25 de maio de 2016

NI CDU - UF Sta Marinha e Afurada - 23.5.52016

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA:
CDU VOTOU CONTRA RELATÓRIO E CONTAS

Na Assembleia de Freguesia que se encontra ainda a decorrer a CDU apresentou e viu aprovadas diversas Moções: 

  • De saudação ao 25 de Abril - aprovada por unanimidade;
  • Em apoio da reposição das Freguesias que compõem a União - aprovada por maioria, voto contra do PS;
  • Em defesa dum serviço de Transportes digno e com gestão pública - abstenção do PS.

 

RELATÓRIO E CONTAS 2015

Na intervenção sobre esta matéria, a CDU considerou que o apoio social na União de Freguesias reduz-se ao assistencialismo, sendo mesmo essa uma das razões que levou a CDU a sair do Executivo da Junta. A base legal sempre invocada para o mesmo (o Regulamento do Programa MAES) continua a merecer à CDU dúvidas legais e políticas, que na altura da sua apresentação apontámos, tendo votado contra a proposta. A Junta não justifica a diminuição nos montantes, alegando apenas que menos pessoas se dirigiram à Autarquia solicitando apoios.

A CDU continua a entender que deve ser a Junta a levantar os casos e não apenas aguardar eventuais contactos de quem necessita, como consta de diversas intervenções nossas.

 

A CDU frisou que as visitas de Câmara e Junta aos bairros sociais da União de Freguesias surgiram enquadradas em meras acções de propaganda eleitoral do PS para as Eleições Legislativas e que, até agora, mesmo após repetidamente o questionarmos, se desconhecem dados e resultados conclusivos, face a tantas preocupações e reivindicações sobre estas zonas, há anos manifestadas pela CDU e nunca acolhidas pelos Executivos PSD/CDS ou PS. 

 

Informa ainda a Junta que o Espaço do Cidadão na Afurada se encontra em fase de implementação, mas continuamos a aguardar uma indicação clara da sua localização - e recordámos ao Executivo, nesta reunião da Assembléia de Freguesia, o compromisso do Senhor Presidente da Junta e do Senhor Presidente da Câmara de que essa valência não viria a obstar ao funcionamento do Pólo de Leitura da Afurada da Biblioteca Municipal nos moldes actuais.

 

É significativo que toda a revitalização da Beira-Rio seja reduzida pela Junta, neste documento, a um evento empresarial ali ocorrido. Comprova a opinião da CDU que as políticas seguidas não pretendem o regresso da população daí deslocada, a criação de MPME ou a promoção do comércio local - como há anos a CDU reivindica -, mas antes a continuidade e reprodução do mesmo modelo de colagem aos monopólios económicos que foram sustentáculos da era PSD/CDS e causaram a opressão das populações da zona, levando à sua saída, como há anos aponta a CDU.

Ficarão esta Junta e esta Câmara PS também associados à continuação da obliteração do maravilhoso património humano, comunitário, material e imaterial das seculares populações da Zona Histórica desta União, seja nas Devesas, seja em toda a Beira-Rio, seja no que começa a ver-se na Afurada.

 

Afurada, aliás, onde o serviço da privatizada empresa CTT é há algum tempo prestado por um Balcão providenciado pela Junta (e não um "Posto", como a Junta tem afirmado). Algo que tem resultado em maior volume de trabalho para os mesmos funcionários da Junta, que já tinham sobre si enorme solicitação. E a Junta continua sem responder à CDU como e quando irá contratar mais pessoal, de modo a enfrentar esta situação, na qual dinheiros, pessoal e bens públicos estão ao serviço de uma empresa privada.

 

Constatámos que uma União de Freguesias tão central e emblemática do Concelho recebeu pouquíssimas intervenções nas suas cada vez mais degradadas vias e irá, ao invés, ser alvo de "obras estruturantes" meramente voltadas para o turismo e não para os seus habitantes, como facilmente se constata na Escarpa ou na envolvente do Cais de Gaia.
Os Mercados (da Beira-Rio e da Afurada) serão alvo de novas PPP. A Afurada terá talvez uma capela com o traço famoso de Siza Vieira, mas não serão feitas na União obras de fundo destinadas a melhorar vias, saneamento ou condições de habitabilidade das populações duma área tão carente delas. E o Executivo não conseguiu clarificar, sequer, o conceito de "obra estruturante" que invocou.

 

A CDU estranha que as receitas da União de Freguesias provenientes da Administração Central sejam superiores às transferências camarárias, e que aquelas sejam próximas, em percentagem, do valor das receitas próprias, tendo a Junta justificado tal com as dificuldades financeiras sentidas pela Câmara.

