9 de janeiro de 2017

Distribuição de Comunicado na Afurada - 7.1.2017

A CDU de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, mais uma vez, efectuou o seu dever de prestação de contas junto da população.

Este Sábado, 7 de Janeiro, distribuiu na Afurada um documento relativo a várias propostas do PCP consignadas no Orçamento do Estado 2017 - destacando-se, entre outras, as que contemplam algumas necessidades da comunidade piscatória.

O referido documento também reitera a necessidade de inverter as políticas destrutivas do Centro Histórico seguidas pela actual Câmara e que em nada se distinguem das do anterior Executivo PSD/CDS, dando-se como exemplo a recente derrocada na Afurada e o incêndio na Beira-Rio.





Veja mais fotos aqui

Ler mais...

[EXPOSIÇÃO] "+ Direitos + Futuro. Não à Precariedade" | 13 a 21 Janeiro | Cooperativa dos Pedreiros | Porto

Baixos salários, precariedade, desemprego, emigração forçada, desregulação dos horários, retrocesso nos direitos são realidades que marcam a vida dos trabalhadores nos últimos anos. Ao mesmo tempo, os colossais lucros dos grupos económicos e financeiros e o saque aos recursos nacionais, através das privatizações e dos juros da dívida, sugam a riqueza produzida pelos trabalhadores, riqueza que devia contribuir para melhorar os seus salários e direitos e para o desenvolvimento do País.
Precariedade laboral é a precariedade dos salários, do vínculo, dos direitos, da vida.
É um flagelo individual, um drama social e um obstáculo ao desenvolvimento do país.

É preciso, é urgente e é possível acabar com este flagelo.
Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade.

Segunda a Sábado das 10h às 19h

Sessão de abertura
6ª feira | 13 Janeiro | 18h

intervenção de Jaime Toga
(membro da Comissão Política do CC do PCP)

Debate
Sábado | 21 Janeiro | 15h30

intervenções de
Jorge Pires (da Comissão Política do CC do PCP)
Diana Ferreira ( Deputada do PCP na AR)
Tiago Oliveira (Membro do CC do PCP)




Ler mais...

5 de janeiro de 2017

Divulgação: Concerto pela Paz - 7.1.2017, Rivoli, Porto

Do CPP recebemos, com pedido de divulgação, a seguinte notícia:

O CPPC, com apoio da CMP, vai realizar um Concerto pela Paz, no Teatro Rivoli, no Porto, em 7 de Janeiro de 2017.

Os bilhetes são gratuitos e devem ser levantados nas bilheteiras do Rivoli até à véspera do concerto.

Gostaríamos muito de contar com a vossa presença.

Agradecemos a divulgação e participação

Ler mais...

22 de dezembro de 2016

NI - Políticas Erradas - 22.12.2016

A reunião de ontem da Assembleia Municipal fica marcada por uma constatação óbvia: em Gaia apenas a CDU faz Oposição consequente e responsável.

 

Com uma Ordem de Trabalhos quilométrica – 16 items, 4 dos quais aditados há meros dois dias – a reunião ficou marcada pela discussão de três matérias: STCP, Educação, e Estacionamento.

 

Gestão municipal da STCP

A CDU destacou que esta medida decorre da reversão do processo de privatização da STCP promovido pelo anterior governo PSD/CDS, tendo havido, por iniciativa do PCP, alterações aos estatutos da empresa que reforçaram a sua condição de entidade pública.

A sua calamitosa situação actual, fruto da preparação da sua privatização, exigiria que o Estado interviesse decisivamente; mas a opção do Governo PS foi a de uma "municipalização" que a fragilizará ainda mais e não permitirá dar a resposta que os seus utentes merecem, agravando ainda as finanças dos municípios abrangidos – Gaia terá de contribuir com 4,5 milhões de euros – e poderá levar a uma privatização encapotada através da figura da "concessão", quando se tornar evidente a incapacidade técnica e financeira de ser a Área Metropolitana e os Municípios a gerir o processo. Por isso a CDU se opôs a este processo.

