17 de fevereiro de 2017

NI CDU/Gaia - Metro sem estacionamento - 17.2.2017

Na sessão de ontem da Assembleia Municipal, e por ter sido recentemente anunciada a intenção de avançar com a extensão do Metro a Vila d'Este, reivindicação antiga das populações e que saudamos, a CDU apresentou uma proposta de Recomendação visando a criação de parques de estacionamento dissuasores gratuitos para os detentores de título de transporte válido (em anexo).

Lamentavelmente, foi arguida a "não sustentabilidade" de tal solução para rejeitar a proposta, quando é por demais evidente que as vantagens de uma tal solução – diminuição do número de veículos em circulação, evitando-se poluição e engarrafamentos, e aumento da utilização de transportes colectivos em detrimento dos individuais – são manifestamente superiores aos custos marginais que daí poderiam advir, em particular num momento em que a linha vai ser prolongada para zona com grandes áreas livres que seriam adequadas à criação de tais interfaces.

Precariedade

A CDU apresentou ainda uma Declaração Política sobre os problemas de precariedade no Concelho, sendo de registar que a Câmara recusou o repto que lhe lançado de fornecer uma informação rigorosa sobre a real dimensão da precariedade na Câmara e nas entidades que com ela colaboram, nomeadamente Juntas de Freguesia, empresas municipais, e IPSSs que prestam serviços à Câmara no âmbito do programa "Gai@prende+", para assim se poder clarificar a situação e perspectivar medidas concretas para a sua resolução.

Falta também saber dados claros no que respeita ao âmbito concelhio: quantos CEI existem no Concelho, não apenas na Câmara e nas Juntas, mas também nas IPSSs e em empresas privadas? E quantos contratos precários de outro tipo, como os estabelecidos com os trabalhadores que asseguram as AECs? E quantos "estágios", remunerados ou não, são disponibilizados em empresas e instituições com apoio estatal? E quantos professores estão colocados de forma precária?

Recorda-se que no início deste mandato na reportagem "Estado Precário" da RTP foi dito que a Câmara tinha então ao seu serviço 140 trabalhadores com "contratos emprego-inserção", situação que o actual Presidente classificou de lastimável, anunciando que no ano letivo 2014/15 iria "alterar radicalmente esta situação"; porém, a verdade é que o número de tais contratos mais que duplicou desde então, sendo agora 320, a que se juntam ainda os que trabalham nas IPSS que prestam serviços à Câmara e os que trabalham nas Juntas de Freguesia e outros serviços públicos.

É uma situação absolutamente inaceitável que a CDU continuará tenazmente a combater.

CDU/Gaia

17.02.2017


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PAOD – Proposta de Recomendação

Estacionamento público gratuito para os utentes do Metro

 

Considerando:

  • Que diariamente muitos Gaienses que trabalham no Porto se vêm constrangidos a utilizar o seu veículo pessoal para ali chegar, por ausência de um sistema de transportes colectivos adequado à deslocação, de qualidade, e a preços que estimulem o seu uso;
  • A inexistência de estacionamento gratuito junto dos interfaces de transportes colectivos;
  • Os elevados custos com estacionamento (quando o conseguem encontrar) que têm no seu destino;
  • Que a criação de estacionamento junto dos interfaces de transportes colectivos poderia contribuir para resolver boa parte do problema, sobretudo se articulada com outras medidas de promoção do uso dos transportes colectivos, em particular o Metro;

A Assembleia Municipal de V N de Gaia, reunida em 16 de Fevereiro de 2017, Delibera recomendar à Câmara:

  1. A elaboração de um estudo sobre as necessidades de parques dissuasores e a sua localização, com vista à sua implementação;
  2. Com base nos resultados desse estudo, promover todas as medidas necessárias para assegurar a sua construção e garantir a sua gratuitidade para os detentores de título de transporte válido;
  3. Promover o diálogo e a cooperação com o Município do Porto, tendo em vista uma melhor implementação das soluções ora preconizadas.

 

 

V. N. Gaia, 16.02.2017

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PAOD – Declaração Política sobre Precariedade Laboral

 

O PCP está a desenvolver uma campanha nacional subordinada à consigna "+ Direitos + Futuro, Não à Precariedade", no âmbito da qual têm sido levadas a efeito um sem número de iniciativas como contactos com trabalhadores, visitas a empresas, debates, audições públicas e outras.