 

A Junta refere no Documento de Execução Orçamental montantes relativos aos "Contratos Emprego-Inserção", de que a CDU continua a criticar o seu uso indiscriminado ao invés da devida e urgente contratação de pessoal, a qual se encontra remetida pela Junta para um futuro incerto, dado entender não se encontrarem reunidas condições.

 

Mas a Junta anuncia pomposamente um superavit orçamental. Que depois não justifica realmente nas suas contas, excepto por uma gestão por si qualificada como "criteriosa" de seguros, comunicações e outras despesas... e colocando, entre outras situações, os pescadores da Afurada a fazer o  trabalho que caberia à Autarquia, assim evitando Despesas de Capital.

Serão admissíveis situações deste teor? A CDU também não viu respondidas as suas questões relativas a várias verbas constantes ou ausentes dos mapas de execução orçamental.

 

Se o "milagre das rosas" financeiro nos foi agora anunciado pelo Executivo, já a situação revelada à CDU (aquando do primeiro ano de mandato) e reafirmada continuamente durante a primeira metade do mesmo era de absoluta e iminente catástrofe. Não entendemos, nem foi explicado, como é possível sustentar uma tal reviravolta, tendo até em conta os montantes de serviço de dívida que a Junta ainda enfrenta.

 

Nessa conformidade, pela ausência de respostas sólidas do Executivo às nossas questões, pelo que consideramos ser a ausência de lógica do resultado orçamental apresentado, a CDU foi forçada a votar contra as Contas de 2015.

 

V N Gaia, 20.05.2016

CDU/UF Santa Marinha e Afurada

 


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23 de maio de 2016

NI- PCP/Gaia - Saudação à luta dos trabalhadores,da Groz-Beckert e da CaetanoBus - 23.5.2016

PCP/Gaia saúda a luta dos trabalhadores

da Groz-Beckert e da CaetanoBus


A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP congratula-se e saúda a luta dos trabalhadores de duas grandes empresas instaladas no Concelho:

Groz-Beckert

Uma delegação do PCP/Gaia esteve, na Sexta-feira passada, dia 20, nesta empresa para apoiar os trabalhadores em greve (1 hora por turno) que recusam as manobras da Administração para fugir às suas responsabilidades.

Os trabalhadores, cujo esforço e dedicação se cristalizam nos produtos de grande qualidade ali fabricados e que têm garantido os lucros dos accionistas, exigiram um real aumento dos salários, a que a Administração tentou fugir através da atribuição de um "prémio" constituído por "tickets", com a intenção de dividir os trabalhadores e, assim, não efectuar uma real e justa valorização dos seus níveis salariais. Com este método, em vez de se responsabilizar directamente perante os trabalhadores, tenta servir outras grandes superfícies comerciais e grandes cadeias de restauração, metendo dinheiro ao bolso, tentando enganar os trabalhadores e, ao mesmo tempo, servir o grande capital.

A responsabilidade social da empresa, a que está obrigada perante os seus trabalhadores, tem de ser assumida de forma directa e de forma a garantir a justa reivindicação dos aumentos salariais que têm origem no fruto do seu trabalho, através de um salário digno, bem como o direito a uma vida igualmente digna e não com métodos indirectos, que cumulativamente acabam por contribuir para a destruição do pequeno comércio e restauração locais em favor dos grandes grupos económicos.

O PCP reitera que os trabalhadores merecem salários dignos e respeito pelos seus direitos.

CaetanoBus

Quinta-feira passada, dia 19, os trabalhadores desta empresa metalomecânica cumpriram mais duas horas de greve por aumentos salariais iguais para todos os trabalhadores e contra as discriminações efectuadas pela Administração, que privilegiou alguns em detrimento de muitos outros. A união dos trabalhadores nesta luta esteve bem patente à porta da empresa e constitui um sinal de resistência às tentativas de divisão que a Administração tenta impor à força. A nossa solidariedade com estes trabalhadores foi demonstrada por uma delegação do PCP que se congratulou pela luta destes trabalhadores.