 

Educação

A insistência da institucionalização do programa "Gaia@prende+" ficou marcada pela insuficiência dos dados fornecidos, pois nem sequer ficou claro quantas crianças estão abrangidas actualmente. Para uma Câmara que referia a Educação como o seu grande objectivo, é inaceitável que ao fim de três anos ainda nada se conheça sobre a revisão da Carta Educativa, nem sejam sequer fornecidos dados numéricos claros que permitam avaliar politicamente a sua acção. Ainda assim, ficou claro que a precarização do trabalho continua e em particular nesta área, de características permanentes, pois ficou a saber-se (mais de um ano depois de ter sido formalmente requerido) que, além dos 370 professores com contratos a termo para as AECs, o Município utiliza (essencialmente na Educação) mais de 300 trabalhadores precários e muito baratos (com "contrato emprego-inserção"), a que acresce ainda um número desconhecido que é utilizado pelas IPSS a quem a Câmara adjudicou este programa, cujos contornos continuam por esclarecer.

Também por esses motivos a CDU se opôs à proposta de institucionalização do programa.

 

Estacionamento

Mais uma vez se confirmou que a concessão do estacionamento na via pública a entidades privadas foi um negócio desastroso, com o próprio Presidente da Câmara a admitir candidamente que se "absteria" se tivesse de votar o que ele próprio estava a propor…

Ficaram de novo por responder questões essenciais, como a legalidade das "taxas agravadas" e dos "avisos de pagamento", ou a protecção de dados pessoais.

Por esse motivo a CDU votou contra o novo Regulamento apresentado, tal como anteriormente se havia oposto a esta medida que, em vez de ser um instrumento de mobilidade, se revelou ser apenas um negócio lucrativo que nenhum problema resolveu, pois os cidadãos continuam a ser duramente onerados sem que lhes sejam disponibilizadas alternativas eficazes e económicas de mobilidade.

 

CDU/Gaia

22.12.2016

 

(anexo: intervenções)

 

 

 

------------------------------------

4.3 - Contrato Interadministrativo entre AMP e STCP

Este processo dito de "municipalização" decorre na sequência da reversão do processo de privatização da STCP promovido pelo anterior governo PSD/CDS: apesar do quadro político que imediatamente se seguiu às eleições ter sido caracterizado pela intervenção revanchista de PSD e CDS, pelas hesitações do PS, e por uma intervenção negativa do então Presidente da República, foi possível aprovar na Assembleia da República, por iniciativa do PCP, alterações aos estatutos da STCP que reforçaram a sua condição de empresa pública.

Tinha razão o PCP quando manteve, até ao fim, a confiança na possibilidade de travar a privatização e no papel decisivo da luta dos trabalhadores e utentes para alcançar esse objectivo. Mantemos agora essa mesma perspectiva relativamente à "municipalização".

Esta proposta surge num momento de grande fragilidade da STCP, que se encontra profundamente afectada pelas consequências das opções impostas por governos anteriores e que levou à diminuição da oferta de serviço público, com a consequente diminuição da procura.

A situação actual da empresa é calamitosa, com um número insuficiente de veículos no terreno, uma quebra muito significativa na sua manutenção, a diminuição da frequência média das linhas – que é agora de cerca de 30 minutos -, o aumento do número de viagens perdidas e, mais recentemente, uma nova agudização do défice de pessoal.

Atendendo à gravidade da situação descrita, é evidente que a municipalização não resolverá os problemas da empresa e que os objectivos anunciados pelo Governo PS – "promover a gestão e o uso eficiente dos recursos públicos", a "universalidade do acesso e da qualidade dos serviços", a "coesão económica, social e territorial", o "desenvolvimento equilibrado do sector dos transportes e a articulação intermodal" – são parte integrante de um discurso vazio que visa ocultar as reais consequências de um processo que conduzirá a STCP num sentido diferente do necessário e do desejado pelos trabalhadores e utentes

Ficou confirmada a desresponsabilização da Administração Central com o Contrato de Delegação de Competências estabelecido com a Área Metropolitana do Porto (AMP), pelo qual o governo delegou quase todo o poder na AMP e na Unidade Técnica que fará a gestão operacional, o que permite à AMP alterar o serviço público como melhor entender, bastando que para isso que lhe dê conhecimento.

A única área em que fica claro que o governo não prescinde do seu poder é no que concerne a decisões que tenham impacto na dívida histórica da empresa.

Neste ponto, em particular, torna-se evidente que todo o processo fica subordinado à chamada "sustentabilidade económica"; essa parece ser, aliás – e apesar do floreado dos objectivos referidos anteriormente - a prioridade do processo.