A precariedade é hoje uma verdadeira chaga social, como outras foram no passado; e é por isso fundamental que haja uma política de Estado para a erradicar.

Estima-se em cerca de um milhão e duzentos mil os trabalhadores com vínculos precários, que assim têm as suas vidas em suspenso, vivem um dia de cada vez, porque não sabem se no dia seguinte, se na semana seguinte, ou se no mês seguinte continuam a trabalhar. A instabilidade e a incerteza é tal que os trabalhadores ficam totalmente condicionados na assunção de responsabilidades relacionadas com a habitação, ou ao nível da maternidade e paternidade. Há trabalhadores contratados ao mês, ou à semana, num retrocesso civilizacional inaceitável. Há trabalhadores a desempenhar funções permanentes em empresas que formalmente estão vinculados a outras empresas, nomeadamente de trabalho temporário. Há trabalhadores contratados a termo que, findas as três renovações de contrato legalmente possíveis, são dispensados para evitar a sua integração nos quadros das empresas, e muitas vezes passado um "intervalo contratual" voltam a ser contratados pela mesma empresa, voltando à estaca zero, muitas vezes com pior remuneração e menos direitos. Há trabalhadores a desempenhar funções permanentes contratados através de prestação de serviços, de "contratos emprego-inserção", como "estagiários", ou a tempo parcial.

Há claramente uma ligação direta entre precariedade, desemprego, e exploração, para manter este círculo vicioso, o que só interessa ao patronato.

 

Um dos elementos da campanha contra a precariedade promovida pelo PCP questiona "se fazes falta todos os dias, por que razão o teu contrato é precário?"

 

E isso aplica-se quer no caso em que o empregador é uma empresa privada, quer quando ocorre na Administração Pública, assim se maximizando a exploração do trabalhador. Por isso é da mais elementar justiça que a um posto de trabalho permanente corresponda um vínculo efetivo. É este o princípio que norteia as iniciativas legislativas propostas pelo PCP para combater a precariedade.

 

Segundo o levantamento incompleto feito pelo Governo serão mais de 116 mil os trabalhadores com vínculos precários ao serviço do Estado, muitos deles em funções de carácter permanente, e grande parte deles ao serviço das Autarquias, com particular relevo para os desempregados inscritos nos Centros de Emprego que são aliciados com os chamados "contrato emprego-inserção" e depois vão desempenhar temporariamente, e de forma particularmente precária, funções de carácter permanente.

No início deste mandato foi anunciado como desiderato "alterar radicalmente" logo no ano lectivo 2014/2015 a situação "lastimável" que se vivia nesta matéria (http://bit.ly/estadoprecario).

A verdade é que a Câmara só depois de muita insistência nossa viria finalmente, em Dezembro passado, a informar um número: teria então cerca de 320 pessoas com este tipo de contratação, maioritariamente na Educação, onde se trata obviamente de tarefas permanentes. Ou seja, a "alteração radical" não ocorreu.

 

Por outro lado, falta saber dados claros no que respeita ao âmbito concelhio: quantos CEI existem no Concelho, não apenas na Câmara e nas Juntas, mas também nas IPSSs e em empresas privadas? E quantos contratos precários de outro tipo, como os estabelecidos com os trabalhadores que asseguram as AECs? E quantos "estágios", remunerados ou não, são disponibilizados em empresas e instituições com apoio estatal? E quantos professores estão colocados de forma precária?

 

São dados que importa apurar, e se alguns terão de ser fornecidos pela Administração Central, outros podem efectivamente ser apresentados pelo Município.

Por isso deixamos aqui um desafio: está o Executivo disposto a fornecer uma informação rigorosa sobre a real dimensão da precariedade na Câmara e nas entidades que com  ela colaboram, nomeadamente Juntas de Freguesia, empresas municipais, e IPSSs que prestam serviços à Câmara no âmbito do programa "Gai@prende+", para assim se poder clarificar a situação e perspectivar medidas concretas para a sua resolução?