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do Partido Comunista Português


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19 de maio de 2016

9 de maio de 2016

Divulgação: Informação sobre a actividade legislativa recente do PCP - 9.5.2016


Projetos de Resolução:

Voto:
  • "Pela rejeição da denominada Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP)" - https://goo.gl/Vj4LNg (nota: os pontos 1 e 3 foram Rejeitados com votos a Favor de PCP, PEV, BE, e PAN, Abstenção da Deputada Helena Roseta (PS), e votos Contra de PS, PSD e CDS; o ponto 2 foi Aprovado com votos a  Favor de PCP, PEV, BE, PAN, PS e Contra de PSD e CDS)

Projetos-lei:
  • "Enriquecimento Injustificado (35.ª alteração ao Código Penal, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 48/95, de 15 de março, 4.ª alteração à Lei n.º 34/87, de 16 de Julho e 6.ª alteração à Lei n.º 4/83, de 2 de abril)" - https://drive.google.com/open?id=0B1nMcJ3SIbFlMzNhekJLVTdmV2huaDZLRjVPemRSN3o2X01F
  • "Interdita o uso do território incluído na REN e RAN a projetos imobiliários dos projetos de Potencial Interesse Nacional (PIN) que não respeitem os critérios e fins da sua classificação" - https://goo.gl/4cTP9w
  • 186/XIII/1.ª - "Revoga os mecanismos de adaptabilidade e de banco de horas, nas modalidades grupal e por regulamentação coletiva, procedendo à 11.ª alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, que aprova o Código do Trabalho" - https://goo.gl/mbR0F5
  • 187/XIII/1.ª - "Revoga a aplicação aos trabalhadores em funções públicas dos mecanismos de adaptabilidade e de banco de horas, procedendo à 3.ª alteração à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas" - https://goo.gl/1v7BkW
  • 211/XIII/1.ª - "Revoga os mecanismos de adaptabilidade individual e do banco de horas individual, procedendo à 11.ª alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, que aprova o Código do Trabalho" - https://goo.gl/nfxhWi
  • 215/XIII/1.ª - Repõe o regime de férias na função pública, designadamente o direito a 25 dias de férias anuais e majorações de dias de férias em função da idade, procedendo à 3.ª alteração à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas - https://goo.gl/bGMBkp
  • 216/XIII/1.ª - "Atribui o direito a 25 dias de férias anuais, procedendo à 11.ª alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, que aprova o Código do Trabalho" - https://goo.gl/e21lc6

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4 de maio de 2016

PCP: Tribuna Pública - 5.Maio - 17:30 - Trindade






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PCP combate desregulação laboral

Iniciativas legislativas entregues pelo PCP a 29 de Abril com vista a combater a desregulação dos horários e tempos de trabalho:

- Projeto-lei n.º 186/XIII/1.ª - Revoga os mecanismos de adaptabilidade e de banco de horas, nas modalidades grupal e por regulamentação coletiva, procedendo à 11.ª alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, que aprova o Código do Trabalho

- Projeto-lei n.º 187/XIII/1.ª - Revoga a aplicação aos trabalhadores em funções públicas dos mecanismos de adaptabilidade e de banco de horas, procedendo à 3.ª alteração à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas

- Projeto-lei n.º 211/XIII/1.ª - Revoga os mecanismos de adaptabilidade individual e do banco de horas individual, procedendo à 11.ª alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, que aprova o Código do Trabalho


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2 de maio de 2016

NI PCP Gaia - XII Assembleia de Organização de V N Gaia do PCP - 2.5.2016



"Mais Organização, Mais Intervenção, Maior Influência - Um PCP Mais Forte"



Sob esta consigna mais de seis dezenas de delegados e muitos convidados participaram este sábado, dia 30, na XII.ª Assembleia da Organização Concelhia de V N Gaia do PCP, que ocorreu no Auditório da Assembleia Municipal.

Diana Couto, da DORP e responsável da organização concelhia, pronunciou a intervenção de abertura, elencando o que ocorreu no Concelho desde a anterior Assembleia, há dois anos, e lançando alguns apontamentos sobre as linhas de trabalho futuras.

Durante a tarde sucederam-se as mais variadas intervenções e apresentação de propostas, culminando com a votação da Resolução Política (apenas com uma abstenção) e a eleição da Comissão Concelhia, que mantém alguma continuidade dos quadros que a compõem, aumenta a representação de trabalhadores das empresas prioritárias do concelho e reforça a necessidade de quadros com tarefas de frentes de trabalho específicas.

A renovada Comissão Concelhia tem 24 membros, sendo 11 deles mulheres, e uma média de idades de 47,5 anos. Estreiam-se nestas funções 5 camaradas, ou seja, há uma renovação superior a 20%.

É maioritariamente composta por Operários e Empregados (79%), integrando ainda Quadros Técnicos ou Intelectuais (17%) e Estudantes (4%).