Está bem definido, por exemplo, quem não paga: o Estado Central e os demais onze municípios integrantes da AMP. Como cada um dos seis municípios onde actua a STCP pagará a sua quota-parte proporcionalmente ao nº de Veículos*km produzidos na sua área, há que admitir a possibilidade de, no futuro próximo, os serviços variarem de acordo com as condições financeiras de cada um dos municípios, abrindo caminho a uma privatização encapotada através da figura de uma "concessão", algo que poderá vir a ser sugerido num futuro próximo, à medida que aumentem os valores a pagar no âmbito da "obrigação de serviço público", que relativamente a Gaia montarão a 4,5 milhões, com um valor inicial de 384 mil euros em 2017 e aumentos ao longo dos seis anos seguintes até quase aos 900 mil euros em 2023.

Este novo modelo de gestão para a STCP configura pois uma clara tentativa de subverter o serviço público de transportes na Área Metropolitana do Porto, abrindo caminho para a privatização parcial ou integral da operação da STCP.

A defesa do serviço público de transportes traduz-se por isso na continuação da luta contra este processo de "municipalização" da STCP, e por isso votamos contra esta proposta.

V. N. Gaia, 21.12.2016                     

--------------------------------------

4.9 – Regulamento Gai@prende+

 

Há dez anos surgiram as AEC´s e há três anos, na "renovação da continuidade", o aparecimento do "Gaia aprende +" veio completar o pacote da "escola a tempo inteiro", encetando políticas municipais de remendo de ruturas sociais iminentes.

A CDU  sempre manifestou a sua oposição à "escola a tempo inteiro", mais uma exploração imposta pelas políticas dos sucessivos Governos aos trabalhadores com horários irracionais que não lhes possibilitam acompanhar os seus educandos.

Elencaremos um conjunto de razões das quais não abdicamos por se tratar de razões primordiais de defesa da escola pública de qualidade e gratuita consagrada na nossa Constituição, seja a qualidade da escola enquanto espaço físico, seja a qualidade do ensino e a sua gratuitidade, sejam os direitos laborais dos profissionais envolvidos na Educação. 

Em 2010 questionávamos o Executivo camarário de então sobre a sua insistência em contratar professores a termo por apenas 9 meses para a leccionação das Actividades de Enriquecimento Curricular (AECs), com o falso argumento de serem residuais, quando efectivamente estas eram e são necessidades continuadas.

Já neste mandato, em 19 de Junho de 2014, o Executivo anunciava alargar o período das AECs até mais 2 horas diárias no ano lectivo que pouco depois se iniciaria, o que envolveria a contratação a termo de 370 professores. Mais precariedade!

Em 23 de Outubro  de 2014 no debate sobre a Educação e relativamente às AECs a CDU afirmou que estas continuavam a fazer parte dum projecto supostamente pedagógico, mas sem meios humanos, recursos materiais, equipamentos, sem salas devidamente preparadas e ainda por cima com alunos a mais dentro delas, impedindo o seu bom funcionamento, e lembrando ainda que o município recebia, só para as AECs, 2 milhões de euros por ano.

Quantos à chamada "Componente de Apoio à Família" (CAF) lembramos então que à insuficiência de conhecimento sobre este projecto acresciam graves dúvidas e preocupações, designadamente:

        que não fossem as próprias escolas – a escola pública -  a assumir estas atividades, de acordo com as suas necessidades, apenas se e quando existissem;

        que para as exercer se tivesse de recorrer a IPSS – e isto apesar do muito respeito que estas em geral nos merecem – através de protocolos estabelecidos com a Câmara;

        que a monitorização deste projeto fosse igualmente atribuído a uma IPSS – a Fundação Manuel Leão -, sem que fosse claro qual o valor que com isso seria dispendido;

        que este projeto representava mais custos de Educação para as famílias, já vítimas de baixos salários, de roubo nas pensões e salários, pois o montante a pagar pela CAF, efetivamente, representava um salário por ano, e até o escalão A ficava obrigado a pagar;

        que só pudessem ter direito ao 'complemento alimentar' os alunos inscritos no programa;

  • e, no que respeita aos profissionais que prestariam este serviço no terreno, perguntávamos: qual seria o seu estatuto laboral, qual o valor do seu salário de acordo com a função profissional que desempenharia, com que entidade estabeleceriam contrato, e em que moldes. 

 

Decorridos mais dois anos sobre o projecto o país não alterou ainda políticas de exploração e desregulação dos horários de trabalho, pelo que estamos confrontados com rupturas sociais que em bom rigor também não podemos quantificar porque o Executivo se tem escusado a responder às questões que temos colocado no âmbito social.

 

No limite, e a ter que existir uma resposta, não se compreende que não seja pública, e apenas onde necessária.