 

V. N. Gaia, 16.02.2017


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16 de fevereiro de 2017

O Direito à Habitação - 17/2, 17:30

O PCP leva a efeito uma Sessão Pública sobre "O Direito à Habitação", na Associação de Inquilinos e Condóminos do Porto (Rua Sá da Bandeira, 508, Porto) na 6ª feira, 17, pelas 17:30


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13 de fevereiro de 2017

NI - Encontro Autárquico CDU/Gaia 2017 - 13.2.2017


Estando a decorrer o último ano do presente mandato, a CDU realizou no passado dia 11 um novo Encontro Autárquico, o quarto desde 2013, onde se perspectivou não apenas o trabalho dos próximos meses como se fez um balanço alargado, e se lançaram as bases para o acto eleitoral que ocorreram no final deste ano.
Neste período ocorreram 49 reuniões da Assembleia Municipal nas quais estiveram sempre presentes e activos os 3 Deputados da CDU, nelas produzindo 95 requerimentos e 36 propostas, muitas delas aprovadas, e inúmeras intervenções sobre temas relevantes para as populações e o Concelho, tornadas públicas através de 4 Conferências de Imprensa e 47 Notas de Imprensa.
Nas 15 Freguesias e Uniões de Freguesias, de igual modo, verificou-se uma intensa participação, uma vez que a CDU está representada em todas excepto duas: Canelas e União de Freguesias de Sandim, Olival, Lever e Crestuma.
Em Mafamude/Vilar do Paraíso e Santa Marinha/Afurada a CDU integrou a Junta, com um eleito em cada um dos Executivos, no quadro pós-eleitoral de criação de condições de governabilidade. Porém, no final de 2014 e em consequência de incumprimentos vários (com relevo para a imposição unilateral, pelo PS, das 40 horas), a CDU abandonou esses Executivos.
A CDU constitui-se assim como a força de Oposição mais consequente e activa em Gaia, onde o PS se associou a uma parte do PSD e a um "movimento independente" que mais não é do que um PSD "oficioso".
No Encontro foram dados a conhecer pelos diversos oradores as suas experiências nos órgãos onde desempenharam funções, informou-se das carências e anseios das populações do Concelho, traçaram-se as linhas mestras do que irá ser não só a actividade durante os próximos meses, como também as bases programáticas a apresentar no próximo acto eleitoral, em linha com as necessidades, anseios e reivindicações dos gaienses.
O Documento Orientador aprovado (ver aqui) constitui por isso o guião que enformará a acção da CDU e prepara o Programa que será apresentado para o mandato 2017/2021.
CDU/Gaia
13.02.2017


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9 de fevereiro de 2017

8 de fevereiro de 2017

NI CDU Gaia - Metro avança mas criam-se novas dúvidas - 8.2.2017



A CDU/Gaia saúda o anúncio ontem feito relativamente ao avanço da Linha Amarela do Metro até Vila d'Este e ao Hospital Santos Silva, objectivo de longa data das populações abrangidas que muito lutaram por este resultado e finalmente obtiveram sucesso, sobretudo com a ligação a uma zona central de Vila d'Este e não apenas à periferia.

Como o PCP/Porto já frisou, este avanço só é possível porque a derrota do governo PSD/CDS e a nova fase da vida política nacional permitiram criar as condições para desbloquear o processo.

Frisa-se também que o anúncio fica aquém das necessidades, nomeadamente por não perspectivar claramente os desenvolvimentos futuros, seja em relação à protelada ligação à Trofa, às novas ligações a Gondomar e Matosinhos, e quanto à segunda linha em Gaia.

Recorda-se que, honrando um compromisso eleitoral, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República um Projecto de Resolução para o desenvolvimento do Metro do Porto, que viria a ser aprovado por unanimidade, responsabilizando o governo por tomar "as medidas necessárias para a planificação que conduza ao prolongamento da Linha D (Amarela) até Vila D'Este (Vila Nova de Gaia)".

Tratou-se de uma evolução extraordinária das posições assumidas em relação a proposta similar apresentada pelo PCP em 2015, seja por parte do PS (que se abstivera) seja por parte de PSD e CDS (que haviam votado contra).

NOVAS DÚVIDAS

Contudo, alteração ocorrida no traçado carece de explicação, pois não só contraria um conjunto de expectativas criadas e mantidas ao longo dos anos, designadamente pela eliminação da ligação a Laborim e a escolha de um trajecto que irá atravessar uma zona densamente urbanizada, como não é claro de que forma se poderá posteriormente conciliar este traçado com a desejada 2ª ligação ao Porto.

A CDU/Gaia irá pois desenvolver esforço para que estas dúvidas sejam esclarecidas e para que o processo possa avançar rapidamente.