A encerrar os trabalhos, Jaime Toga, da Comissão Política do PCP, valorizou a realização da Assembleia e o papel decisivo das dezenas de militantes que assumem as tarefas regulares do Partido em todo o concelho. O responsável pela DORP caracterizou ainda a situação política actual e destacou o empenho do Partido para reverter as medidas negativas de anteriores governos e tentar ir mais longe na reposição de direitos e concretizar todos os avanços e melhorias para os trabalhadores e para o povo que a situação permite. A luta de massas e o reforço do Partido são questões decisivas, realçou.

 

PCP/Gaia

2.maio.2016

Resolução Política disponível aqui
Mais fotos disponíveis aqui


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29 de abril de 2016

NI - CDU votou contra Relatório e Contas de 2015 - 29.4.2016

Como é público, em finais de 2014 a CDU votou contra o Plano de Actividades e Orçamento para 2015 porque, apesar de este contar com aspectos que então consideramos positivos (como uma ligeira redução de IMI e da factura da água, apoios a IPSSs, valorização do Ambiente, e sobretudo medidas de transparência) ainda assim assumia um conjunto de prioridades e opções políticas de que discordamos, designadamente na Cultura, no apoio ao movimento associativo e ao apoio social, ausência de políticas de Juventude claras, não aplicação do horário de 35 horas, e uma aposta desproporcionada na chamada "escola a tempo inteiro", para além de um desajustado empolamento (embora menor que nas gestões anteriores) das previsões orçamentais.

No Relatório e Contas da Gerência de 2015 ontem apreciado, e apesar de aparentemente ter havido um esforço de clarificação, ficou mais uma vez claramente demonstrada a razão que nos assistia naquelas críticas: a execução orçamental global ficou pelos 80%, e apenas graças às receitas correntes, pois as receitas de Capital ficaram pelos 46%; e mesmo nas áreas que o Executivo considerava prioritárias se assistiu a uma diminuta execução, com consequências negativas para a população.

Realçamos que a vergonhosa cedência da Câmara ao anterior Governo na questão do horário de 35 horas levou a que só após a determinação do Tribunal Constitucional aquele horário fosse reposto, com um considerável atraso e sem qualquer compensação aos trabalhadores do Município, que durante mais de um ano foram obrigados a trabalhar sem receber.

Nesta conformidade, a CDU votou contra o Relatório e Contas, apresentando a Declaração de Voto que se anexa.

 

V N Gaia, 29.4.2016

CDU/Gaia
Gabinete de Imprensa

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CONTA DE GERÊNCIA 2015

DECLARAÇAO DE VOTO

 

Aquando da apreciação do Plano para 2015 constatou–se que aquele mantinha a linha essencial de gestão corrente que já havia sido praticada em 2014 – e o documento que agora apreciamos confirma plenamente aquela constatação.

Referimos na altura que prever quase 156 milhões de euros de receita constituía um empolamento face ao histórico acumulado. É certo que mais diminuto do que os de anteriores mandatos; mas mesmo assim um empolamento.

 

E de novo o tempo deu-nos razão: as receitas globais diminuíram 6,5 milhões face a 2014 e ficaram aquém de 124 milhões, ou seja, 80% do previsto. E também como habitualmente esta percentagem ficou apenas a dever-se às receitas correntes, pois a "poupança corrente", ou "saldo corrente", ou seja, a diferença entre as receitas correntes arrecadadas e as despesas correntes concretizadas, ascendeu a quase 30 milhões de euros, que assim contribuíram decisivamente para possibilitar algum investimento, pois não foi arrecadado nem metade dos 29 milhões de receitas de Capital que tinham sido previstas.

Foi portanto grande a diminuição e corte de despesa que então sublinhamos existir nas áreas da Administração Geral, das Forças de Segurança, do Ensino Não Superior e Serviços Auxiliares de Ensino, da Ação Social, da Habitação, do Ordenamento, do Saneamento e Abastecimento de Água, Desporto, Indústria e Energia, Transportes Rodoviários, Turismo, Metrologia, com as naturais consequências negativas sobre os serviços prestados pela Câmara aos seus munícipes.

 

Valorizamos em 2014 a manutenção da intenção de redução do IMI, por em certa medida assim se aliviar o peso deste imposto sobre os cidadãos gaienses; e apesar disso constatamos agora ter havido um aumento superior a 2% nesta receita, o que demonstra a justeza do juízo crítico que formulamos a este imposto desde a sua criação.

Já a redução de 6% na fatura de água, como igualmente previmos, revelou ter pouco ou nenhum impacto nos orçamentos familiares.

 

Valorizamos o apoio às IPSS´s que o Orçamento para 2015 anunciava, mesmo continuando a considerar que a Câmara não poderia nem deveria substituir-se ao Estado nesta área.