Quanto à institucionalização deste projecto a CDU lembra que não obtivera até hoje respostas ou sinais de transparência acerca de:

        Carta Educativa atualizada para uma real análise dos dados;

        A Avaliação prometida desde 2014;

        Nem mesmo o número de alunos a frequentar este projecto.

 

Porém, há poucas horas foram-nos finalmente entregues algumas respostas a requerimentos, apresentados desde há meses e um deles até com mais de um ano!

 

E por essas respostas ficamos a saber que a Câmara utiliza anualmente 320 desempregados através da figura do "Contrato Emprego-Inserção", reconhecendo que se destinam a preencher necessidades de carácter permanente.

Ficamos ainda a saber que o "Gai@prende+" integrará actualmente 4800 alunos de um universo de 15 mil.

Mas quanto a tudo o mais – mesmo dados numéricos bastantes simples de obter – é afirmado que só será respondido quando for apresentada a Carta Educativa, o que se promete que ocorra em meados do próximo ano.

 

Ainda assim, e face a alterações que a Câmara foi sinalizando nesta Assembleia, perguntamos:

        Qual o número de alunos sinalizados com Necessidades Educativas Especiais (NEE) que a Câmara vai apoiar, e qual o montante a disponibilizar para esse efeito?

        Com quantas instituições estabeleceu Protocolos para este efeito, e qual a verba dispendida?

        Qual o vínculo laboral, salário e categoria profissional dos trabalhadores dessas instituições que exercem as diferentes funções nestas actividades, e bem assim os dos que asseguram o seu funcionamento?

 

V. N. Gaia, 21.12.2016                   


Ler mais...

21 de novembro de 2016

Eleitos da CDU visitam "Bairro do Gaia" - 17.11.2016

Na passada quinta-feira, 17, uma delegação integrando o Deputado da CDU na Assembleia Municipal Nuno Rodrigues e vários activistas visitaram o "Bairro do Gaia", no sentido de auscultar as populações em relação aos problemas do Bairro e da Cidade.

Os problemas deste bairro são facilmente observáveis, designadamente o mau estado de conservação exterior.

Na visita foi confirmado que há poucas semanas caiu na via pública o muro de uma varanda, danificando um carro estacionado, e só por sorte não foi atingido qualquer peão ou morador.

A envelhecida rede eléctrica no interior das habitações é outro dos problemas mais relevantes, tendo já ocorrido incêndios devido a curto-circuitos que vitimaram dois idosos. Acresce à gravidade da situação a dificuldade de acesso de veículos de socorro às várias partes dos edifícios, principalmente no interior dos quarteirões.

Estes moradores vêem-se impossibilitados de fazer os obrigatórios seguros aos prédios, ou porque as companhias se recusam, ou, quando aceitam, pedem valores extremamente altos.

Os moradores deste Bairro são proprietários ou arrendatários, na sua grande maioria, com grandes dificuldades económicas e sem meios para promoverem intervenções de restauro e reabilitação dos edifícios; e preocupam-se com outros acidentes que possam decorrer desta situação de agravada degradação.

Esta situação, que coloca em perigo quer os moradores quer os restantes utilizadores da via pública, não satisfaz as básicas condições habitabilidade e prejudica a salubridade e a imagem urbana de Gaia.

A CDU defende que as políticas públicas de apoio à reabilitação urbana são essenciais e que a Câmara tem o dever e a obrigação de chamar a si a responsabilidade de resolução destas questões, e exigir também da Administração Central maior atenção, com políticas públicas de apoio e incentivo à reabilitação urbana, promovendo o direito à digna habitação, tal como consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Ler mais...

18 de novembro de 2016

NI - Debate sobre o último Plano de Actividades e Orçamento deste mandato - 18.11.2016

Na sessão da Assembleia Municipal de ontem a CDU levantou, no período de Antes da Ordem do Dia, duas questões de relevante importância para o Concelho: as questões dos Transportes e Mobilidade, por um lado, e as que se prendem com o Centro Histórico, a Reabilitação Urbana e a Habitação, por outro.

Frisou-se a necessidade de melhorar o sistema de transportes no Concelho, nomeadamente por uniformização dos sistemas tarifários e definição de um único passe intermodal, algo que recentemente foi proposto pelo PCP e rejeitado por PS, PSD e CDS mas que constituiu uma inegável necessidade dos gaienses.