CDU/Gaia

08.02.2017


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27 de janeiro de 2017

Deputada do PCP na Assembleia da República reúne com Administração do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho - 30.1.2017

Os Serviços Públicos e as funções sociais do Estado sofreram um profundo ataque com o governo PSD/CDS, que aos encerramentos juntou as privatizações, a precarização das relações de trabalho com os profissionais, o encarecimento do acesso pelas populações... O Serviço Nacional de Saúde foi fortemente afectado, havendo situações diversas em que o direito à Saúde ficou em causa.

 

A nova fase da vida política nacional permitiu avanços e melhorias. Logo no início da legislatura, com o empenho e a proposta do PCP foi possível travar a entrega do Hospital de Santo Tirso a privados, foram reduzidas taxas moderadoras, e contratados médicos. Avanços e melhorias limitados, que estão ainda aquém do possível e do necessário.

 

Com o objectivo de avaliar a capacidade de resposta dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde do distrito do Porto, os deputados do PCP estão a promover um conjunto de visitas às instalações e reuniões com profissionais de saúde, utentes e administrações dos centros Hospitalares do distrito.

 

Na próxima segunda-feira, dia 30, a deputada Diana Ferreira reunirá com a administração do Centro Hospitalar Gaia/Espinho, prestando declarações à comunicação social pela 10 horas, junto à entrada principal do Hospital.

 

V N Gaia, 27 de Janeiro de 2016

CDU/Gaia



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23 de janeiro de 2017

Nota de Imprensa / PCP V.N. Gaia - 2ª fase da Campanha «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade» - 23.01.2017

Amanhã, o PCP dará início, no Concelho de Vila Nova de Gaia, à segunda fase da campanha «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade».


Durante a primeira fase da campanha foram desenvolvidas várias acções em largas dezenas de empresas e locais de trabalho do nosso Concelho, onde se contactaram milhares de trabalhadores, ouvindo os seus problemas e reivindicações. A precariedade, o desemprego e as suas consequências concretas na vida dos trabalhadores estiveram na ordem do dia, bem como o combate e luta pela sua resolução.


Durante este período, e em resultado dos contributos adquiridos durante os milhares de contactos estabelecidos com os trabalhadores, o PCP, a nível nacional, tomou a iniciativa de apresentar diversas propostas legislativas nomeadamente o Plano Nacional de Combate à Precariedade, um projecto de lei de limitação do recurso ao trabalho temporário, bem como várias propostas para o OE de 2017, das quais destacamos a aprovação do início da vinculação efectiva de trabalhadores precários da Administração Pública.


Nesta segunda fase da campanha o PCP procurará dar a conhecer aos trabalhadores as propostas para a resolução do flagelo da precariedade. Reforçar a ideia de que há alternativa à precariedade e à instabilidade, que não é possível existir desenvolvimento económico e social, enquanto centenas de milhares de trabalhadores viverem com salários miseráveis, vínculos temporários, condições de permanente instabilidade.


A campanha decorrerá até Maio e contará com diferentes elementos de apoio às acções e iniciativas, com um primeiro documento sob o lema «Se fazes falta todos os dias por que razão o teu contrato é precário?», seguindo-se outras edições específicas como é exemplo um relativo ao trabalho temporário e prestação de serviços. Para além destes elementos, este período será também marcado pela edição de vários comunicados e boletins de empresas e locais de trabalho.


Reforçar a luta contra a precariedade é reforçar a luta em cada empresa pelos problemas concretos dos trabalhadores, exigir salários dignos e vínculos efectivos para postos de trabalho permanentes.


Para amanhã, estão já marcadas acções nas cinco seguintes empresas:


  • 07h15-8h00
    Cotesi
    Companhia de Têxteis Sintéticos, S.A.
    Av. do Mosteiro de Grijó, 486, 4415 Vila Nova de Gaia

  • 12h00-14h00
    VOX – Organização Industrial Gráfica
    Rua dos Terços, 353, Zona Industrial dos Terços, 4410-236 Vila Nova de Gaia

  • 15h30-17h15
    R T E
    Pinturas e Montagens Industriais Lda.
    Rua Dr Francisco Castro, Serzedo

  • 19h00-20h30
    SULDOURO

    Rua Água da Sombra, 650, Vilar de Andorinho

  • 23h00-00h00
    BA VIDRO, S.A.
    Avenida Vasco da Gama, 8001, 4434-508 Avintes

 

Para qualquer esclarecimento:  933 147 534

 

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do Partido Comunista Português



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20 de janeiro de 2017

11 de janeiro de 2017