Porém, a verdade é que apenas terá sido efectivamente atribuído metade do valor previsto. Ora, a Câmara não deve igualmente frustrar as expectativas que cria e reduzir os apoios que anuncia.

 

Valorizamos e continuamos a valorizar as medidas que potenciem mais rigor, ética e transparência na gestão camarária, assim como as que visam a redução da dívida, sobretudo nas Empresas Municipais, pois continuamos a ser surpreendidos com novos elementos e situações que causam apreensão. Recordamos que o termo "maquilhagem", utilizado pelo Senhor Presidente para caracterizar as contas apresentadas nos últimos anos, constitui um elemento da maior gravidade pois coloca em causa a fiabilidade de todos as Contas e Orçamentos presentes a esta Assembleia durante o prazo de tempo abrangido.

Neste âmbito, registamos a informação contida neste documento sobre o Fundo Imobiliário Fechado (Fundimo) que o anterior Executivo constituiu em 2008 e com uma duração de 10 anos: foram então recebidos 17,4 milhões de euros, mas a Câmara ficou obrigada a pagar rendas que, anualmente, rondam 1,9 milhões. É fácil de perceber que não foi um bom negócio, e que o Município ficou prejudicado com este processo.

 

Valorizamos que tenha sido finalmente reposto o horário de 35 horas, frisando contudo que o poderia ter sido há muito mais tempo e que os trabalhadores foram prejudicados pelas cedências da Câmara ao anterior Governo – algo que em muitas outras autarquias não sucedeu – sem que tenha até agora havido uma real compensação por tal injusta penalização.

 

Na Cultura, sendo de relevar o lançamento da Bienal de Arte, que desde o início saudamos e acarinhamos, é não menos certo que continuou a preferir-se o apoio a privados e o recurso às "indústrias das artes" para promoção de "mega eventos", em detrimento do apoio à produção e fruição, e com repercussões negativas no movimento associativo, que continua subfinanciado tal como o movimento associativo de recreio, de lazer e desportivo.

 

A política de juventude continuou a marcar passo.

 

O projeto "Gaia Aprende+" continua a não nos merecer aprovação, quer pela sua implementação, quer por significar mais custos para as famílias.

 

As reservas do ROC expressas quanto a anteriores Contas voltam a ser reiteradas, prolongando-se a sua necessária correcção.

 

Não questionamos que este documento esteja devidamente construído do ponto de vista técnico, e valorizamos o esforço de redução do endividamento e de saneamento das contas municipais levado a efeito.

Mas destacamos que no essencial a Câmara prosseguiu em 2015 um conjunto de políticas com que não nos identificamos e que objetivamente não servem os interesses dos Gaienses.

 

Assim, em congruência com a posição que assumimos aquando da apreciação do Plano e Orçamento para 2015, votamos igualmente contra esta Conta de Gerência.

 

V. N. Gaia, 28.4.2016                     

Pel'A CDU,


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22 de abril de 2016

Agenda 25 de Abril e 1 de Maio

"Pelo Futuro Retomar Abril!"


Dia 24 de Abril | 22h00 | Avenida dos Aliados

Concerto Quinta do Bill | Coral de Letras da Universidade do Porto | Fogo de Artifício


Dia 25 de Abril | 14h | Largo Soares dos Reis (junto à ex-pide)

Homenagem aos Resistentes Anti-fascistas | Desfile da Liberdade


15h30m | Avenida dos Aliados

Pauliteiros de Nevogilde | Virgem Suta

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"Avançar pela Mudança"

1º de Maio | Dia do Trabalhador | Defender, Repor, Conquistar

Porto | Aliados | 15h | Comício | Manifestação

Concertos:

Kobalamina (Trabalhadores da Petrogal)

Progeto Aparte 



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NI: PCP solidário com a luta dos trabalhadores da Caetano Bus - 22.4.2016

Ontem, dia 21 de Abril, os trabalhadores da CaetanoBus realizaram mais um período de greve, concentrando-se em frente às instalações da empresa contra a discriminação salarial e exigindo aumentos salariais dignos para todos os trabalhadores. Um plenário deverá ter lugar no dia 3 de Maio.

Uma delegação da DORP do PCP esteve no local, afirmando o apoio e solidariedade do Partido para com esta justa luta, destacando a importância da acção, e apelando a uma grande participação na Manifestação do 1º de Maio.

A Organização Concelhia de V N de Gaia do PCP saúda e apoia os trabalhadores da CaetanoBus.

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