Referimos ainda que o Centro Histórico carece  de uma estratégia integrada no que respeita à sua reabilitação, sem ficar limitado pela monocultura do Turismo, e que essa estratégia deve alargar-se à preservação do edificado num âmbito mais alargado, considerando o aumento da oferta de Habitação a custos controlados, fazendo face às mais de 800 famílias que estão em lista de espera para atribuição de Habitação Municipal. Anexam-se as intervenções para melhor esclarecimento.

PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO PARA 2017

Foi ainda apreciado ontem aquele que será o último Plano e Orçamento deste mandato, tendo a CDU apresentado uma longa intervenção fundamentada (em anexo) onde referiu que, apesar de algumas das boas intenções anunciadas, entre algumas lacunas nomeadamente nas matérias que descrevemos acima, também o histórico de fracas execuções anteriores em áreas fundamentais – Educação, Acção Social, Desporto, Transportes (ver anexo) – levam-nos a  ter sérias dúvidas sobre o que delas irá resultar. Foi porém concedido o benefício da dúvida, com a abstenção da bancada parlamentar da CDU.

V. N. Gaia, 18 de Novembro de 2016

 (
clique aqui para consultar a Nota de Imprensa completa)

Ler mais...

5 de novembro de 2016

Marcha em Defesa dos Transportes Públicos - 4.11.2016




Ontem, 4 de Novembro, realizou-se em Gaia a Marcha em Defesa dos Transportes Públicos promovida pelo PCP.

Uma iniciativa que, apesar da intensa chuva que por vezes sentiu, agregou muitas dezenas de cidadãos que desceram a Avenida da República desde Santo Ovídio até à Câmara Municipal, local onde se registaram intervenções de Diana Couto, da Comissão Concelhia de VN Gaia do PCP, e de João Pimenta Lopes, deputado do PCP no Parlamento Europeu.

Veja as fotos aqui.

Esta é uma luta justa das populações na defesa de mais e melhores serviços públicos de transportes para o concelho.
A rede de transportes de Gaia é pouco operacional, sem planeamento, demasiado cara e insuficiente: assenta largamente em operadores privados, a STCP apenas abrange praticamente o centro urbano, o Metro serve apenas a Avenida da República, e não há ligação entre freguesias e a serviços essenciais.
É urgente exigir o alargamento do serviço da STCP, a maior interligação com Metro, CP e operadoras privadas, a prioritária extensão da rede de Metro até Laborim, Hospital e Vila d’Este e a criação de parques de estacionamento público junto ao Metro: Gaia é o único Concelho que os não tem.
A inter-modalidade entre operadoras e a aplicação de preços justos e acessíveis é uma prioridade essencial aos Gaienses e a toda a área metropolitana. A Proposta do PCP apresentada na Assembleia da República propunha:
  • a consagração do “Andante”, como passe social intermodal de toda a Área Metropolitana do Porto, como título em todos os transportes colectivos de passageiros e atualiza o âmbito geográfico do respectivo zonamento;
  • a criação de passe semanal e quinzenal;
  • o alargamento da utilização do “Andante” aos parques de estacionamento associados a interfaces da rede de transportes colectivos;
  • a garantia de um desconto social para doentes crónicos e pessoas com incapacidade permanente igual ou superior a 60 por cento, bem como para:
  1. Os cidadãos com idade até 24 anos, desde que não aufiram rendimentos próprios; - Os estudantes do ensino não superior e do ensino superior;
  2. Os cidadãos com idade a partir de 65 anos ou em situação de reforma por invalidez ou velhice.
Esta proposta foi chumbada por PS, PSD e CDS, com abstenção do BE. Um posicionamento lamentável que não só contraria as necessidades dos utentes de transportes públicos e do desenvolvimento regional, como contraria a votação que estes Partidos assumiram em muitas assembleias municipais e de freguesia da região, onde aprovaram idênticas propostas dos eleitos comunistas.
Mais uma vez, a tentação de ter “duas caras” manifesta-se, comprovando a falta de coragem do PS, PSD, CDS e BE para assumir na região as posições que tomam na Assembleia da República.
Apesar da reprovação deste Projecto de Lei do PCP, continua a ser justo e necessário converter o Andante em passe social intermodal e alargá-lo a toda a Área Metropolitana do Porto e a todos os operadores terrestres de passageiros que aí operam.
A Comissão Concelhia de Gaia do PCP continuará a bater-se por estas medidas que contam com um grande apoio das populações e apela à mobilização e luta dos utentes e dos trabalhadores em defesa do direito à mobilidade e ao serviço público de transportes de qualidade.

Ler mais...

