edifício da ex-Junta de Freguesia da Afurada foi inaugurado, com pompa e circunstância, um "posto de atendimento dos CTT", uma situação que, atendendo à recente privatização da empresa, prefigura um benefício a esta mais do que à população, em prejuízo dos recursos públicos.

Durante a cerimónia o Presidente da Câmara anunciou também que estaria para breve o encerramento do Pólo da Afurada da Biblioteca Municipal para em seu lugar ser instalado um "Espaço Cidadão", sem que seja claro o que motiva tal acto e contradizendo as informações veiculadas pelo Presidente daquela Junta, que sempre referiu que tal serviço seria instalado na Secretaria da ex-Junta da Afurada, nunca tendo mencionado outra solução.

Assim, a CDU apresentou um Requerimento sobre a matéria, questionando se é verdade que o  Pólo da Biblioteca Municipal de Gaia na Afurada vai efetivamente ser encerrado para ali se instalar um "Espaço do Cidadão".

 Antecipando uma eventual confirmação, perguntou-se também qual a alternativa pensada para permitir a continuação do meritório trabalho daquele Pólo, e o que irá acontecer aos trabalhadores que asseguram o seu funcionamento.

 A população da Afurada tem sido profundamente penalizada (mau funcionamento da Extensão do Centro de Saúde, encerramento da Farmácia, proibição da pesca da sardinha, poucos transportes, escola extremamente degradada, entre outras situações), e este encerramento significará mais um duro golpe na actividade sócio-cultural da comunidade afuradense, pelo que a CDU se solidariza com os que exigem a manutenção do Pólo local da Biblioteca Municipal.

13.fevereiro.2015

CDU/GAIA

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