4 de novembro de 2016

NI - PCP questiona Ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre projeto para a Estação de S. Bento

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República a seguinte pergunta escrita ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas na sequência do projeto anunciado pela empresa Infraestruturas de Portugal para a Estação de S. Bento:


"A estação de São Bento, cujo centenário foi recentemente comemorado, possui um elevadíssimo interesse e valor histórico e patrimonial.

Ex libris da cidade do Porto, esta estação é visitada por milhares de pessoas dado o seu valor artístico e cultural.

Estando esta estação em elevado estado de degradação, impõe-se o investimento necessário para a sua modernização e para salvaguardar e até potenciar o interesse arquitetónico e histórico que a estação de São Bento representa. 

Acontece que, de acordo com as informações vindas a público e conhecidas pelo GPPCP, a Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou um projeto de remodelação da Estação que parece mais assente numa base economicista e não numa lógica de preservação e valorização do património cultural.

Na verdade, destaca-se deste projeto a ideia de construir um hostel e vários espaços de restauração sem que se perceba de que forma irá ser salvaguardada a estação, quer quanto à sua funcionalidade, quer quanto ao seu património histórico e arquitetónico.

Para além destas justas críticas, o não envolvimento dos órgãos autárquicos (Câmara Municipal e Assembleia Municipal) na decisão merece crítica, tendo em conta a importância que a estação de São Bento tem na cidade do Porto.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério das Infraestruturas e do Planeamento o seguinte:

1.º Qual é o projeto de requalificação da estação de São Bento que a IP tem previsto?

2.º De quer forma é acautelado o elevadíssimo interesse e património arquitetónico e histórico daquela estação?

3.º Por que razão não foram os órgãos autárquicos Câmara e Assembleia Municipal do Porto, envolvidos ou pelo menos ouvidos no processo de tomada de decisão? 


3 novembro de 2016

Os Deputados,

Jorge Machado

Diana Ferreira

Ana Virgínia Pereira"



Ler mais...

28 de outubro de 2016

PS, PSD, CDS e BE desperdiçam oportunidade de consagrar o “Andante” como passe social intermodal da Área Metropolitana do Porto

1- A Assembleia da República chumbou ontem a proposta do PCP que propunha consagrar o Andante como passe social intermodal de toda a Área Metropolitana do Porto, alargando-o a todos os transportes coletivos de passageiros.

2- Considerando as necessidades da região e as carências da população, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou uma proposta que visava a melhoria do funcionamento dos transportes públicos, a melhoria da mobilidade e a redução de custos dos utentes, contemplando as seguintes medidas:
- consagração do "Andante", como passe social intermodal de toda a Área Metropolitana do Porto, como título em todos os transportes colectivos de passageiros e atualiza o âmbito geográfico do respectivo zonamento;
- criação de passe semanal e quinzenal;
- alargamento da utilização do "Andante" aos parques de estacionamento associados a interfaces da rede de transportes colectivos;
- garantia de um desconto social para doentes crónicos e pessoas com incapacidade permanente igual ou superior a 60 por cento, bem como para:
- Os cidadãos com idade até 24 anos, desde que não aufiram rendimentos próprios;
- Os estudantes do ensino não superior e do ensino superior;
- Os cidadãos com idade a partir de 65 anos ou em situação de reforma por invalidez ou velhice.

3- A votação ontem realizada traduz um lamentável e condenável posicionamento do PS, PSD e CDS (que votaram contra), mas também do BE (que se absteve). Posicionamento que não só contraria as necessidades dos utentes de transportes públicos e do desenvolvimento regional, como contraria a votação que estes Partidos assumiram em muitas assembleias municipais e de freguesia da região, onde aprovaram idênticas propostas dos eleitos comunistas. Mais uma vez, a tentação de ter "duas caras" manifesta-se, comprovando a falta de coragem do PS, PSD, CDS e BE para assumir na região as posições que tomam na Assembleia da República.

4- Apesar da reprovação deste Projecto de Lei do PCP, continua a ser justo e necessário converter o Andante em passe social intermodal e alargá-lo a toda a Área Metropolitana do Porto e a todos os operadores terrestres de passageiros que aí operam. O PCP continuará a bater-se por estas medidas que contam com um grande apoio das populações e apela à mobilização e luta dos utentes e dos trabalhadores em defesa do direito à mobilidade e ao serviço público de transportes de qualidade.

A DORP do PCP destaca ainda a realização de uma marcha em defesa dos transportes públicos, promovida pela Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia, no próximo dia 4 de Novembro, apelando à participação na mesma.

Porto, 28 de Outubro de 2016
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

Ler mais...